terça-feira, 25 de abril de 2017

Postagens vasqueiras

Meus caros.
O repórter está de férias pelos próximos 30 dias.
E se encontra fora do Estado.
Nesse período, as postagens ficarão, digamos assim, meio vasqueiras, mas tentaremos manter a regularidade.
Esperamos contar com a permissão e a autorização de vocês.
E com a compreensão também.

A morosidade do Judiciário não está só nas chicanas processuais


Espiem só.
Leiam com atenção a nota acima, que está na coluna Painel, da "Folha de S.Paulo", de sexta-feira (21).
Leiam com muitíssima atenção.
E vejam por que a morosidade do Judiciário nem sempre está em chicanas processuais, em infinidade de recursos e outras coisas.
A morosidade, muitas vezes, decorre de meros procedimentos burocráticos.
Vejam agora abaixo, na imagem do Google Maps.
A distância que separa o Supremo do STJ é de apenas 1.400 metros, se uma pessoa for a pé, é de 2.100 metros, se for de carro.
A pé, o mesmo percurso é vencido em 18 minutos.
De carro, seis minutos solamente.
Tem cabimento a remessa do material demorar cerca de duas semanas?
Como todo o respeito.


Estacionamento irregular - mais um - no Umarizal



Olhem aqui.
As fotos foram remetidos por leitor do Espaço Aberto, no último final de semana.
Mostram um estacionamento irregular que se fincou na esquina da avenida Generalíssimo Deodoro com a rua Antonio Barreto, em pleno bairro do Umarizal.
Quedê a placa de autorização?
Ninguém encontra.
A parada, portanto, é ilegal.
Espera-se que a Semob aja.

Nápoles em estado puro

Um olhar pela lente



Magnífica.
Simplesmente magnífica.

O que ela disse


Míriam Leitão, em sua coluna de sexta-feira (21), em "O Globo".

sábado, 22 de abril de 2017

Operação "Abaixo o Verde"


Do jornalista Francisco Sidou - morador do bairro de Canudos - por e-mail, sob o título acima: 


No 19 de abril, logo cedo, uma "tropa de choque" da Semmas, secretaria municipal que "defende" o Meio Ambiente e a Sustentabilidade, botou abaixo com potentes motosserras algumas poucas árvores ainda existentes na Rua Roso Danin, no bairro de Canudos.
De algumas arrancaram até as raízes, outras foram impiedosamente podadas de modo a ficar apenas com  esquálidos esqueletos.
Os agentes "ambientais" não explicaram as razões dessa "operação". Nem precisam. Afinal, na sua missão, eles são positivos/operantes e apenas cumprem ordens "de cima". Nos bastidores, fala-se que a "operação cirúrgica ambiental" foi para atender a um pedido da sogra de um figurão da Semma.
Será ? E o Ministério Público do Meio Ambiente não tem nada a ver (ou apurar) com esse crime ambiental por encomenda?

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Do Espaço Aberto:

Sidou tem razão em sua estupefação.
Plena razão.
Este repórter também jamais se convenceu com explicações - ditas técnicas - sobre a forma de podar árvores em Belém, sobretudo mangueiras centenárias, dente elas as que estão mais devastadas por ervas-de-passarinho.
Na maioria das vezes, senão em todas as vezes, parece que a Semmas não derruba as áreas por simples vergonha.
Mas deixa só esquálidos esqueletos, como diz o Sidou.
Deixa só o sabugo.
Deixa só alguma coisa que lembre que aquilo foi uma árvore.
Por que não perder esse pudor bobo e derrubar logo a árvore de uma vez?
Porque dizer que certas podas são podas não cola.
Não mesmo.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Palocci pode produzir uma outra Lava Jato


Aqui pra nós - bem só pra nós, mesmo.
Mas esse Antonio Palocci é muito, como diríamos, modesto.
Disse a Sérgio Moro, na lata, que tem informações - recheadas de nomes, endereços e informações - suficientes para ofertar ao magistrado, de bandeja, condições de trabalhar com mais afinco na Lava Jato por mais um ano.
Hehe.
Com sua modéstia, Palocci quis dizer que tem fatos comprovadíssimos que podem render, em verdade, mais 50 anos de Lava Jato. No mínimo.
É que, como já se especulou na semana passada, o ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil estaria prestes de arrotar tudo o que sabe sobre o setor financeiro.
Tem dados para comprometer todas as corporações que têm como endereço as Avenidas Paulista e Faria Lima, em São Paulo.
O que seria, especula-se, uma outra Lava Jato.
Tão ou mais fenomenal do que a da Petrobras!
Mamããããeeeee!

Novos protestos à vista na BR-316 podem ampliar o caos



Se vocês acham que o caos de ontem foi o caos do ano, com o bloqueio da BR-316 e de grandes vias que ligam Ananindeua e a área do Entroncamento ao centro de Belém, fiquem ligados porque se prenuncia para hoje o caos da década.
É que haverá protestos de moradores de Marituba contra o lixão.
E parte dos rodoviários ainda está sequiosa por fazer onda pra chamar atenção para a violência nos coletivos.
Tudo bem que o assassinato do cobrador pode - repita-se, pode - não ter qualquer ligação com a bandidagem que faz dos ônibus o seu alvo preferido, mas, de qualquer forma, muitos acham que esta é a hora mais adequada para fazer novos bloqueios.
Se as duas manifestações juntarem suas forças e somarem suas barricadas, milhares de milhares que estão de malas prontas para passar o feriadão fora de Belém podem ser obrigadas a ficar por aqui mesmo.
Ontem, vias como a Mário Covas (veja o vídeo, pinçado do perfil do Belém Trânsito no Twitter) foram liberadas sob o acompanhamento da tropa de choque da PM.
Menos mal que não houve mais tumultos

PJe será ampliado na Justiça Federal no Pará a partir de maio


Todos os novos processos das classes processuais cíveis, exceto as execuções fiscais, as execuções de título extrajudicial e processos de competência dos juizados especiais federais (que apreciam pequenas causas), passarão a tramitar, a partir do dia 8 de maio deste ano, exclusivamente no Processo Judicial Eletrônico em funcionamento na sede da Justiça Federal, em Belém, e nas Subseções de Santarém, Marabá, Altamira e Castanhal.
Desde junho do ano passado, quando foi implantado no Pará, só tramitavam no PJe as ações monitórias e os mandados de segurança. Mas a Portaria Presi 148 (clique aqui), assinada pelo presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, desembargador Hilton Queiroz, determinou a expansão do sistema nas Seções Judiciárias do Pará, da Bahia, do Distrito Federal, de Goiás, de Mato Grosso, de Minas Gerais e do Piauí, além das respectivas subseções judiciárias mencionadas no ato da presidência do TRF1.
Desenvolvido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em parceria com outros órgãos da Justiça para automação do Poder Judiciário, o PJe foi implantado de forma pioneira em dezembro de 2014, no TRF1 e na Seção Judiciária do Distrito Federal. Em 2015, foi ampliado para as seções judiciárias de Goiás, Tocantins, Roraima, Maranhão, Acre, Rondônia, Amapá e Amazonas. Em abril de 2016, começou a ser operado na Justiça Federal do Mato Grosso e em maio, na Seccional do Piauí.
Quando esteve em Belém, participando da implantação do Processual Judicial Eletrônico no Pará, o juiz federal Marcelo Velasco Nascimento Albernaz, presidente do Comitê Gestor Regional e da Comissão Técnica Regional do Sistema PJe, ressaltou que a meta do Tribunal é de que, até o final do ano de 2018, 100% das novas ações ajuizadas na Justiça Federal da 1ª Região sejam protocoladas no PJe.
O magistrado ressaltou que a implantação do Processo Judicial Eletrônico terá impactos positivos, inclusive em termos de sustentabilidade. "Não teremos ganhos apenas com a economia de papel, uma vez que o PJe será totalmente eletrônico. Mais do que isso, a relevância do novo sistema, no que se refere à sustentabilidade, está em que passará a ser desnecessário o deslocamento dos usuários externos até a Justiça Federal para fazer algum procedimento nos processos. Com isso, teremos menos carros nas ruas e, com isso, menos poluição", explicou Marcelo Albernaz.
Ele também mencionou, como uma das grandes vantagens do PJe, a disponibilização permanente dos processos durante as 24 horas do dia e a redução da sobrecarga de trabalho nos Núcleos Judiciários e na secretaria das Varas. "Com o Processo Judicial Eletrônico, não haverá mais necessidade de fracionamento no cumprimento das decisões judiciais. No sistema físico, as decisões poderiam demorar até um ano para serem cumpridas. Agora, procedimentos como os de publicação e expedição de mandados, por exemplo, poderão ser feitas simultaneamente, com enormes ganhos de tempo e produtividade", destacou o magistrado.

O que ele disse


"'[Léo] Estou fazendo os pagamentos através de orientações do Vaccari de caixa 2, de doações diversas que nós fizemos a diretórios e tal'. [Lula]: 'Você tem algum registro de algum encontro de contas feitas com João Vaccari com vocês? Se tiver, destrua'”.
Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, em depoimento ao juiz federal Sérgio Moro.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Delatores precisam apresentar mais provas, dizem juristas


Entendidos em Direito Penal dizem ao blog que, de tudo o que já puderam assistir e ler das delações do fim do mundo, várias delas não contêm absolutamente nenhuma consistência e muito provavelmente os inquéritos serão arquivados pelo Supremo Tribunal Federal.
Quanto a outras delações, será necessário apresentar mais provas.
No caso de Helder Barbalho, que teria recebido R$ 1,5 milhão via caixa dois para a campanha de 2014, jurista entende que apenas a riqueza de detalhes apresentado nos depoimentos prestados pelos delatores Fernando Reis e Mário Amaro da Silveira não será suficiente, por si só, para resultar em indiciamentos e, posteriormente, em sólida denúncia da Procuradoria Geral da República.
Será necessário, acrescenta o jurista, que os delatores apresentem prova mais consistente de que o dinheiro foi mesmo pago via caixa 2 e nada tem a ver com a grana que o ministro da Integração tem mostrado como a que entrou pelo caixa 1 e foi devidamente aprovada pela Justiça Eleitoral.
A conferir.

Como será daqui para a frente, depois das delações

Espiem só.
O infográfico é do G1.
Acompanhe como será daqui para a frente, depois das delações do fim do mundo, aquelas que revelaram uma República apodrecida, carcomida, corroída por tanta corrupção.
O processo, como se vê, é longo e tortuoso, porque as os caminhos processuais são labirínticos.
Mas não percamos as esperanças de que essa parada venha a ser concluída na Justiça.
Não percamos.


Prefeitura tem mais prazo para explicar projeto do Ver-o-Peso

O Ministério Público Federal (MPF) atendeu o pedido da prefeitura de Belém (PA) e concedeu mais 30 dias úteis de prazo para a manifestação oficial sobre a proposta de alterar as características do mercado Ver-o-Peso. A manifestação deve responder a uma série de questionamentos e recomendações feitas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) sobre o projeto de reforma da feira, apresentado pela prefeitura em março de 2016. 

O projeto foi apresentado na forma de uma maquete eletrônica e sem debate com a sociedade, o que provocou reação dos feirantes, de frequentadores da feira e de entidades como o Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB). O MPF abriu procedimento para verificar a regularidade do projeto de reforma, solicitou ao Iphan a análise da proposta da prefeitura e promoveu audiência e consulta públicas para receber sugestões de feirantes e moradores da cidade. 

O resultado da análise do Iphan foi divulgado em novembro de 2016, mostrou vários problemas no projeto e fez uma série de recomendações dirigidas à Secretaria de Urbanismo de Belém. Em janeiro, diante do silêncio do governo municipal, o MPF enviou ofício dando prazo de 15 dias para que os questionamentos do Iphan fossem respondidos. Agora, o prazo foi estendido, a pedido da prefeitura, até meados de maio de 2017.

Segundo o procurador da República José Augusto Torres Potiguar, que é responsável pelo acompanhamento do projeto, não há possibilidade de a prefeitura impor a reforma sem autorização do Iphan. “Vamos dizer que a prefeitura chegue à conclusão que não deve atender o que o Iphan recomendou e queira fazer na marra o projeto. Isso é possível? Claro que não é. Não se pode fazer uma obra em um bem tombado pela União sem licença do Iphan”, explica.

Em resumo, a nota técnica encaminhada pelo Iphan à Secretaria Municipal de Urbanismo (Seurb) no final de novembro recomenda que:
  • O projeto deve ter como premissa a requalificação da feira e não a transformação/adequação parcial da feira em supermercado. Nessa ótica, deve considerar a relação de proximidade entre público, compradores e vendedores, bem como dos outros sujeitos envolvidos nas diversas atividades ali realizadas e incidentes na organização da circulação do público e ordenamento dos usos;
  • A setorização proposta no projeto da prefeitura deve procurar manter ou aperfeiçoar a disposição existente dos setores considerando a complementaridade das atividades e usos, além de manter as condições adequadas para que sejam mantidas as atividades informais que não têm setor definido e que apenas ocorrem em determinados horários, mas que são fundamentais a determinadas cadeias produtivas ali existentes;
  • A concepção de cobertura deve ser resultante da concepção do projeto e não ao contrário, como sinaliza o projeto da prefeitura. A proposta deve considerar, além da premissa de manter-se o caráter de feira, manter-se também as relações de escala, fundo e figura, cheios e vazios, público e privado e a permeabilidade visual da solução projetada. É recomendável a prevalência das circulações transversais sobre as longitudinais, pois estas, além de propiciar maior permeabilidade visual, reforçam a inter-relação cidade/feira/rio e asseguram maior acesso ao público;
  • O levantamento do programa de necessidades (briefing) com maior participação da comunidade de usuários deve ser revisto e ajustado, com maior envolvimento dos arquitetos autores do projeto e o acompanhamento de profissionais com experiência nas ações relacionadas à participação popular;
  • Devem ser apresentadas informações ao Iphan sobre a perspectiva de realização de projetos para as demais áreas do complexo, e esses projetos devem ser discutidos com os trabalhadores do Ver-o-Peso e submetidos a processo de consulta pública ampla;
  • É necessária a apresentação de compatibilidade entre o número atual de boxes/área por setor existente e o proposto de forma relacionada a cada feirante;
  • É necessária apresentação de planejamento e cronograma de execução da obra incluindo a fase de mobilização, com definição de estrutura e local para remanejamento temporário;
  • É preciso que a proposta da prefeitura deixe claro como será realizada a manutenção do sistema de cobertura, e que leve em consideração que a exaustão por sistema elétrico pode ser um complicador para a manutenção e também gerar custos para os feirantes;
  • É preciso que o projeto readeque o sistema de exaustão apresentado, para proporcionar a criação ou utilização de zonas de baixa pressão, que tendem a direcionar o fluxo dos ventos. O Iphan indica que a solução em membranas, tensionada, é mais eficaz e adequada para exaustão e tem custo menor. No entanto, o instituto ressalta que essa alternativa deverá ser corretamente mantida e executada, com exaustores livres à circulação do ar, o que, segundo a nota técnica, não tem ocorrido;
  • Para o Iphan, o projeto apresentado pela prefeitura, incluindo a cobertura, implicará na perda de flexibilidade dos espaços e também da permeabilidade visual, além de causar impacto negativo à ambiência do conjunto tombado. Por isso o instituto recomenda que, para as estruturas físicas, seja priorizada a adoção de estruturas aparentemente de caráter reversível, leves e que mantenham a permeabilidade visual para visadas a partir da avenida Castilhos França, bem como a partir do interior da feira.
  • Não é suficiente, segundo o Iphan, que o abastecimento de água para todo o complexo se dê apenas a partir da concessionária estadual e sem a adoção de cisternas e caixas d'água. Para suprir as demandas de descargas dos banheiros, por exemplo, não há caixa d'água, apenas as cisternas abastecidas com as águas coletadas das chuvas, e não havendo caixas d'água nos banheiros supõem-se que a utilização desses reservatórios só poderá se dar por meio de bombeamento, o que seria totalmente inadequado e fonte certa de problemas de manutenção.
  • O Iphan recomenda que o projeto mantenha a setorização atual, ou o mais próximo possível disto, considerando a lógica de distribuição espacial existente, os arranjos locais e as relações sociais.
  • A dimensão, quantidade e ampliação dos boxes devem ser avaliadas e as informações democratizadas com os feirantes. A opção de atendimento à demanda para a ampliação de área deve ser revista no sentido de atender-se a todos que a pleiteiam, mas não nas quantidades de área desejadas, porque, segundo a nota técnica, essa medida resultará em prejuízos aos próprios solicitantes, além de não ser possível menosprezar os espaços de circulação e afastamento das diversas coberturas, assegurando-se a melhor circulação do ar e a permeabilidade visual entre o interior/exterior.
  • Com relação ao número e área de barracas por feirante, é fundamental que a prefeitura deixe claros esses números;
  • Devem ser avaliadas soluções mínimas para o armazenamento/estoque de materiais;
  • O Iphan indica que a criação de um espaço de finalidade apenas contemplativa não se adequará ao contexto exigido pela grande concorrência por espaço que a atividade econômica impõe no local e que seu uso acabará sendo desvirtuado. Por isso o instituto recomenda que os espaços de convivência sejam mantidos, e que seja descartada a proposta de criação de áreas verdes e de lazer meramente contemplativo.
  • Deverá ser revista a questão da localização do setor de ervas ao lado do setor de camarão, tendo em vista que as disparidades aromáticas poderão causar dificuldades para ambas as atividades, além de ser necessário considerar a segmentação desses setores.
  • Segundo o Iphan, é preciso considerar também se, quando molhado, o piso proposto, korodur, poderá aumentar o risco de acidentes, principalmente para idosos.

Leia mais aqui, no site do Ministério Público Federal no Pará

Um olhar pela lente

Uma publicação compartilhada por Dede Mesquita (@dedemesquita) em

O que ele disse


"Lembro de, em uma dessas ocasiões, ter disso ao então presidente [Lula] que o pessoal dele estava com a goela muito aberta. Estavam passando de jacaré para crocodilo"
Emílio Odebrecht, um dos donos da empreiteira que construiu um Brasil só pra ela.

terça-feira, 18 de abril de 2017

Skank - Ainda gosto dela

Bandidos assaltam estudantes à porta do Colégio Moderno

Espiem só.
Reparem na facilidade com que bandidos estão cometendo assaltos - todo dia, o dia todo - em qualquer bairro de Belém.
Esse aí aconteceu por volta das 6h30 desta segunda-feira (17), à porta do Colégio Moderno, pela Travessa Benjamin Constant, entre as Avenidas Gentil Bittencourt e Braz de Aguiar.
Vejam que o rapaz - coitado! -, prepara-se para entregar o que tem (parece um celular), antes mesmo que o bandido se aproxime dele.
Felizmente, nada de mal aconteceu às vítimas. Mas o trauma é aquele de sempre, né?
Os dois assaltantes foram presos logo depois, caso raro, aliás, nesta cidade em que a criminalidade crônica e assustadora sempre tem muito a ver com a impunidade - crônica, também ela.
Que coisa!

Alvíssaras! Fecharam um buraco que já tinha três meses.


Acreditem: nesta Belém esburacada, nem tudo está perdido. Ainda que não sejamos, é claro, um Japão.
Na semana passada, o Espaço Aberto, sob o título Um buraco. O que o Pará tem em comum com o Japão?, informou que um buraco na Travessa 14 de Março, entre Antônio Barreto e Diogo Móia, já estava completando quase três meses.
E lembrava, a mesma postagem, que nada tínhamos em comum com o Japão, onde uma cratera - cratera mesmo, no duro, sem tirar nem pôr - foi reparada em apenas uma semana, como se vê abaixo.
Mas olhem acima: o buraco na 14 de Março foi calafetado logo depois de postagem aqui no Espaço Aberto.
Palminhas (plec, plec, plec) para a Secretaria de Urbanismo (Seurb).
Mas vamos em frente. Porque ainda há buracos pra caramba para calafetar.
De todos os tamanhos.

Em todos os lugares.


Afinal, do que mesmo eles riem?


Do jornalista e leitor do Espaço Aberto Francisco Sidou, por e-mail, sob o título acima:

De você, eleitor de boa fé, que ainda acredita em suas promessas e juras de amor ao povo e à Pátria brasileira de chuteiras... De você , contribuinte lesado, já quase exaurido pelos impostos que paga em um país que tem a maior carga tributária do mundo dito civilizado e os piores serviços públicos como transporte, educação, saúde e saneamento.
Eles também riem dos que desejam "passar o Brasil à limpo", pois acreditam ainda no "jeitinho" de uma Lei aprovada no Congresso que possa criminalizar o abuso de poder de promotores, procuradores e juízes que ainda querem fazer Justiça. Uma Lei, sob encomenda, que possa garantir o usufruto de todos os seus bens adquiridos com propinas.
Eles que se aposentam com apenas oito anos de "serviços prestados" e usualmente com menos de 50 anos, também riem dos aposentados/pensionistas que ainda acusam de ter levado a Previdência Social à falência com seus minguados benefícios. Também riem dos trabalhadores que ainda tinham esperança de se aposentar aos 60 anos para gozar uma velhice mais saudável...
Debocham igualmente da ingenuidade dos que ainda acreditam na reforma do atual sistema político/eleitoral apodrecido, pois apostam todas as suas fichas na "lista fechada" e no "financiamento de campanhas com dinheiro público" para dar a sensação nos "eleitores abestados" de mudança, mas com a garantia da blindagem para ficar mesmo tudo como está.E com os "mesmos" ou seus herdeiros.
Eles também riem dos honestos e dos cidadãos de bem. Desdenham de todos em um cenário de podridão moral , como já profetizava em sábias palavras o grande Ruy Barbosa, que nunca esteve tão atual em sua sabedoria eloquente.

Olhares pela lente



Na orla de Santarém, a Pérola do Tapajós.
As fotos são do leitor José Olímpio Bastos.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

PGR diz que campanha de Helder queria R$ 30 milhões

Quando se reuniram com o executivo da Odebrecht Mário Amaro no Hotel Tryp, no bairro do Itaim, em São Paulo, em setembro de 2014, o então candidato ao governo do Pará, Helder Barbalho (PMDB-PA), o então candidato do PT do Pará ao Senado, Paulo Rocha, e o prefeito de Marabá, João Salame, teriam pedido não R$ 1,5 milhão, mas R$ 30 milhões para irrigar os cofres da campanha do hoje ministro da Integração Nacional. A Odebrecht, achando o pedido alto demais, é que o reduziu para R$ 1,5 mihão.
A informação consta de documento datado de 13 de março deste ano, em que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pede ao Supremo que mande instaurar para investigar o assunto.
Vejam, abaixo, trechos da petição da PGR:






"Vazamentos seletivos" não existem mais na Lava Jato


Com todo o respeito às dezenas de envolvidos na lista de Fachin, mas falar em "vazamentos seletivos" agora parece brincadeira, não é?
Mais brincadeira ainda é achar que esses vídeos que estão bombando aí pela internet, mostrando delatores delatando figurões com riqueza de detalhes, também estão vazando.
Olhem: tudo é público, tudo está acessível a todo mundo, porque assim decidiu o ministro relator da Lava Jato no Supremo, Edson Fachin, quando derrubou o sigilo que recaía sobre as delações de 77 crianças da Odebrecht que corromperam políticos de grande e média projeção na República.
Uma República apodrecida, vale dizer, mas de qualquer forma com suas instituições fortalecidas, porque empregadas para esclarecer suspeitas de corrupções absurdas com dinheiros públicos.
Portanto, essa gente nada inocente que está falando em "vazamento seletivos" deve contar outra, porque essa não cola.
Não mesmo.

Em avião, Doria é aplaudido e distribui mais de 100 selfies


A nota abaixo está na coluna Radar On-Line, de Veja.
Nem Aécio, nem Serra, nem Alckimin terão gostado de ler.

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João Doria foi surpreendido pelo assédio durante o voo entre São Paulo e Seul, na Coreia, na última terça (13). Ao descer do segundo andar do avião A-380 para conversar com jornalistas, os passageiros o aplaudiram e formaram uma fila para tirar fotos. Quem viu a cena contou mais de 100 pedidos.
O que mais surpreendeu, entretanto, era a quantidade de passageiros de fora de São Paulo a cumprimentá-lo. Isso reforça a ideia de que Doria já é um nome nacional, e pode disputar a eleição presidencial.

"Crucificação"


"Crucificação"
De Paolo Caliari Veronese (1528-1588), importante pintor maneirista da Renascença italiana.

"O Carregamento da Cruz"


"O Carregamento da Cruz"
De Derick Baegert (1440-1515), pintor alemão.

"A Flagelação de Cristo"


"A Flagelação de Cristo".
Albrecht Altdorfer (1480-1538), pintor, gravador e arquiteto renascentista alemão.

O que ele disse


"Tenho consciência de que não vou ser preso. Para ser preso, tem que ter cometido crime e esse crime tem que ser provado."
Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República, em entrevista a uma rádio de Salvador (BA).

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Vídeo mostra empresário delatando Helder Barbalho


Vejam aí.
O vídeo começou a circular nas redes sociais no início da madrugada desta quinta-feira.
Mostra Fernando Reis, um dos delatores da Odebrecht, contando à força-tarefa da Lava-Jato como o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, recebeu 1,5 milhão do departamento de propinas da companhia.
"A combinação de pagamento ocorria sempre com o senhor Luiz Otávio", diz o delator, referindo-se ao ex-senador Luiz Otávio Campos.
Fernando Reis menciona claramente não apenas o telefone e o endereço de Luiz Otávio, conhecido popularmente como Pepeca, como indica o endereço de um hotel, em São Paulo, onde se reuniram o diretor-superintendente da Odebrecht, Mário Amaro, o então candidato ao governo do Pará, Helder Barbalho, o prefeito de Marabá, João Salame, e o então candidato ao Senado, Paulo Rocha (PT-PA).
De acordo com a Procuradoria Geral da República, os repasses a Helder Barbalho foram feitos como “contrapartida a interesses do grupo Odebrecht no Estado do Pará, notadamente na área de saneamento básico, espaço em que a empresa almejava atuar como concessionária.”
Assista. 

Tucanos festejam Jatene fora da lista de Fachin


Tucanos - alguns - ficaram em tensa expectativa, até o início da manhã desta quarta-feira (12), para se certificar de que o novo do governador Simão Jatene não aparecia na temida lista de Fachin.
E não apareceu.
Como Helder Barbalho está na lista, na condição de suspeito de ter recebido R$ 1,5 milhão da Odebrecht, os tucanos começaram a festejar.
Por quê?
Porque acham que o envolvimento na Lava Jato do ministro, pré-candidato do PMDB ao governo do Estado, em 2018, poderá desviar, pelo menos um pouco, o foco das atenções sobre a cassação do mandato de Jatene no TRE.
Pode ser.
Mas não apostem tanto nisso.
Não apostem.