segunda-feira, 8 de agosto de 2016

A NET, essa porcaria, deixa o blog fora do ar

Aguardemos essa empresa - a mais ineficiente da face do planeta - restabelecer a conexão para que possamos voltar a atualizar o Espaço Aberto.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

É ele ou mais ninguém


E agora, que Pelé desistiu de acender a pira olímpica, quem deve acendê-la? - é só o que se pergunta.
Pelé, gente.
Ele é quem deve acender a pira olímpica.
Ele é o Rei. É o maior. O maior jogador de futebol de todos os séculos. É incomparável até hoje - com o perdão de Maradonas, Messis e outros.
Pelé deveria ser levado de cama ao Maracanã.
Uma cama com dossel dourado, como aquelas que vemos nos palácios reais.
Não tem outro.
É Pelé ou Pelé.
Ou então que a chama se acenda sozinha.

Mas dinheiro para a campanha democrata. Um bom sinal.

Aqui está.
Conforme já se observou mais cedo, na postagem Conheçam melhor Donald Trump. E o rejeitem!, parece que os Estados Unidos estão começando a acordar do pesadelo que será se o republicano vencer as eleições.
E isso tem como resultado não apenas o crescimento de Hillary nas pesquisas, mas mas o aumento do volume de recursos para sua campanha.
Bom sinal.
Aliás, um ótimo sinal.


Ninguém quer ser a próxima vítima

Sim.
Ninguém quer ser a próxima vítima.
Que esse grito dos bancários seja também o grito de toda Belém, sobressaltada e assaltada pelo medo que o banditismo dissemina.
Sobre o assunto, leiam o artigo Crônica de uma tragédia anunciada, de Francisco Sidou.


A vaia em Temer será maior da que levaram Lula e Dilma?


A parada, então, é a seguinte.
Qual vai ser a sua diversão desta sexta-feira?
O pessoal aqui do Espaço Aberto já escolheu a sua: adivinhar a quantas irão os decibéis da vaia que Michel Temer e entourage - incluindo, ah coitada!, a bela, recatada e do lar Marcela - vão levar no Maracanã, logo mais à noite, na cerimônia de abertura da Rio 2016.
E tem uma diversão adicional: descobrir a mágica, a química que a organização vai arrumar para, digamos assim, sufocar a assuada, como se dizia d'antanho.
Porque é certo que Temer pode ser tudo, meus caros, até mesmo uma espécie de conspirador discreto e vazador mor da República. Mas burro ele não é.
E tanto não é que já se manifestou publicamente sobre a certeza de que vai levar um vaião daqueles. Mas a questão é que Sua Excelência não estima as dimensões.
Então, assim: a vaia em Temer será maior ou menor das vaias que levaram Lula em 2007 (veja o vídeo) e Dilma na abertura da Copa de 2014?
A aposta do blog: igual. Pelo menos igual.
Agora, vocês: façam suas apostas.
Ah, sim.
E pra vocês verem que não é apenas o blog quem se assusta com a coragem de Temer, saibam que teve a maior repercussão, na tarde desta quinta-feira (04) a postagem de um tuíte pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), a agência do governo, ironizando Temer.
"Quando a pessoa escolhe passar vergonha… Planalto confirma Temer na abertura da Rio 2016", escreveu alguém na postagem, que foi deletada pouco depois e trazia junto o link de uma matéria da Agência Brasil sobre o tema. 
O tweet provocou a ira de auxiliares do presidente Temer. Pouco depois, em nota, o diretor-presidente da EBC, Ricardo Melo, considerou "inadmissível" a postagem e afirmou que ela "não representa a posição da empresa", além de anunciar que "determinou a abertura imediata de sindicância interna para apurar as responsabilidades sobre a publicação de texto no Twitter @ebcnarede".
Hehehe.

Conheçam melhor Donald Trump. E o rejeitem!


Sabem de uma coisa?
Torçamos, todos os que estamos assustados com esse troglodita chamado Donald Trump, que ele continue sem parar com suas trogloditagens que assustam o mundo.
Porque, ao que parece, quanto mais maluquices Trump faz ecoar, mais os próprios americanos vão se dando conta de que ele não pode ser o guardião da pasta com os códigos que têm o potencial de fazer o mundo explodir.
Nesta quinta-feira (04), em New Hampshire, uma pesquisa divulgada pelo WBUR mostra Hillary com 47% das intenções de votos e o candidato republicano com 32%.
A candidata democrata também leva 11 pontos a frente na Pensilvânia, de acordo com uma nova pesquisa do instituto Franklin and Marshall, com 49% dos votos contra 38% de Trump.
Em Michigan, onde a campanha de Trump espera ganhar devido à sua grande população da classe trabalhadora de eleitores brancos, Clinton está 9 pontos à frente, de acordo com uma sondagem do Detroit News.
E na Flórida, uma pesquisa da Universidade Internacional da Flórida de eleitores hispânicos divulgada na quarta-feira, mostrou Trump em uma posição de baixa histórica, com apenas 13% dos hispânicos prontos para votar nele. Em um estado onde eles compõem 18% do eleitorado, a má posição de Trump poderia custar-lhe o estado - e a presidência.
E tem mais.
Os próprios republicanos, cada vez mais, estão renegando Donald Trump.
O deputado republicano Richard Hanna se tornou o primeiro parlamentar no Congresso a romper com o partido em meio a corrida presidencial e declarar apoio à candidata democrata Hillary Clinton. Segundo Hanna, o republicano Donald Trump não está preparado para servir o partido e não pode liderar os Estados Unidos.
Meno male que os Estados Unidos estão acordando a tempo. E assim ainda podem evitar o pesadelo que seria ter Donald Trump como presidente.

Construção e entulho no bairro do Marco

Reparem aí.
As fotos foram mandadas ao Espaço Aberto pelo leitor Pedro de Carvalho Lopes.
A Leal Moreira, segundo ele, está escavando a avenida Romulo Maiorana, entre Barão do Triunfo e Angustura, "para instalar esgoto sanitário de um prédio em construção em esgoto de águas pluviais da Prefeitura."
"Além dessa irregularidade que fazem ao escavar a avenida, não retiram o restante do entulho que fizeram conforme estas fotos mostram", diz o Pedro.



Ibama arquiva licenciamento da hidrelétrica São Luiz do Tapajós


O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) arquivou nesta quinta-feira (05) o processo de licenciamento ambiental da usina São Luiz do Tapajós, conforme recomendado pelo Ministério Público Federal (MPF) e seguindo pareceres da Fundação Nacional do Índio (Funai) e do próprio Ibama. O arquivamento se dá por razões legais – a usina alagaria território indígena Munduruku e obrigaria remoção de aldeias, o que é proibido pela Constituição, mas também por falhas nos estudos de impacto ambiental.

“Determino o arquivamento do processo nº 02001.003643/2009-77. O projeto apresentado e seu respectivo Estudo de Impacto Ambiental – EIA não possuem o conteúdo necessário para análise de viabilidade socioambiental, tendo sido extrapolado o prazo previsto na resolução Conama 237/1997, para apresentação das complementações exigidas pelo Ibama”, diz a presidente do Ibama, Suely Mara Araújo, em despacho enviado à Diretoria de Licenciamento do órgão para que tome providências para o encerramento do processo.
“Cabe destacar que a Funai aponta óbices legais e constitucionais ao licenciamento ambiental do empreendimento, em razão do componente indígena, óbice esse corroborado pela Procuradoria Federal Especializada junto ao Ibama”, diz ainda o documento. Agora, o conteúdo do despacho da presidência do Ibama será comunicado ao interessado – no caso as Centrais Elétricas do Brasil (Eletrobras), com abertura de prazo para recurso.
A Eletrobras, responsável pelo empreendimento, não cumpriu a obrigação de corrigir uma série de lacunas graves nos estudos e o Ibama entendeu que não existe mais prazo para que os problemas sejam resolvidos. Em parecer enviado ao gabinete da presidência do Ibama, a Diretora de Licenciamento do órgão, Rose Mirian Hofmann, apontou que além da inconstitucionalidade prevista pela Funai e reforçada pelo MPF, havia razões suficientes também do ponto de vista ambiental para o arquivamento do processo. Em 2014, o Ibama pediu estudos da Eletrobras para uma lista extensa de possíveis impactos que haviam sido negligenciados. O prazo, aponta Hofmann em seu parecer, era de quatro meses e até a suspensão do licenciamento em abril de 2016, nada havia sido respondido. Também não houve pedido de prorrogação.
As omissões nos estudos de impacto ambiental incluem a ausência de avaliação sobre assoreamento dos corpos d'água tributários do Tapajós, o impacto sobre os lençóis freáticos e até sobre a ictiofauna, uma das questões mais sensíveis para a região já que os moradores estão entre os maiores consumidores do mundo de pescado. “A ausência de algumas dessas informações no EIA salta aos olhos, por serem impactos notórios da tipologia de geração hidroelétrica, que precisam ser avaliados antes da decisão sobre a viabilidade do empreendimento”, destacou o parecer da diretora de licenciamento.
Na semana passada, o MPF havia enviado recomendação ao Ibama pedindo o cancelamento definitivo da usina. “Cabe ao Ibama o cancelamento do processo de licenciamento ambiental da usina São Luiz do Tapajós, em função de inconstitucionalidade do projeto ante a necessidade de remoção forçada de povos indígenas, nos termos do artigo 231 da Constituição Federal”, dizia a recomendação do procurador da República Camões Boaventura. O MPF também apresentou à Justiça ação contra a hidrelétrica, apontando a ausência da consulta prévia prevista pela Convenção 169. Desobedecendo determinação da Justiça, a consulta nunca foi realizada.
A Funai, em pareceres técnico e jurídico enviados ao Ibama no primeiro semestre, também tinha apontado a inconstitucionalidade do projeto de São Luiz do Tapajós, que incidia diretamente sobre a Terra Indígena Sawre Muybu dos índios Munduruku e alagaria três aldeias desse povo. Desde o anúncio do governo federal de que pretendia construir barragens no Tapajós, ainda no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, os índios Munduruku e os ribeirinhos do Tapajós têm liderado um forte movimento se opondo aos projetos. Por várias vezes eles ocuparam o canteiro de obras da usina de Belo Monte, no Xingu, na tentativa de evitar que barragens semelhantes fossem construídas em suas terras. Também fizeram muitas viagens a Brasília para tentar sensibilizar as autoridades sobre seus direitos.

Crônica de uma tragédia anunciada


Do jornalista Francisco Sidou, por e-mail, sobre o assalto ao posto do Basa que funciona no prédio da Capaf

O assalto com morte violenta do vigilante bancário Alcindo Rangel , ocorrido no ultimo dia 29 (sexta-feira) ao Posto Basa/Capaf, na avenida Generalíssimo Deodoro, em Belém, provocou muito estresse e grande trauma aos colegas que trabalhavam naquela unidade e aos poucos clientes que naquele horário alí buscavam atendimento, submetidos a uma sessão de pânico e terror.
A ação audaciosa dos bandidos foi minuciosamente planejada e revelou uma faceta de perversa criatividade com a utilização de um falso cego e cadeirante para ingressar na agência bancária, sem disparar o alarme das portas com detector de metais. Na véspera, uma mulher esteve lá se informando como deveria proceder para levar seu tio cadeirante para fazer uma transferência bancária de grande porte. Então foi orientada a procurar um dos vigilantes para buscar o acesso pela porta especial.
Por ironia, foi o próprio Alcindo quem abriu a porta para o seu algoz segundos depois de terem acesso ao Posto. A ação inusitada do falso cadeirante ao se levantar com a arma em punho anunciando o assalto talvez tenha provocado algum gesto instintivo de defesa em Alcindo, resultando na ira dos assaltantes, que atiraram em sua cabeça provocando sua morte instantânea, às vésperas de sua aposentadoria. Era um trabalhador honrado e pai de família exemplar, muito estimado pelos colegas e clientes pela fidalguia com que tratava a todos.
Diante dessa ocorrência tão traumática, alguns questionamentos precisam ser feitos. Por que, por exemplo, a porta de acesso a cadeirantes não tinha detector de metais? Por que retiraram os dois guardas bancários que faziam a vigilância externa, trocando-os por duas precárias câmeras de segurança eletrônica? Por medida de economia?
Dois outros fatores também contribuíram para aumentar a insegurança do Posto Basa/Capaf, que já havia sofrido três assaltos nos últimos dois anos, em dias de pagamento dos benefícios dos assistidos da Capaf. Primeiro, foi o despejo da Associação dos Aposentados (AABA), que funcionava no antigo quintal do prédio, esvaziando os corredores de acesso ao Posto do intenso tráfego de aposentados e seus acompanhantes.
Depois, com a reforma malfeita das instalações do Posto, além de rebaixarem temerariamente o balcão de atendimento dos Caixas, deslocaram a entrada de clientes para o corredor lateral, hoje quase deserto e sem os dois guardas de vigilância na entrada, trocados por câmeras de suposta segurança eletrônica. Tais medidas administrativas costumam ser tomadas nas ilhas de conforto dos gabinetes refrigerados sem a necessária checagem junto aos setores de segurança do Banco.
Em dezembro de 2015, por ocasião da posse do novo presidente do Basa, Marivaldo Melo, dediquei-lhe uma "Carta Aberta" então divulgada nos blogs "O Mocorongo" e "Ver-o-Fato", com grande repercussão nas outras mídias sociais, apelando pela volta do Espaço de Convivência e Lazer dos Aposentados nas antigas instalações nos fundos do prédio, por uma razão não só de consideração e respeito, mas também por fatores de segurança, pois a ação dos meliantes era dificultada pela grande circulação de pessoas, entre aposentados, pensionistas e seus dependentes, acompanhantes ou procuradores.
As motivações alegadas para o despejo dos aposentados seriam de ordem administrativa, por necessidade dos serviços, mas decorridos mais de dois anos, as instalações antes ocupadas pela AABA continuam ociosas e servindo apenas de depósitos para materiais inservíveis. Foi apenas uma mesquinha retaliação, por terem resistido à implementação dos novos Planos Saldados e Salgados , que retirava direitos adquiridos.
Dizia, então, que esse seria um gesto de nobreza pelo seu alto significado para distensão do relacionamento com antigos e dedicados empregados do Banco da Amazônia, instituição a que se orgulham de ter servido. E que por isso mesmo mereciam um tratamento mais humano e mais digno.
Infelizmente, nem tivemos resposta do novo presidente, que foi devidamente "municiado" pelo seu "staff" de proeminentes assessores, com informações nem sempre fiéis aos atos e fatos que acontecem no "reino", aqui embaixo, por onde transitam os comuns dos mortais,  clientes ou não. 
O trauma dos colegas que trabalhavam no Posto Basa/Capaf é muito grande e dificilmente eles terão condições psicológicas de voltar tão cedo ao seu antigo local de trabalho. Melhor seria que fossem transferidos para outra agência, após um período de recuperação, assistidos por profissionais da área de Psicologia da Casf.
Por seu turno, os aposentados e pensionistas, clientes preferenciais do Posto Basa/Capaf, estão também receosos de continuar frequentando aquele local, que vai acabar se transformando em um posto bancário fantasma.

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Tião Miranda lidera disparado a corrida eleitoral em Marabá




O deputado estadual e ex-prefeito Tião Miranda lidera a corrida eleitoral de Marabá, no sul do Estado, mostra a primeira feita pela Doxa para o pleito deste ano no municipal. Ele está disparado, com 31,1% das intenções de voto, bem distante do segundo colocado, o atual prefeito João Salame, que aparece com apenas 6,7%. O médico Manoel Veloso é o terceiro colocado com 4,7%; Jorge Bichara vem com 3,0%.
O ex-deputado federal Asdrúbal Bentes aparece com 1,8%. Maurino está com 1%. Cristina Mutran e Zeferino Neto aparecem, ambos, com 0,8%. Adailton Sá está com 0,6%. Sueli Lara e João Chamon aparecem com 0,4%. Rigier Aragão ficou com 0,2%. O índice de eleitores que não sabem ou que pretendem anular o voto é alto, chegando a 48,4%.
A administração de Salame é reprovada por 73,2% dos eleitores de Marabá. O governo Jatene está sendo reprovado por 52,2% dos eleitores. A aprovação é de 11,8%. A avaliação Regular é de 31,6%.

Foram ouvidos 500 eleitores no período de 27 a 30 de julho. O nível de confiança utilizado é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% dos resultados retratarem o atual momento eleitoral. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sob o nº PA-09088/2016.

A "cavalice" fecha cruzamento na Domingos Marreiros


Espiem só.
Na foto, remetida por leitor do Espaço Aberto, mais uma imagem de cavalice explícita no trânsito de Belém.
Mais uma cavalice explícita de quem se compraz em fechar cruzamentos na cidade.
Esse flagrante foi feito nesta quarta-feira (03) à tarde, na Domingos Marreiros com a travessa Castelo Branco.
"A cara de pau, a ausência do Poder Público levam a essas aberrações no trânsito. Espero que o próximo prefeito cuide melhor do trânsito de Belém,  trabalhando para punir quem descumpre suas regras", diz o leitor.
Sim.

Fazemos votos que seja assim.

E no meio do caminho tinha... Alceu Valença!

Que demais, hein, gente?
Alceu Valença vai andando, vai flanando pelas ruas do Rio e vê um grupo tocando uma de suas músicas mais maravilhosas - Anunciação.
Alceu para e dá uma canja em plena calçada, diante de passantes quando incrédulos com o que viam.
No final, o cantor ainda proclama: "Artista que toca com alma é uma maravilha".
É mesmo.

O que ela disse


"As pessoas que estavam me xingando estão embasadas por inverdades, achando que têm o direito de agir desta maneira. Há um desejo de morte, de aniquilação. O que eu experimentei foi isso, o desejo daquelas pessoas de que eu não existisse. Eu não tinha ido fazer uma manifestação dentro da manifestação deles. Muitas pessoas passaram na rua ali, além de mim. Se você faz um ato na rua, é para chamar a atenção para aquilo que você quer tratar como causa, para que outros possam se interessar por aquilo que tem a dizer. O que leva essa crise às pessoas é querer impor uma solução que faz bem só a si."

Letícia Sabatella, atriz, sobre ter sido xingada durante as manifestações no último domingo, em São Paulo.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Edmilson Rodrigues é o 1º em pesquisa para a Prefeitura de Belém




O deputado federal Edmilson Rodrigues (PSOL) lidera na corrida à Prefeitura de Belém, tanto na pesquisa estimulada como na espontânea, conforme aponta a segunda pesquisa eleitoral da Doxa fez no período de 26 a 28 de julho, com uma amostra de 777 entrevistas.
Registrado no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sob o nº PA-08502/2016, o levantamento mostra que, na aferição espontânea, em não são apresentados os nomes dos pré-candidatos, Edmilson Rodrigues lidera com 20,5%, seguido pelo atual prefeito, Zenaldo Coutinho (PSDB), 11,2%. O terceiro colocado é o deputado federal Eder Mauro (PSD), 8,5%.
Na pesquisa estimulada, em que são apresentados aos entrevistados os nomes dos candidatos, Edmilson Rodrigues permanece em primeiro lugar, subindo para 33,5%. Na primeira pesquisa Doxa, ele aparecia com 24,7%. Éder Mauro vai para o segundo lugar, aparecendo com 27,1%. Na primeira pesquisa, Eder Mauro tinha  30,2% das intenções voto. Em terceiro lugar fica Zenaldo Coutinho com 12,7%. Na pesquisa anterior, Zenaldo tinha 6,9% das menções.
Quanto à rejeição, isto é, quem não votaria se a eleição fosse hoje para prefeito de Belém, o tucanos é o mais rejeitado, com 37,5%. Vêm a seguir o pré-candidato do PSOL, com 12,1%, seguido de Eder Mauro, 10,0%.

A administração do prefeito Zenaldo Coutinho está sendo reprovado por 51,4% dos eleitores de Belém. A aprovação é de apenas 12,0%. A avaliação Regular chega a 35,7%. O governo Jatene, em Belém, está sendo reprovado por 43,9% dos eleitores. A aprovação é de 13,6%. A avaliação Regular é de 41,2%.

Principal problema do trânsito é a selvageria ao volante




Do leitor do Espaço Aberto que se identifica como Carvalho, sobre a postagem Mais uma honrosa contribuição para a bagunça no trânsito:

Sempre que surge nas rodas de conversa o assunto trânsito, muitos são os problemas que potencializam essa maravilha que é o da capital paraense. Ruas com pouca ou nenhuma estrutura, sinalização precária (ou feita com a ajuda dos amiguinhos), as facilidades de comprar um veículo e fugir do transporte público sucateado... Enfim, justificativas não faltam.
Contudo, entendo que o principal problema é a selvageria ao volante. Vejo motoristas dirigindo como se pagassem quatro IPVAs (hehehehe), ocupando todas as faixas, ligando o pisca-alerta como se desse aval para parar em qualquer lugar, buzinas eufóricas e roucas de tanto gritar enquanto o sinal ainda nem abriu. É uma salada! Taxistas, motoristas de ônibus, pedestres, carros particulares, charrete, carroça, ciclistas, motociclistas, caminhoneiros, todos contra todos, cada um por si e salve-se quem puder!

Um olhar pela lente

Na orla de Belém.
A foto, disponível no Instagram, é de Madson Melo.


Van Gogh, Monet ou Mané?


Do jornalista Francisco Sidou, por e-mail, sob o título acima:

Alguns bancos de "bandeiras multinacionais" costumam afagar o ego de seus clientes classificando-os em categorias especiais como clientes Van Gogh,  Monet e outros artistas famosos. A esses são dispensadas atenções especiais como salas VIP  com televisão, café e água.
Como diz aquele mote americano, "não existe almoço grátis". Constatei isso ao consultar meu extrato e verificar uma persistente taxa de serviços de R$ 61,00 que vinha sendo debitada mensalmente há mais de um ano. Como só faço naquele banco apenas uma operação mensal, que é a retirada do modesto benefício do INSS, estranhei essa insólita taxa de serviços.
Resolvi então perguntar a razão de sua existência a uma gentil atendente. Ela então mansamente me explicou com um sorriso mecânico que se tratava de uma taxa especial por supostamente ser um cliente VIP.
Disse-lhe, então: "Moça, então não quero mais ser um cliente VIP de seu banco, se esse é o preço a pagar por serviços especiais que não uso".
E ela: "Nesse caso, o senhor não mais terá atendimento especial na sala VIP."
"Tudo bem, moça" - disse-lhe -, "não faço a menor questão desse atendimento especial. Prefiro ir para a fila preferencial dos clientes comuns dos mortais  e não pagar essa taxa abusiva apenas pela vaidade de ser um "mané".

Pano rápido.

2016, o outro ano do golpismo na democracia brasileira


STAEL SENA *

"Estou cego e vejo"
Carlos Drummond de Andrade

Com a Constituição de 1988 e diante da presente conjuntura política brasileira, indagamos: a sociedade nacional merece o impeachment da presidente Dilma Vana Rousseff, reeleita por mais de 54 milhões de cidadãos? Nossa jovem democracia foi desta para melhor... Nasceu, cresceu, morreu... A Carta Mater do Estado Democrático de Direito não vale mais nada?
Em matéria de Ciência Política, podemos dizer que a democracia é formalmente a mãe do controle do povo sobre os governantes e poderes em geral. Ela, todos sabem, surgiu na Grécia antiga. Ela é tudo! Mas o seu exercício precisa de constante fiscalização, pois não é propriedade privada daqueles que ocupam os cargos públicos e que deles fazem o que desejam.
Os golpistas, parece, cansaram-se da democracia enquanto realidade inclusiva e crescente. E a propósito, lembre-se com justiça e com base em dados do IBGE, que o máximo de democracia substancial que os brasileiros já experimentaram e usufruíram, na sua história, ocorreu a partir do ano de 2002. Antes, a grande maioria da população estava literalmente excluída pela democracia formal vigente, em termos de inclusão social, oportunidades de crescimento e de vida digna.
E, neste 16º ano do século XXI, que belo presente foi dado pelos golpistas aos brasileiros? Nossos títulos eleitorais foram assaltados, ao vivo e em cores, através do coroamento do golpe parlamentar, percebido e criticado desse modo pelos olhos das democracias e mídias internacionais. Que vergonha!
Os golpistas feriram a soberania popular. E muitos brasileiros não estão cegos para esse fato notório, mas será se estes percebem a gravidade do golpe para as presentes e futuras gerações?
A falta ou talvez a medíocre consciência histórica e política, a obstrução e sabotagem sistemática sobre a gestão da presidenta Dilma pelo parlamento no ano de 2015 - somado a conduta da grande mídia em manipular a consciência coletiva ao modo goebbelsiano - constituíram a base e a causa do golpe em curso.
Neste contexto, é importante aprender com a lição que nos lega o saguão da história. Ensina a reagir, o quanto antes, ao golpe parlamentar. Pois no Estado Democrático de Direito, a maioria não evolui sem democracia real. Por isso, não se deve aplaudir os golpistas e seus corifeus, visto que seus motivos não procedem jurídica, ética e politicamente. Eles não merecem perdão!
O golpe de 2016 é a droga que cheira a retrocesso de direitos, consagrados na Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Além disso, o impeachment é um cavalo de troia cheio de vírus do ódio, da intolerância e da corrupção sistêmica entre o público e o privado.
O mínimo existencial da convivência democrática sugere que o sol nasce para todos, sempre a exigir que o seu guardião e fonte de poder permanente - o povo - garanta e aperfeiçoe a democracia. Resistir e reagir ao golpe, é preciso! Ó democracia!
Por todo o exposto, o impeachment continua no cardápio do presente e do futuro da República Federativa do Brasil. O mais sensato, decente e racional desfecho do impedimento da presidente Dilma é garantir seu retorno à presidência e o pleno respeito aos mais de 54 milhões de cidadãos que a elegeram. Caso contrário, o lixo da intolerância, do ódio e de segundas intenções, que foram cultivados irresponsavelmente na consciência coletiva, vai avançar e tornar a instabilidade política, a regra, e a estabilidade, a exceção, alastrando-se pelos próximos anos nos 27 Estados(governadores) e mais de 5 mil municípios(prefeitos), que nunca mais terão paz para governar. Visto que o golpe - como já vazado e testemunhado na imprensa nacional e internacional - se converteu num desastre de efeitos imprevisíveis, indesejáveis e lesivos para todos.

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STAEL SENA é pós-graduado em Direito pela UFPA

O que ele disse


"Tem que haver um ponto em que você diz: essa não é uma pessoa que eu possa apoiar para ser presidente dos Estados Unidos, mesmo que seja um membro de meu partido".
[...]
"Acredito que o candidato republicano é incapaz de atuar como presidente. Eu disse isso na semana passada. Ele continua demonstrando isso."

Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, dizendo-se estupefato com a postura de líderes republicanos, que continuam apoiando o candidato oficial do partido, Donald Trump, apesar das declarações incendiárias cidadão.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Trump pode, sim, ser o homem-bomba dos EUA. E do mundo.



Olhem só.
No dia 14 de junho passado, o Espaço Aberto escreveu, comentando as peripécias do, àquele altura, pré-candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump:

Na maior democracia do mundo, um sujeito como Donald Trump pode ser o presidente.
O presidente, meus caros!
Os americanos podem fazer de um maluco como esse um dos homens mais poderosos do mundo (toc, toc, toc).
Há republicanos queimando suas carterinhas, literalmente, diante da simples possibilidade de que esse cidadão venha a ser o candidato do partido à presidência dos Estados Unidos.

Pois é.
Eis que Trump agora é candidato.
Ele encarna uma possibilidade real de virar presidente da maior potência do planeta.
E se torna, no dizer de Arnaldo Jabor, num ótimo comentário na Rádio CBN, "uma ameaça real à humanidade".
Sim. Esse sujeito é de meter medo.
Fora de brincadeira.
Escutem o comentário de Jabor.

Mais uma honrosa contribuição para a bagunça no trânsito

Espiem só como é que está a parada.
Essa imagem mostra tudo.
Na terra arrasada que é o trânsito de Belém, cada qual, é claro, sente-se livre, liberado, desimpedido e autorizado a dar sua mãozinha, a emprestar sua honrosa contribuição para que o caos permaneça como está e, se possível, expanda-se todo dia, o dia todo.
Então, meus caros, se o mototaxista pode fazer isso aí, por que eu, você e ele não podemos, né?


Cultura grava especial em homenagem ao centenário de Mestre Verequete


No próximo dia 26 de agosto, Mestre Verequete, um dos nomes mais importantes da cultura paraense, completaria 100 anos de idade. Para celebrar a data, a Cultura Rede de Comunicação realiza o projeto “Centenário Mestre Verequete”, reunindo artistas para releituras da obra do grande ícone do carimbó tradicional.
Seis artistas participam do projeto: Grupo Quaderna, Nazaré Pereira, Olivar Barreto, Lúcio Mouzinho, Thaís Ribeiro e Pedrinho Callado, que também assina a produção musical. Cada artista regravou duas músicas do mestre, e as releituras já estão na programação da Cultura FM. Nesta terça-feira, dia 02, será gravado um especial para a TV Cultura, no Espaço Cultural Coisas de Negro, em Icoaraci. Participa da homenagem o Grupo Uirapuru, que acompanhou Verequete durante toda a trajetória do mestre.   
Segundo Beto Fares, diretor da Cultura FM e idealizador do projeto, a proposta é revisitar a obra de Verequete, divulgando o nome do mestre entre as novas gerações. “Ele é uma das pessoas que urbanizou o carimbó, mas sem tirar as diretrizes principais. Também colocou elementos do candomblé - e isso fez uma grande diferença”, explica.
Para Pedrinho Callado, o carimbó é a grande matriz da música paraense. As releituras, no entanto, não se restringem ao ritmo imortalizado por Verequete. “Temos cúmbia, lambada, carimbó elétrico, mas o carimbó de raiz está na base do projeto. É uma revitalização da obra, sem perder a essência”, diz ele, que toca vários instrumentos na banda que compõe o projeto, ao lado do contrabaixista Ney Rocha e dos percussionistas Rafael Barros, Franklin Furtado e JP Cavalcante.
Com 33 anos de carreira, o músico Lúcio Mouzinho diz que se sentiu honrado pelo convite. “É muito especial participar desta homenagem ao grande ícone da nossa música. Vi várias apresentações do Mestre Verequete com o Grupo Uirapuru, acompanhei a trajetória dele. Sem dúvida, ele foi único ao trazer para o carimbó a religião de matriz africana”, diz o artista.
O programa especial terá duração de uma hora e será exibido pela TV, Rádio e Portal Cultura, no dia 26 de agosto, quando se comemora também o Dia Municipal do Carimbó.

Fonte: Funtelpa

Criação de vara ambiental confere protagonismo ao TJE


ISMAEL MORAES - advogado socioambiental

Com a discrição que lhe é peculiar, o desembargador Constantino Guerreiro acaba de premiar a sociedade paraense com um feito que irá ser um divisor de águas na Administração da Justiça: a criação de vara especializada em interesses difusos, coletivos e individuais homogêneos, o que inclui, sobremaneira, as questões ambientais.
A Amazônia, considerada a última fronteira, possui a maior reserva de água doce e o maior acervo genético do Planeta. E o Pará não é apenas parte da Região Amazônica: é onde estão as maiores reservas minerais, a maior reservada florestal em madeiras de lei com potencial comercial e quase todos os portos naturais com capacidade para instalação de bases para escoamento de produtos para o mundo, pois aqui é onde estão os estuários onde se encontram o Oceano Atlântico e o rio Amazonas. Por outro lado, ao aqui estar a maior população de toda a Amazônia, o largo processo de antropização leva a constantes conflitos entre os interesses coletivos e difusos e o das atividades econômicas, que na maioria das vezes não oferecem qualquer contrapartida às perdas locais causadas pelos empreendimentos.
Há quase cinco anos, em dezembro de 2011, com a regulamentação do art. 23 da Constituição Federal pela Lei Complementar nº140/2011 os Estados federados assumiram a quase plenitude da gestão ambiental, desde o licenciamento até a fiscalização, o que, por sua vez, ao retirar da Justiça Federal o sobrepeso de dirimir os conflitos até então de sua incumbência, atribuiu à Justiça Estadual a competência para administrá-los.
O Judiciário estadual paraense possui magistrados capacitados para enfrentar tais questões, o que já demonstraram ao proferir decisões de alto nível ao julgarem mesmo sem a retaguarda de um aparato tecnológico. Mas até que o desembargador Constantino Guerreiro desse esse passo fundamental, o Tribunal de Justiça do Estado não havia se preparado para assumir tais responsabilidades de modo planejado, o que implica não apenas a criação de varas especializadas, mas também na delicada articulação política com os Poderes Executivo e Legislativo para garantir mais recursos na repartição do bolo orçamentário. É que para funcionar a contento, uma vara ambiental pressupõe uma estrutura técnico-científica digna de prestar ao magistrado estudos seguros para lastrear decisões, sem que tenha que depender dos trabalhos precários e incertos de instituições como o Renato Chaves.

O que ele disse


"Nem tudo o que se enfrenta pode ser modificado. Mas nada pode ser modificado até que seja enfrentado."
James Baldwin (1924-1987), escritor norte-americano, que nasceu no dia 2 de agosto.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

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Na praça, a mulher nua, a exclusão e o constrangimento



É assim, meus caros.
Na Belém de perdidas memórias, jogar pedra em mangueiras - de preferência naquelas mais frondosas, com galhadas ondulando ao vento nos quintais -, conversar em cadeiras dispostas nas calçadas à porta das casas, em fins de tarde, e esquivar-se das rapidíssimas, mas diárias, chuvas compõem cenas que ficaram no nosso imaginário. Seja no imaginário dos que viveram essas épocas, seja no imaginário eternizado em páginas ternas como as de Eneida, por exemplo.
Hoje, as cenas de Belém traduzem uma cidade acossada por violências sem fim e por vieses humanos que retratam de forma trágica o abismo e as carências sociais que se expõem em todo lugar, inclusive e principalmente em praças públicas, transformadas literalmente em latrinas a céu aberto, para uso reservado -mas nem tanto - de moradores de rua.
Leitora do Espaço Aberto narrou, pelo WhatsApp, cena constrangedora que ela enfrentou nesta quinta-feira (28). Um constrangimento agravado pelo fato de estar com o filho, uma criança de apenas 4 anos de idade, e de uma sobrinha de 14 anos, acompanhada de amiga, também adolescente, mineira de Belo Horizonte.
O carro em que se encontravam parou num sinal, atrás do prédio da Companhia Docas do Pará (CDP), na Praça Waldemar Henrique, mais ou menos aí, como aparece na imagem do Google Maps. Eis que o olhar, ou melhor, os quatro olhares - da leitora e de seus três acompanhantes - dirigiram-se para um mulher completamente nua, que fazia totô em plena praça, às 16h, sob o olhar entre complacente e indiferente de dezenas de pessoas, que caminhavam às proximidades e não esboçavam qualquer reação, como se aquilo fosse a coisa mais natural, mais banal, mais corriqueira do mundo. E será que não é mesmo, para quem transita habitualmente por ali?
A leitora diz não ter certeza se a mulher era mendiga; e se era, também não pôde saber se ela sofre de alguma doença mental. É bem provável que sim, porque a Praça Waldemar Henrique, juntamente com a Praça da República, está entre os logradouros centrais de Belém mais preferidos pelos moradores de rua.
A Universidade Federal do Pará (UFPA), em pesquisa do ano passado, apurou que existem mais de 500 moradores de rua na Região Metropolitana de Belém. Em 2014, outro levantamento apontara que 583 pessoas moravam nas ruas de Belém e Ananindeua. A maior parte dessa população tinha entre 18 e 29 anos. E mais de 80% das pessoas pesquisadas queriam deixar as ruas.
Mas por que não deixam as ruas, se querem deixá-las? Porque muitos não têm para onde ir, são dependentes químicos em poucas condições de desenvolver alguma atividade produtiva e já perderam qualquer referência familiar.
Caberia uma ação permanente de assistência social, mas o Poder Público, é claro, não pode chegar ao ponto de sustentar integralmente esse contingente todo. E não raro muitos dos que vão para abrigos retornam às ruas depois de pouco tempo.
Compreender esse drama social em toda a sua extensão talvez não seja suficiente, porém, para reduzir o impacto e o constrangimento naturais de quem - sobretudo se são crianças ou adolescentes - vê cenas como a da mulher nua, fazendo suas necessidades fisiológicas no meio de uma praça das mais movimentadas da cidade, à plena luz do dia, numa quinta-feira.
Porque as praças de Belém também já deixaram há muito de ser recantos de lazer e se transformaram em refúgios de excluídos.

Há 126 anos, a genialidade de Van Gogh se eternizou



Auvers-sur-Oise: a 30 quilômetros de Paris, a cidade em que Vicent Van Gogh
viveu seus últimos 70 dias de vida
O Auberge Ravoux, a pensão onde Van Gogh passou seus últimos 70 dias. Na parte superior,
ficava o quarto do pintor, de apenas 5 metros quadrados. 
No cemitério, os túmulos de Van Gogh e do irmão Théo: plantas, em vez de mármore

A igreja de Auvers-sur-Oise e a réplica de uma das obras de Van Gogh que a retratou
O prédio da prefeitura da cidade, também retratada em uma das obras de Van Gogh
Há 126 anos, exatamente num dia 29 de julho, Vincent Van Gogh morria com apenas 37 anos em Auvers-sur-Oise, uma cidade linda - pequena, tranquila, plácida e colorida -, situada a cerca de 30 quilômetros ao norte de Paris.
Para quem, como o repórter, tem a genialidade de Van Gogh como uma referência maior, nuclear e primordial entre os pós-impressionistas, ir à França sem, algum dia, visitar a cidade onde o artista viveu seus últimos 70 dias de vida seria desperdiçar uma chance única de ingressar no cenário que o inebriou e lhe serviu de inspiração para pintar seus últimos 80 quadros.
Pois os 126 anos da morte de Van Gogh fez o repórter lembrar-se da visita de algumas horas a Auvers-sur-Oise, em maio de 2012. Uma visita que rendeu a postagem intitulada Em Auvers, a vida vicejante de Van Gogh.
O blog escreveu então, quando se referiu ao pequeno cemitério onde o corpo do pintor descansa ao lado do corpo de Théo, seu irmão:

Suas sepulturas destoam de todas as outras.
Sãos as únicas que não têm túmulos de mármore, mas plantas.
Por perto, sempre fica um regador. É comovente como os visitantes, por impulso natural, regularmente regam as plantas que se mantêm sempre verdejantes na sepultura de Van Gogh e do irmão.
E como se a vida ainda pulsasse ali, vicejante como as plantas que adornam o local onde ambos foram sepultados.

Sim.
Em verdade, é Auvers-sur-Oise inteira que pulsa na sua placidez, vicejante como as plantas que emolduram a memória de Van Gogh.
No Auberge Ravoux, a pensão onde ele residiu, seu quarto, de um despojamento comovente,  ainda está perfeitamente preservado. Não tinha mais de 5 metros quadrados, mas ali era uma parte do mundo de Van Gogh.
As igrejas, os cenários, as áreas verdes, muito que você vê nas ruas de Auvers está retratado em réplicas de obras do pintor, afixadas às proximidades.
Nesta postagem, estão algumas fotos que o repórter fez durante a rápida visita a Auvers. E quem quiser, tanto pode assistir ao vídeo aí embaixo, com imagens também do blog.

Se você gostar de Van Gogh e for à França, não deixe de ir lá.

É pra combater corruptos? "Vamo nessa".

Vejam.
Vejam e leiam.
Leiam o que o Espaço Aberto escreveu no Instagram e assistam ao vídeo.
Confirme-se tudo o que está escrito.
E reforce-se que é bem-vinda qualquer manifestação contra corruptos: mas que não haja, digamos assim, nenhum selecionamento (hehe).
Desde que as manifestam incluem todos os corruptos, vamo nessa!
Tim-tim!


Bunge vende 50% de dois terminais de grãos no Pará para brasileira Amaggi


Do UOL

A multinacional do agronegócio Bunge fechou acordo para vender 50 por cento dos terminais de grãos que construiu recentemente em Miritituba e em Barcarena, no Pará, para o grupo brasileiro de produção e exportação de grãos Amaggi, segundo comunicado divulgado pela Bunge nesta terça-feira.
As empresas não revelaram os valores envolvidos no negócio, mas destacaram que a transação está sujeita à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
Os dois terminais, inaugurados pela Bunge em 2014, foram o primeiro binário a operar na promissora rota de escoamento de grãos ligando o distrito de Miritituba, no município de Itaituba, às margens do Rio Tapajós, até o porto de Barcarena, na região metropolitana de Belém.
Os grãos produzidos principalmente em Mato Grosso chegam a Miritituba pela BR-163, são carregados em barcaças, seguem para Barcarena e são finalmente colocados em navios com destino à exportação.
Bunge e Amaggi já atuam em conjunto na região por meio de uma joint venture chamada Unitapajós, que opera uma frota de 90 barcaças e movimenta 3,5 milhões de toneladas anualmente.
"Esta operação está totalmente alinhada com a estratégia da Bunge de otimizar seus ativos e buscar parcerias estratégicas para capturar oportunidades de crescimento", disse em nota o presidente da Bunge no Brasil, Raul Padilla.

As empresas destacaram, no comunicado, que a "parceria entre as duas empresas não muda as atividades comerciais, nem a operação de escoamento de grãos".

O que ele disse


"Há sempre desafios para superar antes dos Jogos. Eu vi bom progresso nos últimos meses. Nós sabemos que os brasileiros gostam de terminar as coisas no último segundo."

Thomas Bach, presidente do Comitê Olímpico Internacional, criticando a atávica mania do brasileiro de deixar tudo pra cima da hora (Foto de Ivan Alvarado/AFP).