terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Aplicativo péssimo do Uber prejudica seus motoristas


Motoristas do Uber confessam ao repórter: o aplicativo  que usam está cada vez pior.
E está depondo, acreditem, contra a imagem dos próprios motoristas, e não da empresa à qual prestam serviços e que não toma qualquer providência, parece, para tornar o aplicativo menos pior do que está.
"Esse GPS já foi atualizado, mas não presta mesmo. A gente nunca sabe ao certo em que lado da rua o cliente está. E às vezes também não conseguimos saber qual o destino da pessoa, quando ela entra no veículo", admite um motorista. "E o pior é que todo mundo fica pensando que nós é que somos os culpados, mas não somos nós".
O repórter, que usa frequentemente o Uber, é testemunha. Todas as vezes em que chamo um carro, é preciso dizer em que lado da rua estou - se no lado direito ou no esquerdo.
E o tempo indicado pelo aplicativo para a chegada do veículo ao ponto de partida também é uma graça. Em algumas ocasiões, informa que o carro está chegando em 4 minutos, mas chega em dez. Outras vezes, que chega em 10, mas em um minuto já está à sua porta.
Talvez só mesmo com uma boa concorrência a Uber haverá de ajeitar esse aplicativo.

"O Remo não esteve tão horrível assim". É mesmo?


De leitor que se apresenta como Cultura Inútil, sobre a postagem O Remo horroroso. E o gramado do Mangueirão, muito mais:

Cara, de boa. Eu fui ao jogo. Sou remista, mas não sou cego. E, sinceramente, o Remo não esteve tão horrível assim. No primeiro tempo, sim. Foi realmente uma lástima. Sem aproximação e organização no meio, sem participação nas alas e muito afoitos, com muitos erros de passes.
Mas o segundo tempo, a despeito das limitações do Bragantino, foi, sim, bom. Adenilson organizou a meiúca. Botou a bola no chão. Os alas apareceram. Jogadores como Elielton, Adenilson (principalmente) e Felipe Marques foram gratas surpresas. Outros como Geandro, Brasília e Eduardo, visivelmente, têm potencial. Andrey não foi bem, mas se colocar ele num 4-4-2 vai render muito mais.
Só não gostei muito da zaga, muito pesada. Enfim; é um time sem estrelas, mas equilibrado e com um potencial evolutivo muito grande. Eu, pessoalmente, acho o 4-4-2 uma melhor opção. Vamos ver os próximos jogos.
Ah; e o gramado estava vergonhoso. Vergonhoso.

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DO ESPAÇO ABERTO:

Cara, diboa, deixa eu repetir pra ti: o Remo, apesar do segundo tempo menos medíocre, esteve, sim, horroroso. Repito : hor-ro-ro-so.
Concordo com as avaliações sobre Adenilson e Elielton. Mas os três do meio-campo - Geandro, Leandro Brasília e Andrey foram nulos.
Por último: como tu, sou remista, mas acho, realmente, que preciso de óculos para ter a tua visão e concluir, como tu, que "o Remo não esteve tão horrível assim".
Mamãããããeeeeeeee.
Ah, pelo menos tenho um consolo: viste o mesmo gramado que eu vi.

Liminar suspende empreendimento que afeta Lago do Juá, em Santarém

O Lago do Juá, em Santarém, no região oeste do Pará: tesouro ameaçado pelo assoreamento
causado por um projeto imobiliário (foto de Celso Lobo)
Liminar da Justiça Federal suspendeu, nesta segunda-feira (15), o empreendimento denominado Residencial Cidade Jardim, que prevê a construção de um loteamento urbano residencial e comercial às margens da rodovia Fernando Guilhon, em área próxima ao Lago do Juá, em Santarém, na região oeste do Pará. A empresa imobiliária responsável pelo projeto pretende dividir uma área de 99,5 hectares em 2.751 lotes, sendo 1.693 residenciais e 1.058 comerciais.
Além de determinar a suspensão dos efeitos das licenças Prévia e de Instalação, concedidas pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Santarém (Semma), a decisão liminar (veja aqui a íntegra), assinada pelo juiz federal da 2ª Vara, Érico Rodrigo Freitas Pinheiro, determina que a empresa requerida, Sisa Salvação Empreendimentos Imobiliários Ltda., não poderá realizar qualquer intervenção na área.
Foi fixado o prazo de 20 dias para que a empresa apresente à Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (Semas) um plano prevendo a adoção de medidas de contenção, elaborado por profissionais devidamente habilitados, a fim de evitar que o Lago do Juá venha a ser assoreado por resíduos oriundos da área do Cidade Jardim. A Semas também terá de analisar e decidir sobre o plano apresentado, de forma tecnicamente fundamentada, no prazo máximo de dez dias, após o protocolo pela empresa.
A decisão judicial também determina que a empresa suspenda imediatamente a venda de lotes, até que seja providenciada a regularização do licenciamento ambiental junto à Semas, mediante elaboração de Estudo de Impacto Ambiental e o respectivo Relatório de Impacto Ambiental e consulta aberta aos pescadores artesanais afetados.
A Justiça Federal impediu provisoriamente a Semas de emitir qualquer licença ambiental ao empreendimento sem que: haja apresentação e avaliação técnica positiva de Estudo de Impacto Ambiental e respectivo Relatório de Impacto Ambiental; seja feita consulta livre, prévia e informada com os pescadores artesanais afetados, e sejam adotas providências para reduzir e prevenir danos ambientais decorrentes de intervenções que a Sisa já realizou na área.
Danos ambientais - Na ação civil pública com pedido de liminar, ajuizada na Subseção de Santarém, o Ministério Público Federal alega que várias medidas para a implantação do loteamento foram tomadas, em desobediência a embargo imposto pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Relata ainda que o Lago do Juá, alimentado em grande parte pelas águas do Rio Tapajós, já está sofrendo seriamente os impactos do projeto.
De acordo com o MPF, com a retirada da cobertura vegetal, considerando as águas pluviais precipitadas no terreno são naturalmente drenadas para o Juá, a superfície desmatada ficou com solo exposto às chuvas e ventos. Com as intensas precipitações dos invernos amazônicos, formam-se enxurradas que carreiam sedimentos orgânicos, inorgânicos, lama e resíduos sólidos diretamente para o lago, o que altera sensivelmente suas características.
Na decisão, o juiz federal Érico Pinheiro ressalta que “a vigência de procedimento de licenciamento ambiental viciado (em decorrência de competência e por ausência de EIA/Rima) implica risco concreto de maiores danos ao meio ambiente, ofendendo diretamente o princípio da prevenção, que impõe a adoção de todas as medidas necessárias para se obstar a ocorrência de impactos ao meio ambiente.” Acrescenta ainda inexiste ausência de avaliação correta quanto aos impactos ambientais, uma vez que não há estudo técnico adequado dimensionando todos as consequências ao meio ambiente que podem resultar do loteamento da área.
“A postergação das medidas de reparação do dano poderá trazer maiores prejuízos ao meio ambiente, com maior assoreamento do Lago do Juá e maiores danos às populações tradicionais que dependem deste para seu sustento. É de considerar o alegado pelos autores, no sentido de que está em início a chamada época do ‘inverno amazônico’, na qual as precipitações são mais acentuadas, havendo risco de que as águas das chuvas transportem mais sedimentos ao Lago do Juá”, reforça a decisão.

Fonte: Justiça Federal - Seção Judiciária do Pará

The Cranberries - Linger

Um tributo a Dolores O'Riordan, vocalista do grupo The Cranberries, que morreu nesta segunda-feira (15).

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

O Remo horroroso. E o gramado do Mangueirão, muito mais.


Torcedores remistas, os daqui do Espaço Aberto, inclusive, têm os mais justos, justificados e fundamentados motivos para ficar apavorados com a trajetória do time nesta temporada, depois do que viram na tarde deste domingo (14), na estreia pelo Parazão.
Sim, o Remo goleou o Bragantino por 3 a 0.
E daí?
E daí que, fora os preciosíssimos três pontos conquistados, o Remo fez uma apresentação horrorosa, sobretudo no primeiro tempo, quando a partida terminou em zero a zero.
Um time desorganizado, afobado, atabalhoado, sem criação nenhuma no meio campo - um horror, simplesmente.
No segundo, menos pior, acabou fazendo três gols num Bragantino que já entrou em campo quebrado, quase sem ter conseguido 11 jogadores pra atuarem na partida. E tanto é assim que só havia dois na reserva.
Agora, convenhamos: mais horroroso, muito mais horroroso que o time do Remo é o estado do gramado do Mangueirão.
Vejam a imagem acima.
Digam se isso é um gramado.
Não é.
É uma vergonha.
É uma espécie de gororoba verde.
É um areal, simplesmente um areal.
É uma zona de risco para jogadores profissionais, que podem se contundir nessa porcaria.
Como é que a FPF libera um estádio com um gramado assim?
E o que diz a gloriosa Seel para apresentar um gramado assim?
Porque, certamente, não haverá no momento, em todo o Estado do Pará, um gramado pior do que esse.
Não haverá.
Nem mesmo o do estádio Navegantão (vejam abaixo), em Tucuruí, até aqui o nosso protótipo, o nosso modelo, a nossa referência de porcaria de gramado em todo o Pará.

"É possível, sim, fazer merda e fazer grandes maravilhas"

Chico Buarque: ele deixa de ser um gênio da música brasileira por ser, ideologicamente, um troglodita?
Matérias das mais interessantes, atuais e polêmicas abriu o Segundo Caderno de "O Globo" de sábado (13).
Assinada pelos repórteres Emiliano Urbim e Eduardo Graça, a matéria discute, essencialmente, o seguinte: como lidar com a obra de artistas cuja postura condenamos? Podemos separar criador e criação? Devemos? 
Essas questões sãos mais relevantes diante dessa onda - de dimensões tsunâmicas - em que casos de assédio sexual, muitos deles ocorridos há vários anos, estão sendo revelados agora e depõem contra a integridade moral de produtores, atores, escritores, apresentadores de TV e outras celebridades.
A matéria cita, de forma emblemática, Woody Allen.
Nos anos 1990, quando era casado com Mia Farrow, ele trocou a mulher pela jovem Soon-Yi Previn, filha adotiva da atriz. Anos depois, Dylan Farrow, filha adotiva de Mia e do próprio Allen, acusou o pai de ter abusado sexualmente dela quando tinha 7 anos. O diretor negou. No ano passado, Ronan Farrow, outro filho de Mia, publicou na revista “New Yorker” a reportagem que que confirmou as acusações da irmã, levando o caso Allen ao tribunal das redes sociais.
Outro caso, que a matéria não cita, mas que o Espaço Aberto destaca por envolver o posicionamento político de certas pessoas: Chico Buarque de Holanda.
Chico faz versos de arrepiar - corações, mentes e sentidos -, ora pelo lirismo, ora pela sutileza com que é capaz de sugerir que o país vive numa ditadura, das brabas, sem dizê-lo escancaradamente, como ocorreu com suas composições durante a ditadura militar, nos anos 1960-1970.
Mas esse Chico Buarque é o mesmo, por exemplo, que se apresenta como o primeiro a apor sua assinatura em abaixo-assinados em favor de regimes odiosos, sanguinários e assassinos, como o de Cuba, que matou centenas de milhares de pessoas e manteve sob a mesma selvagem censura toda a intelectualidade cubana. A mesma censura que Chico censurou por aqui, quando se opôs à ditadura militar direita, também odiosa, sanguinária e censória.
Apresentados esses dois casos, indaguemos: temos - ou devemos - desconhecer e passar a odiar as obras de Woody Allen e Chico Buarque, porque eles, em suas condutas pessoas, fizeram ou fazem, a nosso juízo, coisas detestáveis?
O repórter particularmente, já disse aqui, que vêm em Chico Buarque um imbecil político. A propósito, leia a postagem Chico: o artista admirável e sua imbecilidade ideológica, postada aqui em janeiro de 2016.
Mesmo assim, não tenho como deixar de considerar Chico Buarque um dos mais geniais compositores brasileiros em todos os tempos. E já estou até pensando em que encontrar um espaço na agenda pra assistir algum show da turnê dele, neste ano.
E Allen? Já vi todos os seus filmes. E quero ver outros tantos. O que não me impede que ter feito o que fez - e ainda que ele negue - seja odioso.
E Gary Oldman. Sua atuação em O Destino de uma Nação , é simplesmente fantástica, soberba. Mesmo que ele já tenha enfrentado acusações - não comprovadas - de assédio sexual.
Não é assim que tem de funcionar?
Ou nós, quando entramos numa livraria e escolhemos um livro, devemos primeiro pesquisar o nível de pureza d'alma do autor ou autora?
Quando queremos ir assistir a um filme, precisamos antes saber se atores, produtores e diretor já estão no panteão dos heróis imaculados ou se cometeram deslizes há um ano ou há 30 anos?
Putz!
"Um artista sem defeitos deve ser chatíssimo na vida real e só por acaso poderá produzir algo relevante. É possível citar cem grandes nomes com graves defeitos de caráter ou comportamento. Talvez, sem esses defeitos, eles não fossem quem eram. Donde, com todo respeito, é possível, sim, fazer merda e fazer grandes maravilhas", diz, na matéria de "O Globo", o jornalista e escritor Ruy Castro, que discorda frontalmente sobre a necessidade de cobrar-se “certificado de bons antecedentes” de um autor.
Ruy tem razão: "É possível, sim, fazer merda e fazer grandes maravilhas"
É mesmo.

O destino de um líder. O destino de uma nação.



Estupendo.
Magistral.
Soberbo.
Inacreditavelmente perfeito.
É o mínimo que se pode dizer de Garry Oldman interpretando o primeiro-ministro inglês Winston Churchill em O Destino de uma Nação.
Por momentos, ninguém acredita que Oldman é Oldman, tão impressionante é sua interpretação.
Ele está para esse filme como Marion Cotillard para Piaf - Um Hino ao Amor, sobre a vida de Edith Piaf, ou Meryl Streep para A Dama de Ferro, retratando Margareth Thatcher, primeira-ministra britânica.
As duas atrizes ganharam o Oscar por suas interpretações.
A menos que o sertão vire mar e o mar vire sertão, Garry Oldman já pode ir preparando o discurso para quando conquistar a estatueta.
O filme, acredito, poderia ter mostrado Churchill como uma liderança estelar em outros momentos da II Grande Guerra.
Mas o perfil do primeiro-ministro, como rabugento, irritadiço, teimoso, mordaz quase sempre, outras vezes quase debochado, astucioso politicamente e destemido, esse perfil, enfim, é construído até o momento em que Churchill entra para a história como um líder singular e brilhante a partir dos primeiros momentos da conflagração mundial, quando a retirada de Dunquerque mostrou-se fundamental para a Grã-Bretanha retomar o fôlego e apostar que seria possível reverter o que parecia estrategicamente consumado: a invasão da ilha pelas forças de Hitler, que então já começavam a fazer estragos com a fortíssima aviação alemã.
Na ascensão de Churchill à condição de condutor, rumo à vitória, de uma Nação cujo destino parecia ser a rendição covarde e humilhante, é marcante sua percepção de que, em momentos capitais, os líderes precisam ter, exatamente, a noção sobre o pulsar do sentimento da própria Nação.
Um sentimento que pode ser oferecido por cidadãos anônimos, como a garotinha, o pedreiro e outras pessoas que ele encontra num vagão de metrô.
Assistam, o quanto antes, a O Destino de uma Nação.

O que ela disse


"Cumprimento de modo fraterno todas as vítimas de atos odiosos que possam ter se sentido agredidas por este texto publicado no "Le Monde". É a elas, e apenas a elas, que apresento minhas desculpas".

Catherine Deneuve, atriz francesa, 74 anos, pedindodesculpas às vítimas de assédio sexual após ter assinado carta em defesa da"liberdade de importunar" dos homens divulgada na semana passada, na França, e que gerou polêmica.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Bom dia, Belém. Apesar de tudo, bom dia!



Pois é.
Todas as vezes em que olhamos pra Belém e esse olhar, pelo que vemos, não corresponder ao que sentimos por esta cidade - um terno afeto por sua brejeirice, faceirice e hospitalidade -, todas as vezes em que acontece isso, por que não escutarmos essa música?
Por que não darmos bom dia a Belém - como nesse hino à cidade, que Edyr Proença e Adalcinda Camarão compuseram -, mesmo que Belém não nos inspire um bom dia?

Me abraça apertado que eu vou chegando
Sem sol e sem lua, sem rio e sem mar
Coberta de neve
Levada no pranto dos rios que correm
Cantigas no ar
Onde anda meu barco de vela azulada
De foi depenada sumindo sem dó
Onde anda a saudade da infância na grama
Dos campos tranquilos do meu Marajó
Belém, minha terra, meu rio, meu chão
Meu sol de janeiro a janeiro, a suar
Me beija, me abraça que eu
Quero matar a imensa saudade
Que quer me acabar
Sem círio de virgem, sem cheiro cheiroso
Sem a chuva das duas que não pode faltar
Murmuro saudades de noite abanando
Teu leque de estrelas
Belém do Pará!

Bom dia, Belém!
Bom dia, nestes 402 anos.

Presentes que Belém merece


FRANCISCO SIDOU

As forças do atraso, lideradas por poderosos empresários de ônibus, são contra qualquer medida que possa resultar em soluções efetivas para o pesado tráfego e estressante trânsito de Belém. Há mais de 20 anos que clamo no deserto pela adoção de linhas fluviais urbanas interligando a capital com Mosqueiro, Icoaraci, Outeiro, Combu e Ilhas, como solução mais viável e econômica para os graves problemas de mobilidade urbana que só fizeram crescer desde então diante da omissão e leniência dos agentes públicos.
Não por acaso, todas as licitações para o transporte fluvial foram consideradas "desertas", por falta de interessados. Os chineses, por exemplo, estão interessados em investir nesse modal. O BRT, verdadeiro monumento ao desperdício de dinheiro público, não resolverá os problemas dos congestionamentos colossais. Quando ficar pronto - e se ficar - ao custo de mais de R$-500 milhões estará defasado como solução moderna para a mobilidade urbana em Belém. Será inviável sua extensão até o Ver-o-Peso, pois os corredores de tráfego como a Governador José Malcher estão totalmente saturados.

A solução natural é a saída pelas águas. É o óbvio ululante de que falava Nelson Rorigues. Todo mundo sabe que é a melhor solução, mas ninguém se atreve a adotá-la. Ainda assim ninguém deve deixar de amar e festejar essa bela e faceira morena cidade Belém, que mesmo tão maltratada pelos senhores feudais de seu destino, ainda assim não perde o encanto de sua brejeirice e a magia de seus cheiros, sabores e cores. Viva Belém !

Nos EUA, candidato ideal será quem for menos doido que Trump


Lá, como cá, quem nos serve para presidente.
No Brasil, submerso no lodaçal da corrupção, mas que ainda consegue manter emerso apenas do nariz pra cima, você aí, que vai passando pela calçada, pode ser a pessoa ideal para ser candidato a presidente em 2018.
Por isso é que esse Luciano Huck, coitado, começou a aparecer como salvador da Pátria. Mas ainda bem que, por ora, convenceu-se de que não é bom negócio pegar corda de que teria o perfil para presidente.
E por lá?
E lá pelos Estados Unidos?
A mesma coisa que por cá.
Lá, não se busca propriamente o menos corrupto para chegar à Casa Branca no próximo pleito.
Busca-se o menos doido.
Se descobrirem alguém que seja um pouco menos doido que Donald Trump, então já será de bom tamanho.
Agora mesmo, surge o nome da ex-apresentadora Oprah Winfrey como um das opções, ou a opção, do Partido Democrata para as eleições de 2020, em que Trump, certamente, concorrerá se resistir ao processo de impeachment ao qual está sujeito.
O nome da ex-apresentadora, bilionária e sem experiência política, passou a frequentar os debates após seu forte discurso na premiação do Globo de Ouro, no domingo, em que comandou o coro da reação feminina contra o assédio sexual.
Pesquisa do Rasmussen Report, feita segunda e terça-feira, aponta Oprah com 48% das intenções de votos, contra 38% de Trump — 14% declararam-se indecisos. Ela seria apoiada por 76% dos eleitores democratas, 22% dos republicanos e 44% dos independentes.
Mas não é apenas Oprah que vem sendo citada entre os outsiders.
Mark Zuckerberg, o bilionário fundador do Facebook, os atores Dwayne “The Rock” Johnson (que já admitiu seriamente a possibilidade de se candidatar) e George Clooney (que começa a ser tratado como opção possível) são nomes de celebridades que orbitam em torno dos democratas.
No lado republicano, o empreendedor e ator Mark Cuban, dono da equipe de basquete Dallas Mavericks, afirma que avalia seriamente a possibilidade de entrar na disputa para Trump das urnas.
Esses nomes todos talvez sirvam para os Estados Unidos.
Porque, parece - parece, repito -, exibem uma instabilidade mental muito, muito menor que a de Trump.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Imediações de tempos religiosos viram selva de bandidos

Vejam isso aí.
O aviso está disponível na página da Basílica Santuário de Nossa Senhora de Nazaré no Facebook (clique na imagem para ver mais detalhes).
Quando se pensa que a violência, em Belém, já atingiu os limites do intolerável, situações como essa se apresentam para sinalizar o seguinte: estamos muito enganados.
Redondamente enganados.
A violência contra pessoas que frequentam templos religiosos em Belém é crescente.
No final do ano passado, idosos que saíam de missa na Igreja de Santo Antônio, no bairro de Batista Campos, foram vítima de arrastão promovido por bandidos que batem ponto na área.
Não à-toa, nos últimos anos, as paróquias da cidade estão antecipando as tradicionais Missas do Galo, que d'antanho (hehe) começavam às 23h, meia-noite, mas ultimamente vêm começando, às 20h, 19h.
Pelo andar da carruagem, e como a violência não para de crescer, logo, logo serão celebradas pela manhã.

Fim do mela-mela em Alter do Chão. Felizmente!


No Carnaval, só porque é carnaval, tudo pode?
Pode, por exemplo, fazer xixi na porta da casa dos outros?
Pode, por exemplo, agredir os outros com brincadeiras grosseiras, que por serem grosseiras acabam expondo brincantes a sofrer sérias lesões?
No Carnaval, só porque é carnaval, pode jogar amido de milho, espuma e derivados na cara dos outros?
Tudo indica que não. Ainda que o Carnaval, vá lá, abra a porteira para muitas transgressões e irreverências, digamos assim, inocentes.
Em Santarém, há uma certa polêmica depois que representantes da Assessoria Distrital e do Conselho Comunitário e do Clube de Mães decidiram, por unanimidade, que neste ano não será mais permitido na vila de Alter do Chão o tal mela-mela, que consiste - ou consistia - em jogar nos outros amido de milho, espuma e derivados dessa mistura. Vejam aí, na foto de Adonias Silva/G1.
Quebra-se, com isso, uma tradição de 20 anos. De 20 carnavais em Alter do Chão.
E o mais engraçado: há quem ache que, por ser tradição, essa imbecilidade deveria continuar.
Hehe.
Há tradições que não deixam de ser odiosas, mesmo que sejam tradições.
No caso desse mela-mela, a Assessoria Distrital e o Conselho Comunitário e Clube de Mães merecem todas as boas distinções possíveis por terem acabado com essa bobagem.

Veículos da PM de Sergipe em Belém. A passeio?



As imagens foram mandadas por leitor do Espaço Aberto.
Imagens que ele mesmo fez, por volta das 8h30 de última terça-feira (09).
Além desses dois, outros dois veículos da Polícia Militar trafegavam em comboio pela Avenida Duque de Caxias.
Todos os carros, garante o leitor, tinham placas de Sergipe. Infelizmente, não se pode ler o Estado, porque as fotos estão em baixa resolução.
Mas o fato de veículos da PM de Sergipe trafegarem em Belém pode indicar alguma operação conjunta com a PM daqui, até agora não revelada ao distinto público.
Porque os PMs sergipanos, certamente, não estavam em Belém a passeio num carro da corporação.
Ou estavam?

Dia de chuvas nesta quinta-feira

O que ela disse


"Os homens têm sido punidos sumariamente, forçados a sair de seus empregos, quando tudo o que eles fizeram foi tocar o joelho de alguém ou tentar roubar um beijo"
[...]
"Estupro é crime, mas tentar seduzir alguém, mesmo de forma insistente ou desajeitada, não é - Tampouco o cavalheirismo é uma agressão machista."
[...]
"Como mulheres, não nos reconhecemos neste feminismo que, além de denunciar o abuso de poder, incentiva um ódio aos homens e à sexualidade."

Trecho de carta foi assinada por 100 intelectuais, artistas e acadêmicas francesas, incluindo a escritora Catherine Millet, a cineasta Brigitte Sy e a atriz atriz francesa Catherine Deneuve (na foto), 74 anos, depois que atrizes presentes ao Globo de ouro se vestiram de preto para denunciar casos de assédio sexual.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Nas calçadas da Braz de Aguiar, de madrugada, não há espaço nem para carros


Espiem só.
Essa aí é a calçada da avenida Braz de Aguiar, esquina com a travessa Benjamin Constant, na madrugada de sexta-feira (5) para sábado.
A foto foi tirada por volta das 2 horas.
Como se pode ver, tomada por carros, a calçada não tem mais espaço algum. Nem mesmo para um carro trafegar sobre as calçadas da Braz de Aguiar.
Tem sido sempre assim, sobretudo nesse perímetro, desde que a rua passou a ser tomada por bares.
Porque é de madrugada, a galera imagina que o trânsito vira uma terra de ninguém.
Mas essa galera animada, esperta e turbinada engana-se redonda e quadradamente.
Porque o trânsito em Belém não é uma terra arrasada, não é uma terra de ninguém apenas de madrugada, mas durante as 24 horas do dia. Todos os dias.
De qualquer forma, uma sugestão: todas as vezes em que essa empresa terceirizada pela Semob, que opera os guinchos, estiver com seus caixas, digamos assim, aquém das expectativas de faturamento, pode dar uma passadinha pela Braz de Aguiar, de madrugada, que o lucro é certo.
Carros para guinchar não faltarão.
Fica a dica!

Idiota ou doido, doido ou idiota, Trump é um perigo


Nunca antes, jamais, em tempo algum, desde que Donald Trump assumiu a presidência dos Estados Unidos, falou-se tanto como nas últimas semanas, claramente, abertamente e enfaticamente, sobre sua sanidade mental. Ou, se quiserem, sobre sua insanidade mental.
Uma das sentenças que se disseminam é singela: Trump é doido. Clinicamente maluco.
A rede CNN revelou agora que, em dezembro, um grupo de congressistas, a maioria democratas, consultou uma professora de Psiquiatria da Universidade de Yale, sobre a saúde mental do presidente.
A professora Brady Lee deixou claro que não está em posição de diagnosticar o presidente, mas disse o seguinte:

O senhor Trump está mostrando sinais de dano que uma pessoa média não poderia ver. Ele está se tornando muito instável rapidamente. Há uma necessidade de avaliação neuropsiquiátrica que poderia demonstrar sua capacidade de atuar.

O mais impressionante de tudo isso é que, confrontado com essas especulações, que para muitos já ganharam foros da mais definitiva verdade, Trump vai para o Twitter, seu palco principal, sua ribalta preferida, e diz que, além de ser emocionalmente estável, é um gênio, porque tornou-se bilionário na iniciativa privada e elegeu-se presidente dos Estados Unidos na primeira eleição de que participou.
Hehe. Trump mais Trump do que nunca.
A declaração foi feita após a impressionante repercussão do lançamento, no último final de semana, de Fire and Fury – Inside the Trump White House (Fogo e Fúria – Por Dentro da Casa Branca de Trump), um livro devastador em que o autor, Michael Wolff, faz revelações como a de que assessores de Trump, quase todos, acham que suas atitudes são de criança. Criança mimada.
Wolff foi a um programa de TV e disse o seguinte:

Todos [na Casa Branca] dizem que ele é como uma criança. Eles dizem que ele é um idiota. Lembrem-se, esse homem não lê e não escuta, ele é como uma máquina de pinball rebatendo tudo para os lados.

Com essa declaração de Wollf, é o caso de nos apropriarmos de uma das máximas do vulgo, segundo a qual há doidos que podem até ser doidos, mas não são burros.
Então, digamos: Trump pode ser ser doido, mas não é burro.
Mas, a partir dessa hipótese, uma essencial, fundamental, exponencial indagação que se pode fazer é a seguinte: para um líder mundial que dispõe, à distância de um dedo, de um botão que, se apertado, deflagrará (toc, toc, toc) uma hecatombe nuclear de dimensões mundiais, o que seria mais perigoso – ele ser burro ou ser doido?
Com o perdão de quem discordar, mas o blog acha de uma evidência solar que o mais perigoso é quem é doido, né? Porque o burro poderia, pelo menos em tese, ser mais fértil a vozes inteligentes e ponderadas que haveriam de alertá-lo sobre a inoportunidade de apertar o botão da hecatombe.
Mas o certo é que, idiota ou doido, doido ou idiota, os Estados Unidos estão nas mãos de um homem absolutamente imprevisível.
E isso é pavoroso.

Simplesmente pavoroso.

O que é arte? O que é liberdade de expressão? Veja “The Square”.


Vocês sabem a liberdade de expressão, esse valor fundamental, alicerçante, incontrastável que os regimes democráticos prezam tanto?
Pois é.
A liberdade de expressão é mesmo ótima. Mas é sempre melhor quando é só pra gente, né?
E outra coisa: monturos de areia espalhados como se fossem pequeníssimos castelos, espalhados simetricamente na ampla sala de um museu. Isso é arte?
Um personagem que simula – ou seria incorpora? – um macaco em meio a jantar com a presença de ricaços exaltados como mecenas da arte. É arte? Até mesmo quando ele, o personagem, acaba avançando além de todos os limites previsíveis?
Promover a arte, num ambiente político em que a liberdade de expressão é valor maior, quase intocável, autoriza a veiculação de mensagens carregadas de odiosos preconceitos, que podem dar ensejo ao extravasamento de violências brutais contra minorias?
Essas questões são abordadas de forma magistral em The Square – A arte da discórdia, grande vencedor da Palma de Ouro no festival de Cannes de 2017, que propõe um debate dos mais interessantes sobre o alcance da arte enquanto promotora de mudanças e reflexões sociais.
Assisti ao filme no último sábado, no Cine Líbero Luxardo, na sessão das 17h30, tendo que tolerar, atrás de mim, uma mulher que riu o tempo todo – do início ao fim. Era um risinho nervoso, que não parou nem mesmo durante uma tórrida cena de sexo. Sei lá se a espectadora foi tomada, digamos assim, de um certo encabulamento, mas continuou rindo. Do início ao fim – da cena e do filme.
De fato, o diretor sueco Ruben Östlund (“Força Maior”) reveste de uma boa dose de bizarrice certas situações delicadas. Mas o faz, certamente, para estimular reflexões sobre os ridículos a que conduz o politicamente correto, neste mundo cada vez mais infestado por exibicionismos e hipocrisias, como as que invadem as redes sociais em proporções tsunâmicas.
Aliás, as redes sociais, como canais para a veiculação de mensagens que dão mais relevância ao impacto que poderão causar do que propriamente ao conteúdo, também estão presentes em The Square.
O melhor filme a que assisti do ano passado até agora.
Vejam logo.
E se você ouvir, atrás de você, um risinho nervoso, esqueça. Faz parte.

Perguntas sem resposta


FRANCISCO SIDOU

Em entrevista concedida ao Programa "Linha de Tiro", do conceituado colega jornalista Carlos Mendes, com transmissão ao vivo pelas redes sociais, o prefeito interino de Belém, Orlando Reis, conseguiu escapar das perguntas mais incômodas, usando daquela conhecida habilidade de políticos profissionais de "falar sem dizer" ou de não entrar no mérito da questão levantada. Aliás, entrevista ideal para os políticos é aquela em que o entrevistador "levanta a bola para que ele possa cortar"...
Não é o caso do Programa "Linha de Tiro", que suscita as questões mais relevantes do interesse da população de Belém e da sociedade paraense. Por falta de tempo, algumas perguntas que encaminhei ao programa, por solicitação do amigo Mendes, deixaram de ser formuladas/respondidas ou o foram de modo não convincente. "Et por cause", como perguntar não ofende, torno públicas as perguntas formuladas daqui de Brasília, onde me encontro:

SAÚDE
I - Com a saúde da população na UTI, com os dois Pronto Socorro da capital sem condições de atender a crescente demanda por seus serviços, como explicar que a Prefeitura de Belém deixou de usar R$ 1 milhão e 300 mil de uma emenda parlamentar do deputado federal Edmilson Rodrigues, conforme ele mesmo denunciou em ofício ao ministro da Saúde ?
II - Diante da precariedade (sobretudo de espaço) do Pronto Socorro da 14 de março, por que a Prefeitura de Belém não consulta o governo do Estado quanto a possibilidade de ser usado o enorme pavilhão desativado da velha Santa Casa (nos fundos em área contígua) para ampliação dos serviços de atendimento em urgência e emergência de doentes que chegam diariamente oriundos também de vários municípios do Estado do Para ? Sim, por que os prefeitos desses municípios costumam usar as verbas destinadas à saúde da população apenas para a compra de ambulâncias para transportar os doentes até Belém. Então, o Estado entraria com uma contrapartida em termos de recursos e instalações adequadas com a reforma dos dois pavilhões sem uso da antiga Santa Casa . Com essa parceria, todos sairiam ganhando. O que o senhor tem ou pode dizer a respeito ?

MOBILIDADE URBANA
I - Até quando vamos conviver com essa balbúrdia no trânsito de Belém ? Como já ensinavam os índios Tupinambás e como também cantava o poeta Ruy Barata "os rios são nossas ruas"... Então,o que falta para a implantação de linhas fluviais urbanas, pelo menos de Icoaracy até Belém ? É certo que os donos de ônibus, liderados por Barata & Cia, não deixam a Semob sequer abrir licitação para esse modal de transporte ? É por isso que o projeto foi arquivado ? E o interesse coletivo de uma população que não aguenta mais o sufoco de um trânsito caótico e neurótico não é considerado pela prefeitura ? Por acaso são os donos de ônibus que elegem os prefeitos de Belém ?
II - Em capitais menores que Belém já existem ônibus com ar condicionado há vários anos. É o caso, por exemplo, de São Luís (MA) e Boa Vista (RR), sem falar em outras grandes capitais como Manaus, Fortaleza, Rio, São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre. Em média, as passagens giram em torno de três a quatro reais. Por que só em Belém prevalece essa campanha terrorista promovida pelos barões dos ônibus de que o custo operacional desse transporte coletivo iria inviabilizar sua implantação com passagens a cinco reais? Por que em São Luís e Boa Vista o custo é de três reais e ainda com bilhetagem única? Por que só em Belém é que se torna inviável a adoção de pelo menos a metade da frota com ar condicionado?
III - A propósito do ar condicionado nos ônibus não vale a resposta de que está previsto esse serviço na Lei Orgânica do Município para as próximas licitações com prazo dobrado de 12 anos. Isso porque essa previsão não tem força de lei municipal. E os barões dos ônibus, acostumados a fazer o que bem entendem, não vão dar a mínima para essa sugestão...Vai ser algo parecido com a lei municipal aprovada pela Câmara de Belém que "recomenda" que todos os assentos nos ônibus são preferenciais para pessoas idosas, obesas, mulheres grávidas,etc. Ora, se não é respeitado nem o espaço preferencial na frente, imagine-se no restante do ônibus. Essa é o tipo de lei feita para não vingar. O que o senhor acha disso? Os vereadores também não querem que a população tenha o conforto do ar condicionado? O senhor já andou em ônibus superlotado com chuva e todas as janelas fechadas ? Algum vereador já teve essa experiência?
IV - O projeto BRT, que nasceu com atraso e sérios desvios de planejamento ( e de recursos na gestão Dudu), já se arrasta por longos 10 anos. Será concluído até 2020?
No Japão, no ano passado, construíram um BRT, com 30 km de extensão, mais ou menos a do BRT -Belém, em 180 dias, com três turnos de trabalho e a um custo menor em cerca de R$- 130 milhões. Por que em Belém toda obra pública demora mais e tem de ser mais cara?

SANEAMENTO
I - O saneamento das Bacias da Estrada Nova e do Igarapé do Tucunduba já se arrasta por mais de 12 anos, consumindo toda a verba destinada aos projetos. Agora é revelado ela PF e pela Justiça Federal que o ex-prefeito Duciomar Costa e sua "equipe" de assessores rapaces desviaram grande parte desses recursos para proveito próprio e enriquecimento ilícito, inviabilizando a conclusão dessas importantes obras para Belém. Quando os senhores assumiram a prefeitura - o sr.e o prefeito Zenaldo - não tiveram a preocupação de mandar fazer uma auditoria de posição para conhecer a real situação dos cofres públicos, cuja guarda passaram a exercer?
II - A gestão do lixo sempre foi terceirizada para empresas privadas , através de contratos altamente generosos. Ocorre que a terceirização não exime de responsabilidade a gestão pública sobre serviços essenciais. O que se observa no chamado aterro sanitário de Marituba, que substituiu o lixão do Aurá, é a total ausência da gestão pública na supervisão desse importante serviço de utilidade pública.
Foi preciso a ação de duas mulheres corajosas - a juíza e a delegada de Marituba - em nome da sociedade, para dar um basta nos abusos cometidos pela Revita, provocando destruição do meio ambiente e já quase morte do Rio Uriboca. Foi preciso a população se revoltar e com lideranças esclarecidas como a do ambientalista André Nunes clamar pelos seus direitos. A prefeitura de Belém não tem nada a dizer sobre esse assunto?
III - Por que a Prefeitura de Belém não coloca contêineres para coleta do lixo nos bairros e regiões de difícil acesso, como nas baixadas e nas margens dos canais, evitando com isso e uma campanha educacional, que a população jogue seu lixo doméstico nas ruas, nos bueiros e nos canais? O prefeito chegou a recomendar que a população guardasse seu lixo em suas casas até o caminhão passar... Será que não existe uma alternativa mais eficaz e menos humilhante para o povo de Belém , que por sinal elegeu e reelegeu o atual prefeito ? Será que o povo de Belém não merece um tratamento mais digno de parte do poder público?

Desmonte acelerado

Se vocês não são torcedores do Fluminense, não estarão nem aí, certamente.
Mas, pra quem é, não deixa ser intolerável o que estão, ou melhor, o que a atual gestão está fazendo com o clube.
Em 2017, no Campeonato Brasileiro, o Fluminense jogou para não ser rebaixado à Segundona.
E por muito pouco não o foi.
Neste ano, o Fluminense, pelo andar da carruagem do desmonte, vai jogar para não ser rebaixado à Segunda Divisão do Campeonato Carioca. Repita-se: do Campeonato Carioca.
O sumiço de Gustavo Scarpa, que não se apresenta desde a semana passada, é apenas um dos sintomas do destroçamento que o elenco vem sofrendo.
Para desalento dos torcedores.
Os aqui do blog, inclusive.

A piada pronta terminou

SERGIO BARRA

Levou alguns minutos para que a notícia do indulto natalino não fizesse uma viagem de cruzeiro pelas casas de detenções e fosse rapidamente processada pela Procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que usou de argumentos duros ao afirmar que o indulto estava fora da finalidade estabelecida na lei "é arbitrário" e escreveu que: "o chefe do Poder Executivo não tem poder ilimitado de conceder indulto. Se o tivesse, aniquilaria as condenações, subordinaria o Poder Judiciário, restabeleceria o arbítrio e extinguiria os mais basilares princípios que constituem a República Constitucional Brasileira". O Executivo achava que a história se resumia ao anúncio de enredo de alguma escola de samba para o desfile de 2018. E o que se pode pensar e imaginar de um presidente da República que foi professor de Direito Constitucional!
Já a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, afirmou que o indulto não é nem pode ser instrumento de impunidade e que o benefício não é "prêmio ao criminoso nem tolerância ao crime". Essa postura perante assunto sério e polêmico, como esse, dá realmente para acreditar que o discurso dela é a mais pura verdade. Foi fundamental esse entendimento jurídico. Cármen atendeu a todos os pedidos de Raquel Dodge ao suspender o indulto para quem cumprisse um quinto da pena; para quem teve a pena privativa de liberdade substituída por restritiva de direitos; quem esteja cumprindo a pena em regime aberto; quem tinha sido beneficiado com a suspensão condicional do processo; ou quem esteja em livramento condicional; para presos com pena de multa aplicada cumulativamente, que ainda têm inadimplência ou inscrição de débitos na Dívida Ativa da União e por último suspendeu o indulto para presos cuja sentença tenha transitado em julgado.
O céu (nem isso) é o limite. O indiscutível é que, com essa conduta do executivo, nada será como antes no que se refere à PGR e ao STF. A ordem das coisas nos últimos dias seria subvertida. E isso mudaria o futuro. Tempo do STF reconquistar a população e que a atitude dessas magistradas sejam as primeiras a destruir a primeira grande "teoria da conspiração". A população agradece. E, nesses casos, só a história pode trazer as respostas. Quem sabe venha do passado a resposta para o presente. Como sempre.
O povo brasileiro tem a mente aberta, sabe das coisas, é tolerante e quer entender como essas autoridades metem os pés pelas mãos de forma surpreendente e ousada. Dando a impressão que tudo podem como esse inacreditável indulto natalino proposto pelo governo. Isso atesta, inapelavelmente, a incompetência do Executivo. E eles pensam que isso seria um grande avanço. Pensando bem... O prejuízo sofrido pelo Estado e o medo generalizado da sofrida população que não consegue mais acreditar no governo que aí está.
Nada como um dia atrás do outro. O povo, que tinha uma admiração quase mística pelos ministros do STF, vem lamentando e, não é de hoje, que as luzes dos holofotes e a transmissão das sessões os fez "artistas de TV", antes das transmissões os debates eram muito técnicos e a vaidade estava adormecida. Agora, os debates são emotivos, com troca de agressões, parecendo sessão de Legislativo. Os ministros jogam para a "plateia", como os políticos, e priorizam o senso comum e não a Lei, e a troca de insultos substituíram discussões técnicas. É lamentável.
O STF, como instituição tem sido alvo fácil e seus ministros ficam expostos ao alcance da covardia das redes sociais. Num passado não muito distante a presidente Cármen Lúcia, o relator da Lava Jato, Luiz Fachin e Dias Toffoli, foram alvos. Agora, Gilmar Mendes, o mais criticado é a bola da vez. No Supremo tudo leva a crer que há uma crise de liderança. Alguns ministros precisam baixar a bola. Falta, como nos velhos tempos, um guardião a altura do Supremo. O STF precisa descartar-se dos holofotes aliciantes.

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SERGIO BARRA é médico e professor
sergiobarra9@gmail.com

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Você quer folião embriagado mijando na porta da sua casa?




Vamos falar sério, sem brinca!
Vamos falar sem hipocrisia.
Sem essa chatice, essa imbecilidade, essa hipocrisia do politicamente correto, em que o hipócrita defende rouxinóis para o distinto público assistir e se enternecer, mas mata o gato, dá bicuda no cachorro e bate na mulher quando chega em casa.
Respondamos, portanto, monossilabicamente, a essa pergunta: você queria, num final de semana, um Carnaval na porta da sua casa – literalmente na porta? Sim ou não?
Você, que gostaria de descansar num fim de semana, aceitaria que milhares de foliões, alegríssimos, relaxadíssimos, extasiadíssimos com os acordes da folia inocente (oohhhh!) e embriagadíssimos (ou quase isso) passassem várias horas berrando na porta da sua casa, indiferentes se ali estão, por exemplo, pessoas idosas que precisam de sossego?
Você gostaria que a porta da sua casa virasse um mictório a céu aberto, com alegríssimos foliões expondo sua genitália sem maiores pudores, enquanto se aliviam onde for possível – no caso, repita-se, bem na porta da sua casa?
Respondam monossilabicamente: “sim” ou “não”.
Não expliquem, apenas respondam: “sim” ou “não”.
Por um momento apenas, não sejam politicamente corretos.
Vamos, por um segundo apenas, despir-nos de nossas hipocrisias, mesmo as defensivas, mesmo aquelas aceitáveis e perdoáveis socialmente.
Vamos reponder.
Pois eu respondo logo, antes de vocês.
Não. Mil vezes não. Um bilhão de vezes não.
Eu não quero Carnaval na minha porta.
Eu não quero berros de foliões na minha porta.
Eu não queria e nem quero gente mijando – sim, porque bêbados não urinam, não fazem xixi, eles mijam – na porta da minha casa.
Eu não queria e nem quero sons de trilhões de debibéis tonitruando na porta da minha casa.
Se eu adoro Carnaval?
Sim. Adoro.
Se eu gosto de ver foliões alegríssimos, extasiados com a nossa festa mais popular?
Gosto. Amo!
Se eu apoio o Carnaval?
Mas é claro que apoio – do fundo do meu coração.
Mas adoro, gosto e apoio isso tudo bem longe da minha porta. Muito longe. A milhares de quilômetros da minha porta.
Isto posto, digo algumas coisas mais.
Digo que é um absurdo, um despropósito, uma imbecilidade, um desrespeito insistirem com esse Carnaval aos fins de semana no bairro da Cidade Velha, um bairro tipicamente residencial, em que as residências estão a um metro – se tanto – da via pública, por onde passam foliões alegríssimos.
Confira, em O LIBERAL de hoje, a declaração de um morador da Cidade Velha, identificado como Cleiton Ataíde. Há seis anos, ele reside na Rua Doutor Assis.
“Agora a gente tem que lembrar que estamos em um bairro residencial. Não se pode confundir o bairro com missas e patrimônio histórico, que são dois dos focos de preservação na folia uma arena de Carnaval. Se o poder público quiser a manifestação, vai atuar para dar uma ordem. Farão o Carnaval todos os finais de semana, como se fosse um local propício para isso. Temos pessoas que precisam se locomover nestes dias”, disse Ataíde.
Na mesma matéria, a comerciante Tainá Taigará reclama que tem sido forçada a reduzir a quantidade de funcionários, neste mês, porque nos principais dias de movimento, que são os finais de semana, não poderá trabalhar.
Ela mencionou também vários casos de abusos sexuais no meio da rua. “O índice de violência doméstica é altíssimo na nossa porta. É um monte de homens que abusam das mulheres e das meninas. É necessário que seja feito algo. Ordenamento é muito além de colocar uma camisa nas pessoas”, diz a comerciante.
Vocês entenderam bem?
São moradores da Cidade Velha se pronunciando.
Você quer, na porta da sua casa, um Carnaval assim?
Eu repito: não. Um trilhão de vezes “não”.
Ah, só mais uma coisa.
Fique livre pra responder “sim”. Mas que tal você já se manifestar também disposto em levar esse Carnaval pra porta da sua casa?
Que tal você aí, que agora curtir a maior festa popular do Brasil (ooohhhhh!) abrir a sala da sua casa para mijarem nela?

Que tal?

A ordem é matar para manter crimes ambientais em Barcarena?


ISMAEL MORAES – advogado socioambiental

O capitão Gama da Polícia Militar de Barcarena foi acusado de ter invadido a casa da dona “Socorro do Burajuba”, presidente da Associação Cainquiama que reúne os moradores das várias localidades de Barcarena. A entidade é autora da ação judicial na Justiça Federal contra a multinacional Norsk Hydro, em razão da contaminação do solo e do subsolo que torna imprestável a água para consumo humano, causando cânceres, diabetes, doenças de pele e disenterias.
Após dona Socorro registrar BO na Corregedoria da PM em Belém (onde alega que foi enganada, pois omitiram o fato de que na ação foi roubado um livro de ata contendo outras medidas a serem propostas contra a Norsk Hydro), o caso virou objeto de matéria no blog Ver-o-Fato, do jornalista Carlos Mendes.
Pois nesta quarta-feira (05), chegou-me um print, supostamente de uma foto de Facebook de uma pessoa identificada como “Shirley Rosa”, em uma comunidade de que participam também outra pessoa chamada “Yandalla Martins” e mais outras 75 pessoas. Nesse print, referida “Shirley Rosa” encaminha mensagem atribuída ao tenente-coronel Camarão, em que ele afirma que “gostaria que os integrantes do grupo difundissem a informação de que o Cap Gama foi à casa da senhora Socorro do Burajuba cumprindo ordens minhas”. Daí para diante, sem fazer referência a inquérito policial, processo criminal ou a alguma ordem judicial, conclui-se que, unilateralmente, o suposto autor da mensagem, tenente-coronel Camarão, absolveu um homicida e condenou duas outras pessoas, assim como deu “ordens” para invadir domicilio e prender uma terceira, o diretor da Cainquiama, Bosco Martins Junior, a quem já denomina de bandido. Ou seja, as atitudes concretas do suposto autor das mensagens é o sonho de qualquer ditador.
Para completar, no dia de hoje, recebi uma outra mensagem de outra pessoa também de Barcarena em que foi disseminado via o aplicativo WhatsApp que a execução (morte) do líder popular Bosco Martins Junior está com preço oferecido na corporação da Polícia Militar local, sendo que, supostamente, haveria prêmios de centenas de milhares de reais para o comando.
Não irei transcrever aqui os nomes e os detalhes por não saber da origem da mensagem, mas se torna preocupante haver idoneidade na sua procedência quando o conjunto factual oferece verossimilhança: quando em uma mensagem de rede social um suposto comandante da PM assume que determinou a prática de ordens escancaradamente ilegais de invasão e prisão – pra quê, se a pessoa não poderia ficar detida ilegalmente? Seria para colocar o saco e levar para o matagal?
A questão é que reunirei hoje com os diretores da entidade para encaminhar pedido de prisão ao Procurador-Geral de Justiça, à Procuradoria Federal dos Direitos Humanos em Brasília, ao Ministro da Justiça, e, em meu nome, ao Presidente da OAB/PA assim como ao Conselho Federal da OAB, em razão de que o senhor Bosco Martins Junior e os demais membros da diretoria da Cainquiama reúnem-se e andam comigo, colocando-me, como advogado no exercício profissional, em risco de vida.

E o risco de ser morto pela pistolagem que contamina, como nunca, a Polícia Militar do Pará é altíssimo.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Você quer conhecer Trump? Conheça Roger Stone.


Sobre Roger Stone, conta-se uma historinha.
Ele tinha oito anos, no início dos anos 1960.
Corria nos Estados Unidos a campanha presidencial. Na disputa, o democrata John F. Kennedy e o republicano Richard Nixon.
Stone resolveu fazer em sua escola uma votação simulada. Ele queria que Kennedy ganhasse. Para convencer os colegas, inventou uma mentira – hoje, uma fake news: contou no refeitório que, se Nixon vencesse as eleições, as crianças teriam aulas aos sábados.
Kennedy venceu confortavelmente na votação simulada.
Stone cresceu e apareceu. Tornou-se um dos maiores estrategistas políticos dos Estados Unidos. E um dos mais polêmicos.
Tornou-se, como ele mesmo se classifica, um provocador.
De Nixon a Trump, não houve uma campanha política em que Stone não tenha se notabilizado. Pelo bem ou pelo mal. Pelas vitórias e pelas derrotas.
Ele foi, por exemplo, o homem que moldou, digamos assim, o perfil de Donald Trump. Quem quiser conhecer melhor Trump precisa conhecer Roger Stone.
Mas foi com Nixon – e depois com Trump – que ele, ao que parece, esteve melhor sintonizado. E tanto é assim que mandou tatuar nas costas uma imagem do presidente democrata, que renunciou em 1974.
Inescrupuloso.
Pilantra.
Chantagista.
Escroque.
Mafioso.
Gênio.
Se você usar qualquer desses adjetivos, ou todos eles, para qualificar Stone, ele ficará extasiado.
Um vez, alguém lhe perguntou:
- Por que você adota o papel de jogador sujo?
Stone respondeu:
- Estou preso nele. Está no primeiro parágrafo do meu obituário no New York Times. Então é melhor eu seguir o fluxo.
Esse é o Stone retratado de forma magistral no documentário Get me Roger Stone (trailer abaixo), disponível no Netflix desde maio do ano passado.
Ali está a essência do que Stone chama de suas regras, expressivas de seu estilo nada cortês de fazer política e de encarar o papel da Imprensa no jogo de pressões e contrapressões que enseja as práticas nada civilizadas da política.
Stone tem algumas máximas que são verdadeiras pérolas.
Uma delas: É melhor ser infame do que nunca se famoso.
Outra: Ataque, ataque, ataque. Nunca defenda.
Mais uma: O ódio motiva mais do que o amor.
E mais: Política é show business para pessoas feias.
Assista Get Me Roger Stone.
E entenda o que de pior e mais excêntrico o marketing político pode produzir.

E entenda por que Donald Trump é, de fato, Donald Trump.

Arsenal x Chesea: eletrizante, espetacular

Wilshere comemora o primeiro do Arsenal: clássico com o Chelsea
foi o melhor jogo, até agora, nesta temporada da Premier League
Quem viu o derby desta quarta-feira (3), em que Arsenal e Chelsea empataram por 2 a 2?
Foi um jogo espetacular.
Eletrizante.
Incomparavelmente, o melhor jogo da Premier League nesta temporada, que começou, como vocês sabem, no ano passado.
E quem assistiu haverá de convir: nem um jogo do Campeonato Brasileiro do ano passado, absolutamente nem m (ou nenhum, se quiserem), chegou aos pés desse.
E quando se diz o Brasileirão é um dos mais competitivos certames nacionais do mundo, isso é verdade. Mas o nivelamento é por baixo, não é?
Muito por baixo.
Por isso os estádios vazios, resultado também de um calendário desumano, que oferece jogos, literalmente, de domingo a segunda, tornando-se insuportável inclusive para o torcedor da classe média, que não tem como suportar financeiramente para comparecer a essa overdose de futebol, com ingressos em média de R$ 30 a R$ 50.

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Carro do prefeito de Marituba pega fogo em acidente


O prefeito de Marituba, Mário Filho, sofreu grave acidente no último final de semana, quando seguia de carro com familiares para passar as festas de final de ano em Fortaleza.
Na BR-222, o prefeito, que dirigia o veículo, deparou-se inesperadamente com oito burros que cruzavam a rodovia e acabou atropelando um deles.
Além da colisão violenta, o carro pegou fogo e virou sucata. Felizmente, não houve vítimas.
Até há pouco, até mesmo alguns assessores da Prefeitura de Marituba não tinham conhecimento do acidente.
O próprio Mário Filho encarregou de gravar esse vídeo contando o acidente.
Abaixo, pinçada das redes sociais, uma foto sobre o estado em que ficou o carro do prefeito.


Redes sociais deverão ser o esgoto da próxima campanha eleitoral


Estrategista político dos mais qualificados, com claras preferências partidárias, mas sereno na avaliação do quadro político, diz ao Espaço Aberto que a campanha eleitoral do próximo ano poderá ser uma das mais baixas de que já se teve notícia na história recente da democracia brasileira.
O poderá tem uma explicação, segundo ele: o nível das baixarias dependerá, em grande parte, da capacidade que partidos, candidatos e militantes tiverem de controlar o ímpeto de incendiários que pretendem fazer das redes sociais o front onde vão se travar as principais batalhas das eleições.
Sim, adverte o estrategista política: as redes sociais serão o grande e privilegiado canal por onde deverão trafegar, incontrolavelmente, fake news em ondas verdadeiramente tsunâmicas e com poderes destrutivos que ora podem ser apenas lesivos, ora poderão ser verdadeiramente letais.
A conferir.

Estopim aceso ameaça a credibilidade da OAB no Pará


Advogados - muitos - admitem ao Espaço Aberto que a publicação recente de um manifesto, atacando duramente a gestão do presidente da OAB-PA,  Alberto Campos (na foto acima com o ex-presidente Jarbas Vasconcelos, quando ambos ainda eram aliados), era o estopim que faltava para tornar praticamente inconciliáveis as pretensões entre os grupos que já esquentam as turbinas para o próximo pleito na Ordem.
Mas até que as eleições ocorram, acham esses advogados, o acirramento de ânimos, com ofensas mútuas e denúncias recíprocas, têm um grande potencial de atirar o nome da instituição na lama do descrédito.
E são poucas as vozes moderadas que, pelo menos no momento, se atrevem a chamar os grupos em disputa à moderação.

Uma visão emblemática do Atalaia. Burrice sobre rodas.

Não há dúvida que é burrice, né?
Uma burrice, diria o velho Nelson, sesquipedal.