quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Quadrilha de intolerantes infesta as redes sociais

Leitores do Espaço Aberto, mais uma vez, relatam suas estupefações e exasperações diante do que classificam de entulhos despejados nessas redes sociais.
Há uma quadrilha de intolerantes que não aceitam críticas, de fato.
O que fazer?
É ignorar essa gente, meus caros.
Basta ignorá-los.
Se for possível, que sejam bloqueados.
Não precisa dizer nada.
Não precisa troca uma ideia com essa gente que, sem ideia qualquer, não aceita críticas e as responde com ofensas.
Não precisa fazer nada disso.
Basta apenas ignorá-las.
Tratá-las como se fossem nada.
Porque realmente são um nada.
Tratá-las como se fosse ninguém.
Porque realmente são ninguém.
Simples assim, meu caros.

Justiça Federal em Itaituba assume jurisdição de Castelo dos Sonhos

Distrito de Castelo dos Sonhos, criado em agosto de 1990 e pertencente ao município de Altamira, na região sudeste do Pará, passa a integrar na totalidade de seu território a jurisdição da Justiça Federal no município de Itaituba, situado na região oeste do Estado.
Até agora, apenas a parcela do distrito sob a influência da BR-163 (Rodovia Santarém-Cuiabá) estava sob a competência da Subseção de Itaituba, que passa a ter jurisdição sobre todo o território de Castelo dos Sonhos, conforme determinado na Resolução Presi 26 (veja aqui a íntegra), assinada pelo presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, desembargador Hilton Queiroz.
Com essa alteração, a Vara Federal que funciona em Itaituba - inaugurada em 24 de julho de 2013, a mais nova das oito subseções instaladas no interior do Pará - passa a ter sob sua jurisdição os municípios de Itaituba, Aveiro, Jacareacanga, Novo Progresso, Trairão e todo o distrito de Castelo dos Sonhos.
A resolução justifica que a mudança, efetivada após manifestações favoráveis da Corregedoria Regional do TRF da 1ª Região, da Direção do Foro da Seção Judiciária do Pará e da Direção da Subseção Judiciária de Altamira, atende à solicitação da Procuradoria da República no município de Itaituba.
O ato da Presidência do TRF1 destaca ainda que a mudança de jurisdição está amparada nos "princípios da eficiência e da razoabilidade no atendimento ao jurisdicionado, uma vez que o distrito de Castelo dos Sonhos se situa a distância consideravelmente menor de Itaituba que de Altamira". A resolução também ressalta que os critérios de redistribuição de processos, se necessário, serão fixados em provimento da Corregedoria Regional da Justiça Federal da 1ª Região.

Fonte: Justiça Federal - Seção Judiciária do Pará

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Zenaldo vai ter concorrente na disputa por vaga na APL

O prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, já tem concorrente para disputar, na Academia Paraense de Letras, a cadeira que teve como último ocupante o senador Jarbas Passarinho.
Ontem, o cerimonialista Marcelo Pinheiro habilitou-se para virar imortal.
O beija-mão de Zenaldo, para conquistar votos dos integrantes da Academia, vai começar.
A eleição do novo membro da APL está prevista para o final de setembro, e o alcaide, of course, leva vantagem. Mas Marcelo Pinheiro poderá tirar do prefeito o gostinho de ganhar por unanimidade de votos.
Além da cadeira ocupada por Jarbas, outras três - que pertenceram a Acyr Castro, Sylvia Helena Tocantins e Hilmo Moreira - encontram-se vagas e já estão com os respectivos candidatos devidamente inscritos.

No confronto interno, tucanos descem do muro

Hehe.
Além de divulgar uma nota confessando seu desconforto com os encontros entre o senador Aécio Neves (PSDB-MG) com o presidente Temer, o PSDB paulista exibe em sua página na internet essa notícia aí, enchendo a bola de Tasso Jereissati.
Só pra fazer ainda mais raiva a Aécio.
Parece que os tucanos, pelo menos quando brigam entre eles, não ficam em cima do muro.


Gulas atemporais, charges atualíssimas

Espiem.
Saiu em uma revista, no ano de 1907.
Mas se fosse publicado hoje, ainda seria atual.
Aliás, seria atualíssimo.
Porque a gula de governos, vocês sabem, são absolutamente atemporais.


sábado, 19 de agosto de 2017

Revolta justifica a violência?



Vejam só.
O vídeo está no perfil do @belemtransito no Twitter.
Relata cenas de violência ocorridas na noite desta sexta-feira (18), no Hangar, onde taxistas agrediram motorista da Uber.
E observem só a banalidade com que o sujeito diz que é contra a violência, "mas é a revolta, cara. É a revolta".
Ele diz isso como uma espécie de justificativa para a violência.
Pode?
Porque todos nós somos revoltados contra alguma coisa - ou contra muitas coisas, né?
Somos revoltados contra as injustiças.
Contra os preconceituosos.
Contra a NET, essa porcaria.
Contra a corrupção assoladora.
Contra bandidos que se travestem de torcedores e descem o pau dentro e fora dos estádios.
Contra os fake news que infestam essas redes sociais.
Somos revoltados, ora bola, com a própria violência.
E aí?
Essa revolta é o nosso passaporte pra quebrarmos o pau por aí?
Falem sério!

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Cores, aromas, vida, paz. As Ramblas.



Vejam nas fotos acima e que estão abaixo, pela ordem.
Uma passeio imenso. Talhado para se passear e conversar. Simplesmente conversar.
Das sacadas de hotéis, casais assistindo à vida passar.
Nas barracas de flores (muitíssimas), um mundo de formas, cores e aromas.
Na Boqueria, idem - aromas e sabores sem fim.
Na Praça da Catalunha, pombos e paz.
Fiz essas fotos em maio deste ano.
Elas retratam La Rambla (ou as Ramblas), meus caros.
Vida (de todas as idades), cores, sons, sabores, aromas, flores. E paz. Muita paz.
Assim são as Ramblas, talvez o lugar mais pulsante, mais vívido, mas diverso, mais plúrimo e mais emblemático de Barcel0na e da Catalunha.
Mas a selvageria - nefasta, hedionda, pavorosa e letal - transformou esse lugar num cenário de tragédia.
Por duas vezes, almocei a uns 100 metros da Praça da Catalunha, exatamente no quarteirão os selvagens começaram a usar um veículo como armar para ceifar a vida de 13 pessoas e deixar mais de 100 feridos.
Jamais poderia imaginar que esse cenário de paz fosse transformado num painel de horrores.
Mas a selvageria, admita-se, é capaz de tudo.
É capaz de produzir até o que a gente nem imagina.

Céus!





Ovada em Lula não pode. Em Bolsonaro também não.


Espiem.
Primeiro, Doria em Salvador.
Agora, Bolsonaro, o ícone da direita que está à direita da direita.
O deputado estava numa cafeteria, Ribeirão Preto (SP), quando levou uma ovada de uma mulher
Confira o ataque aos 14 segundos, neste vídeo.
Registre-se, todavia: ovada em Doria, em Bolsonaro, em Lula, em Aécio, enfim, ovada seja lá em que for é um tipo de argumento que a convivência democrática deve rejeitar.

Porque repulsivo, como o são todos os atos de violência travestidos de expressão democrática (putz!).

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Turma que vai julgar recurso de Lula aumenta penas


Olho vivo. Sobretudo os petistas.
O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em decisão de sua 8ª Turma, aumentou as penas dos executivos da empreiteira Mendes Júnior, réus em processos da Operação Lava Jato.
O ex-vice-presidente da empresa Sérgio Cunha Mendes foi condenado pelos desembargadores da corte a 27 anos e 2 meses de prisão. O juiz Sergio Moro tinha determinado a ele uma pena menor, de 19 anos e 4 meses, pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
E o que isso tem a ver com Lula?
Tudo.
Ou quase tudo.
É que a 8ª Turma, formada pelos desembargadores Victor Laus, João Pedro Gebran Neto e Leandro Paulsen (na imagem) é a mesma que vai julgar recurso do ex-presidente contra sentença do juiz federal Sérgio Moro que o condenou a 9 anos e seis meses de prisão no caso do triplex do Guarujá.

Em resumo, isso confirma o rigor do trio de desembargadores, que em outros julgamento já aumentou as penas impostas por Moro em primeira instância.

Trump tem um quê de remistas e bicolores. Podem apostar.


Com todo o respeito.
Todo mesmo.
Mas ver Donald Trump condenando com tanta veemência essa coisa horrorosa que foram os ataques racistas que deixaram um morto na cidade de Charlotesville, na Virgínia, é de meter dó.
Sinceramente, mete pena ver o esforço de Trump para exibir-se indignado, consternado, estupefato e horrorizado com esses episódios.
O grau de sinceridade desse discurso de Donald Trump é o mesmo que está expresso naquela famosa expressão de remistas e bicolores.
Quando pretendem exibir-se como bons desportistas, como bons moços, como politicamente corretos, remistas dizem que não secam o rival - como é natural - em partidas fora do Pará.
Ao contrário, proclamam querer um bom resultado do rival porque estão sempre "torcendo pelo futebol paraense".
Da mesma forma os bicolores, quando o Remo joga.
Sabem aquele gargalhada virtual (Kkkkkkkkkkkkkkk)?
Pois é: kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.
Por que essa gargalhada?
Porque remistas só não secam o rival da boca pra fora. No íntimo, secam sempre, secam muito, secam permanentemente.
Da mesma forma, os bicolores.
Trump é assim.
Ele pode até condenar asperamente esses ataques.
Mas sabe-se lá o esforço que faz para mostrar-se minimamente sincero.
E ele não consegue, não, mostrar-se minimamente sincero.
Sinceramente.

Ah, coitado!

A vingança contra Ponta de Pedras de um governo inoperante

A fábrica de gelo se estraga: dinheiro público jogado no lixo, com sérios prejuízos econômicos para sábado
Do leitor do blog e jornalista Francisco Sidou, por e-mail:

Não dá para ficar indiferente ao descaso do governo Jatene com a cidade de Ponta de Pedras, que tem forte comércio e grande potencial turístico. Há doze anos a cidade não tem agência bancária.
O Banpará comprou um terreno, construiu um prédio no centro comercial e só faltam mesmo os móveis e os funcionários. A agência era pra ser inaugurada pela ex-prefeita Consuelo Castro.
Mas não deu e então ela, que se dizia amiga do governador, resolveu sabotar a inauguração da agência, prejudicando toda a população da cidade. São quase diários os assaltos a pessoas que vão a Belém com dinheiro vivo para efetuar um simples pagamento de boletos bancários.
Outro descaso é a fábrica de gelo, construída com verbas federais e que nunca funcionou com sérios prejuízos para a economia da cidade, que tem na pesca uma de suas  principais atividades econômicas. 

Tudo isso decorre de quizílias políticas paroquiais. O povo sendo castigado por não ter reeleito a ex-prefeita Consuelo Castro, do mesmo partido do governador Jatene. Até quando o povo paraense sofrerá os efeitos perversos dessa cultura do atraso?

Segurança aprova polícias Militar e Civil dentro de universidades

A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado aprovou proposta que autoriza as polícias Militar e Civil a atuarem dentro das universidades públicas, com exceção de áreas e repartições classificadas como “domicílio profissional” – gabinetes, anfiteatros, auditórios, salas de aulas, laboratórios e bibliotecas. Foi aprovado o Projeto de Lei (PL) 7541/14, do deputado João Rodrigues (PSD-SC).
Atualmente, em geral, as polícias Militar e Civil necessitam de autorização dos reitores para atuar nas universidades, onde a segurança é exercida por pessoal interno.
Isso decorre da autonomia universitária prevista na Constituição Federal. Pelo texto constitucional, essas instituições têm autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial.
Relator no colegiado, o deputado Alberto Fraga (DEM-DF) defendeu a aprovação do projeto. Para ele, a autonomia universitária não impede a atuação dos órgãos de segurança pública. “Não há impedimento para que as polícias estaduais e distritais, Militar e Civil, ajam no combate a crimes e no atendimento a outras ocorrências, não só nas universidades federais, mas em qualquer outra instituição pública de ensino superior”, disse Fraga.
Na Comissão de Educação, o projeto foi rejeitado com o parecer contrário do relator, deputado Pedro Fernandes (PTB-MA), que julgou a proposta desnecessária, já que não há proibição legal para que a Polícia Militar exerça suas funções nos campi universitários.
Como recebeu pareceres divergentes (a favor e contra), o projeto perdeu o caráter conclusivo e será enviado ao Plenário da Câmara dos Deputados, logo após ser analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.


Íntegra da proposta: PL-7541/2014

Fonte: Agência Câmara

terça-feira, 15 de agosto de 2017

A rotina de transtornos para usuários de ônibus


Leitora aqui do Espaço Aberto levou cinco horas, na semana passada, para chegar do trabalho dela, em Nazaré, até Ananindeua, onde reside.
Isso ocorreu no dia em que rodoviários bloquearam várias vias de Belém, depois que um motorista de ônibus foi morto por motoqueiro na Estrada do 40 Horas.
Mas não pensem que esses transtornos impostos a usuários de ônibus só acontecem durante  bloqueios, que, admite-se, são frequentes em toda a Região Metropolitana de Belém.
"Todo dia é isso. E ainda tem a violência. E ainda temos os bandidos", reclama a leitora.
Esses transtornos, repita-se, não são eventuais.
São rotineiros.
Como também é rotina poderes públicos - muitos - postergarem soluções para minimizar a penalização de usuários.

Doria já traiu Alckmin. Ou vai traí-lo.

Hehe.
Vocês sabem, né?
No futebol, há aquela célebre, repetidíssima frase: O técnico Fulano de Tal está prestigiado.
Isso significa o seguinte: o técnico vai cair na semana seguinte.
Senão no dia seguinte.
Essa relação Doria-Alckmim parece mais ou menos a mesma coisa.
Se Doria está reafirmando lealdade a Alckmin, então uma coisa é certa: o prefeito já traiu o governador.
Ou vai traí-lo em breve.


Uma fraude na história. Ou a história de uma fraude.

Um momento no Louvre

A Marquesa Bomron, representada pelo retratista francês Charles-Antoine Coypel (1694-1752), que foi nomeado diretor da Academia Real de Pintura e Escultura em 1747.


🇫🇷 La Marquise de Bomron vous souhaite une très #BonneSemaine ! Elle est ici représentée par le portraitiste français Charles-Antoine Coypel (1694-1752), qui fut nommé directeur de l’Académie royale de peinture et de sculpture en 1747. Parallèlement à sa carrière de peintre, Coypel écrivit une quarantaine de pièces de théâtre dont une seule, “Les Folies de Cardenio”, fut publiée et jouée aux Tuileries en 1721. Débutez votre semaine du bon pied en retraçant le chemin de Coypel au jardin des Tuileries, mis en valeur aujourd’hui par le musée du Louvre ! - 🌏 The marchioness of Bomron wishes you a very #GoodWeek! She is depicted here by the French portraitist Charles-Antoine Coypel (1694-1752), who was appointed as director of the Royal Academy of Painting and Sculpture in 1747. Alongside his career as a painter, Coypel wrote around forty plays – only one of which, “Les Folies de Cardenio”, ended up being published and performed in the Tuileries in 1721. Start your week off on the right foot by retracing Coypen’s steps through the Tuileries Gardens, now maintained by the Louvre Museum! - 📷 Charles-Antoine Coypel (attribué à), «  Portrait de femme dite la Marquise de Bomron » © RMN-Grand Palais (musée du Louvre) / Michèle Bellot - #MuseeDuLouvre #LouvreMuseum #Louvre #instaLouvre #instaMuseum #Tuileries #JardinDesTuileries #MondayMotivation
Uma publicação compartilhada por Musée du Louvre (@museelouvre) em

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Wlad quase leva vizinhos às lágrimas


Wlad, esse campeão da chanchada parlamentar, levou à beira das lágrimas vizinhos de condomínio na tarde deste domingo.
Lágrimas de ódio no coração, vale dizer.
É que o campeão, enquanto várias famílias reuniam-se na piscina para momentos de lazer em comemoração ao Dia dos Pais, passou a mão num microfone e começou a fazer um discurso.
Sem ninguém pedir-lhe, of course.
No discurso, ele meteu pelo meio até a Venezuela.
Ouvindo a falação, teve gente que, com o coração respingando de ódio e enfado, precisou conter-se pra não contratar um caminhão de mudanças e ir embora pro Afeganistão.
De caminhão mesmo - mar adentro.
Putz!

A NET, essa porcaria, testa os limites da nossa civilidade

Vou ensinar - permitam-me - uma coisa pra vocês.
Uma coisa que faz um bem danado - porque serve, digamos assim, como uma espécie de detox do excesso de conformismo que muitas vezes invade nosso espírito e o entorpece; ou por outra: serve para que, espiritualmente - como também no gogó - berremos em alto e bom som tudo aquilo que o nosso conformismo represa.
É o seguinte.
Todas as vezes em que vocês, ao acordarem de manhã, derem uma topada com o dedo mindinho ao se levantar da cama - ou da rede - e sentirem aquela vontade incontrolável de proferir todos os palavrões do mundo - da A até Z, de Z até A -, não represem essa parada, não.
Não se controlem.
Façam isto: chamem todos os palavrões que vocês sabem, pensando não apenas no dedo mindinho quase destroçado pela topada, mas pensando também na NET.
Isso é importante: quando vocês berrarem os palavrões, dos mais sociais aos mais cabeludos -, pensem na NET.
Aliás, se quiserem levar a um nível extremo de radicalismo essa receita detox, já acordem espinafrando a NET toda manhã, independentemente de vocês derem uma topada ou não.
A NET, um final de semana sim - como este que passou -, outro final de semana também para totalmente aqui na área da redação do blog.
Para ser mais exato: fica piscando o tempo inteiro - vai e volta, vai e volta, vai e volta.
Se você ligar, a atendente vai mandar desligar o modem e ligar tudo de novo. Para que tudo continue a mesmíssima coisa, senão pior.
Isso, meus caros, aconteceu há meses.
Repito: há meses.
A NET é uma porcaria que testa os limites da nossa paciência e da nossa civilidade.
Por isso, acordar de manhã e declamar, em prosa e verso, todos os palavrões do mundo ajuda você a suportar de forma mais estoica o fator de ser humilhado, maltratado, logrado e debochado por essa operadora.
Por que não trocas? - perguntareis.
Porque, ora, é melhor ficar com uma porcaria que já se conhece do que com outra porcaria nova. Ou com outra porcaria nova.
Tim-tim!

Neymar: desconcertante na estreia pelo PSG


Vi o jogo inteirinho da estreia de Neymar pelo PSG contra o Guingump.
Essa aí foi um das jogadas desconcertantes dele.
Neymar foi desconcertante o jogo inteiro.
Três assistências que ele deu - uma delas por Cavani, que fez o segundo gol - valeu o ingresso, como se diz. Inclusive de quem assistia pela TV (hehe).
Agora, convenhamos: esse Guingump é fraquíssimo.
Mas Neymar já deu demonstrações evidentes de que, bem entrosado em sua nova equipe, pode fazer jus, de sobra, ao investimento de 222 milhões de euros (cerca de R$ 820 milhões) do time francês para comprá-lo ao Barcelona.

Mas assim é que dizem gostar de Belém?


sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Datena ensina princípios de filosofia

E quem gritou "gostosa" para a deputada?


"Não lembro. Se alguém falou que fui eu, não lembro. E se eu falei pode ter certeza de que não foi para ela. Nem no plenário ela estava. Não tenho nem por que dizer que ela é gostosa – ou não gostosa. Eu não sei se ela é gostosa. Eu tenho é respeito pela colega."
De Wladimir Costa, deputado federal do SD do Pará, suspeito de ter sido o parlamentar que gritou "gostosa" para a deputada Shéridan (PSDB-RR).

Fisiologismo e chantagem no governo Temer

Cargos, cargos e mais cargos.
Impressionante como o balcão de negócios está funcionando a mil no governo Temer, mesmo depois de rejeitada a denúncia para que esse impoluto seja processado perante o Supremo.
Aliás, depois da rejeição é que o balcão de negócios está mesmo funcionando a toda.
Durante a votação, se vocês se lembram, emissários do Planalto negociaram a liberação de emendas dentro do plenário - às escâncaras, sem qualquer vergonha e muito menos escrúpulos.
Agora, as exigências para votar a reforma da Previdência beiram a chantagem.
Vish!

E se Bernardinho for governador do Rio?




É mole?
Então, vamos fazer nossas apostas.
Quantos dedos, quantas bolas por segundo você acha que Bernardinho haverá de morder, se vier a ganhar a disputa para o governo do Rio?




Quem é Mayara Amaral?

Por Pauline Amaral, no Observatório da Imprensa
Minha irmã caçula, mulher, violonista com mestrado pela UFG e uma dissertação incrível sobre mulheres compositoras para violão. Desde ontem Mayara Amaral também é vítima de uma violência que parece cada vez mais banal na nossa sociedade. Crime de ódio contra as mulheres, contra um gênero considerado frágil e, para alguns, inferior e digno de ter sua vida tirada apenas por ser jovem, talentosa, bonita…por ser mulher.
Mais uma vez a sociedade falhou e uma mulher, uma jovem professora de música de 27 anos, foi outra vítima da barbárie de homens que não podem nem serem considerados humanos. Foram três, três homens contra uma jovem mulher.
Um deles, Luis Alberto Bastos Barbosa, 29 anos, por quem ela estava cegamente apaixonada, atraiu-a para um motel, levando consigo um martelo na mochila. Lá, ele encontrou um de seus comparsas.
Em uma das matérias que noticiaram o crime, os suspeitos dizem que mantiveram relações sexuais com minha irmã com o consentimento dela. Para que o martelo então, se era consentido?
Estranhamente, nenhuma das matérias aparece a palavra ESTUPRO, apesar de todas as evidências.
Cópia de Mayara_Amaral01
Às vezes tenho a sensação de que setores da imprensa estão tomando como verdade a palavra desses assassinos. O tratamento que dão ao caso me indigna profundamente.
Quando escrevem que Mayara era a “mulher achada carbonizada” que foi ensaiar com a banda, ela está em uma foto como uma menina. Quando a suspeita envolvia “namorado” hiper-sexualizam a imagem dela. Quando a notícia fala que a cena do crime é um motel, minha irmã aparece vulnerável, molhada na praia.
Quando falam da inspiração de Mayara, associam-na com a história do pai e avô e a foto muda: é ela com o violão, porém com sua face cortada. Esse tipo de tratamento não representa quem minha irmã foi. Isso é desumanização. Por favor, tenham cuidado, colegas jornalistas.
Para nossa tristeza, grande parte das notícias dão bastante voz aos assassinos e fazem coro à falsa ideia de que os acusados só queriam roubar um carro. Um carro que foi vendido por mil reais. Mil reais. Um Gol quadrado, ano 1992. Se eles quisessem só roubá-la, não precisariam atraí-la para um motel.
Um dos assassinos, Luís, de família rica, vai tentar se livrar de uma condenação alegando privação momentânea dos sentidos por conta de uso de drogas. Não bastando matar a minha irmã, da forma que fizeram, agora querem destruir sua reputação. Eis a versão do monstro: minha irmã consentiu em ser violada por eles, elas decidiram roubá-la, ela reagiu fisicamente e eles, sob o efeito de drogas, golpearam-na com o martelo – e ela morreu por acidente. Pela memória da minha irmã, e pela de outras mulheres que passaram por esta mesma violência, não propaguem essa mentira! Confio que a Polícia e o Ministério Público não aceitarão esta narrativa covarde, e peço a solidariedade e vigilância de todos para que a justiça seja feita.
Na delegacia disseram à minha mãe que uma outra jovem já havia registrado uma denúncia contra Luís por tentativa de abuso sexual… Investiguem! Se essa informação proceder, este é mais um crime pelo qual ele deve responder. E uma prova de como a justiça tem tratado as queixas feitas por nós, mulheres. Se naquela ocasião ele tivesse sido punido exemplarmente, talvez minha irmã não tivesse sofrido este destino.
Foi tudo premeditado: ela foi estuprada por dois desumanos.
O terceiro comparsa – não menos monstruoso – ajudou a levar o corpo da minha irmã para um lugar ermo, e lá atearam fogo nela, como se a brutalidade das marteladas no crânio já não fosse crueldade demais. Minha irmã foi encontrada com o corpo ainda em chamas, apenas de calcinha e uma de suas mãos foi a única parte de seu corpo que sobrou para que meu pai fizesse o reconhecimento no IML. “Parece que ela fazia uma nota com os dedos”, disse meu pai pelo telefone.
A confirmação veio logo depois, com o resultado do exame de DNA. Era ela mesmo e eu gritei um choro sufocado.
Eu vou dedicar o meu luto à memória da minha irmã, e a não permitir que ela seja vilipendiada pela versão imunda de seus algozes. Como tantas outras vítimas de violência, a Mayara merece JUSTIÇA – não que isso vá diminuir nossa dor, mas porque só isso pode ajudar a curar uma sociedade doente, e a proteger outras mulheres do mesmo destino.
**
Pauliane Amaral é coordenadora na unidade de comunicação no Sistema Famasul e irmã de Mayara Amaral.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

A "mentirinha" de Wlad e a degradação da política


Então, é o seguinte.
O deputado Wladimir Costa (SD-PA), esse parlamentar que verdadeiramente enobrece o Congresso Nacional e a classe política brasileira, fez nesta quarta-feira uma revelação bombástica - porque assustadora, espantosa, inédita e surpreendente.
Disse que a tatuagem no ombro dele não era de verdade.
Era de brincadeirinha.
Era um faz de conta.
Era, digamos assim, um debochezinho.
Hehe.
Grande Wlad.
Ele imagina, acreditem, que alguém embarcou nessa palhaçada.
Todo mundo sabia que era um faz de conta, é claro.
Como a gente sabe que esse debochezinho, no contexto do vale-tudo de sarjeta, é uma grande contribuição de Sua Excelência para a degradação da política.
Como todo o respeito.

Camas "reservam" vagas em via pública

Espiem só.
A imagem abaixo foi exposta numa tuitada do @belemtransito, nesta quarta-feira (09).
As camas que aparecem garantindo as vagas estão na Travessa 14 de Março, próximo à Rua Boaventura da Silva.
E ainda há quem insista em tentar negar que Belém seja uma terra onde as transgressões - escandalosas, escancaradas, clamorosas - acontecem a céu aberto.
Literalmente.


Raquel Dodge quer competir com Gilmar Mendes?


Com todo o respeito. Todo mesmo.
Mas dizer a procuradora-geral eleita, Raquel Dodge, que foi ao Palácio do Jaburu, às esconsas, num encontro fora da agenda e tarde da noite, para tratar com o presidente Michel Temer sobre detalhes para a posse dela, dizer isso não passa de um grande desrespeito às nossas inteligências.
Porque não se tinha notícia, até agora, que incumbências dessa natureza tenham sido assumidas pela maior autoridade da República e pela maior autoridade do Ministério Público Federal, em vez de encarregarem-se os respectivos cerimoniais - tanto o da Presidência como o da PGR.
Aliás, o que mesmo Raquel Dodge foi fazer no Jaburu, hein?
Quer competir com Gilmar Mendes, o conselheiro mais categorizado da Presidência da República?

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

No vale-tudo de sarjeta, Wladimir Costa desponta soberano


Nas duas últimas semanas, nenhum dos 513 deputados federais, à exceção do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, teve tanta visibilidade, tanta mídia, tanta exposição pública e despertou tanta polêmica em dimensão nacional como o paraense Wladimir Costa, o Wlad, do SD.
Sua Excelência, para aparecer (literalmente) tanto e de forma tão intensa, fez o seguinte, mais ou menos pela ordem.

1. Ensinou algumas técnicas, digamos assim, para ganhar cargos, favores e benesses no governo. O receituário indicado exige, entre outras coisas, fazer cara de coitadinho.

2. Tatuou o nome de Temer no ombro direito, pouco antes de o plenário da Câmara rejeitar, por maioria de votos, a denúncia da PGR contra o presidente.

3. Durante a sessão da Câmara sobre a denúncia, pediu nudes para uma mulher.

4. Respondeu de tal forma a uma repórter da CBN que partidos de oposição cogitam levá-lo ao Conselho de Ética, por suposto assédio contra a jornalista.

5. Criticado pelo jornalista Ricardo Boechat durante um programa da Rádio Bandeirantes, foi para as redes sociais e gravou um vídeo recheado de impropérios.

Ninguém pode impedir o deputado de externar suas opiniões, ainda que contundentes. E ele, igualmente, que assuma condutas quaisquer para defender a si mesmo e as ideias que esposa.
Mas neste momento, em que a política e os políticos são execrados por segmentos de vieses ideológicos os mais diversos, seria necessário que parlamentares sopesassem o que eles ganham - e a política também - quando se entregam a um vale-tudo de sarjeta, como esse em que o deputado Wladimir Costa é um dos protagonistas.

As guerras deles têm horrores. As nossas guerras também.


Os dramas de refugiados - sírios, sobretudo - que nos últimos anos têm invadido países da Europa nem sempre merecem de nós, brasileiros, a atenção que exigem todos os eventos expressivos da degradação humana.
E talvez não mereçam de nós essa atenção por dois motivos básicos: porque, felizmente, estamos distantes das guerras travadas em outros continentes e porque já temos as nossas guerras por aqui.
Nas nossas guerras diárias, crianças são arrastadas por quilômetros na rabeira de veículos dirigidos por bandidos, crianças são mortas por balas perdidas em suas próprias escolas e o crime organizado faz centenas de vítimas, diariamente, em todo o País.
Nas guerras travadas longe de nós, os horrores fazem com que pais desconheçam a certeza da morte representada pela fuga em botes infláveis e exponham a eles próprios e seus filhos aos riscos de um fim trágico, como é o caso do garotinho sírio que morreu no mar e foi dar a uma praia da Turquia, em setembro de 2015, como registrado numa das imagens mais chocantes, pungentes, trágicas e dolorosas já captadas pelas lentes de um fotógrafo desde o fim da Segunda Grande Guerra.
Nas nossas guerras, o cidadão que acorda numa manhã qualquer e sai à rua pode ser assaltado e perder a vida na porta de casa.
Nas guerras deles, o cidadão pode acordar de manhã, sair à porta de casa, vislumbrar as cerejeiras ainda em flor, os carros passando lentamente e um cachorro esquelético levando na boca uma cabeça.
Sim, um cachorro levando na boca uma cabeça - humana, de gente. Uma cabeça seccionada do corpo de alguém.
"Temos que partir, rápido". Quando acabou de ver a cena tétrica do cachorro com uma cabeça humana na boca, foi a essa a reação imediata do professor Joude Jassouma, anunciando à esposa, Aya, que tinham de fugir de Alepo com a filhinha Zaine.
A descrição dessa aventura está no livro Eu Venho de Alepo (Editora Vestígio), um relato emocionante sobre a fuga, para a liberdade, de uma família compelida a abandonar sua terra natal, seus parentes e amigos por não suportar mais tanto horror, tanta crueldade, tanta violência produzidos pelos confrontos entre o exército de Bashar al-Assad e as forças rebeldes lideradas pelos jihadistas da Frente al-Nusra e do Estado Islâmico.
No livro, Jassouma descreve seus esforços para estudar, para formar uma família, para lecionar francês e, quando não mais foi mais possível viver em seu país, seus esforços para fugir de Alepo e procurar a paz.
E mais: em meio ao drama de atravessar o Mar Egeu com a mulher e a filha de colo, Joude Jassouma ainda teve que enfrentar as tensões antes de ser acolhido na França e os desafios de demonstrar, com suas condutas, que refugiados de países islâmicos não podem e nem devem ser vítimas de estigmas e preconceitos odiosos.
"Gostaria ainda que este livro fornecesse uma imagem diferente dos refugiados. Compreendo os temores dos franceses, os traumas provocados pelos atentados de Charlie Hebdo, do supermercado Hyper Cacher, do Bataclan, de Nice... Gostaria de dizer para não terem de nós: estão vendo, somos como vocês", diz Joude Jassouma.
Leiam Eu Venho de Alepo.

Inclusive para constarem que as guerras deles, em muitos aspectos, não estão muito distantes das nossas guerras.