sexta-feira, 6 de março de 2015

Petistas querem ir à luta. Mas quem vai com eles?


Petistas paraenses há que estão, mais do que nunca, rezando pela cartilha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
No evento em que participou em defesa da Petrobras, no final de fevereiro passado, no Rio, Lula foi claro. Aliás, foi claríssimo.
Disse que defende a democracia, que é cultor da paz, mas está disposto a ir à "guerra" - termo usado pelo ex-presidente - se as oposições tomarem a iniciativa de partir para o enfrentamento.
E dia 13 de março, meus caros, é dia de enfrentamento.
E dia 15 de março, meus caros, também é dia de enfrentamento.
No dia 13, as centrais prometem ir para as ruas em defesa do governo.
No dia 15, milhares de pessoas, seguidoras de um movimento que vem sendo proclamado até agora como apartidário, também prometem ir para as ruas para pedir o impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Aqui no Pará, há petista defendendo com unhas e dentes que, independentemente da mobilização das centrais, o próprio partido tome a iniciativa de voltar às suas origens, tirar as bandeiras da gaveta, vestir a camisa vermelha e ir à luta.
Com todos os ônus e bônus que a luta, nas circunstâncias atuais, poderá eventualmente comportar.

O "nanopavio" do presidente da CPI da Petrobras



Essa CPI da Petrobras, do jeito que começou, tem tudo para não acabar.
Fora de brincadeira.
Olhem essas cenas que o vídeo acima exibe.
São deploráveis.
Sua Excelência o deputado Hugo Motta (PMDB-PB), escalado para ser presidente, já revelou o tamanho de seu pavio.
Ele, o pavio, parece que não mede mais de 5 milímetros. É menos do que um pavio minúsculo. É um nanopavio.
Os ânimos estavam exaltados? É claro.
Mas do presidente da sessão espera-se que seja o mais habilidoso de todos para conduzir uma sessão naquelas circunstâncias.
Hugo Motta tem 25 anos de idade. Está há apenas quatro anos na Câmara, iniciando, assim, o seu segundo mandato.
Ele seria o mais indicado para presidir uma comissão dessa envergadura?
Ninguém está tirando os méritos intelectuais de Sua Excelência. O que se questiona é a sua experiência para enfrentar uma parada duríssima como vai ser essa CPI.
Que já começa a 1.200 graus.
No mínimo.

Avenida "Doca" de Souza Franco. Mas onde já?



Olhem só.
A quantidade de imprecisões que coleguinhas têm publicado por aí, em termos de nomes e cargos de autoridades e denominações de logradouros públicos, não está no gibi. Em nenhum gibi.
A imprecisão faz com que presidente de órgão público vire superintendente, superintendente se torne diretor-geral, diretor-geral acabe sendo tratado como coordenador, enfim, um fuzuê.
Da mesma forma, travessa Padre Eutíquio é tratada frequentemente com avenida Padre Eutíquio e a avenida Visconde de Souza Franco como Doca de Souza Franco.
Essa absurdez equivale, mais ou menos, a denominar de avenida Governador Zeca Malcher ou Zezinho Malcher a avenida Governador José Malcher, uma redução caricata, ridícula e inadmissível, assim como Visconde para Doca.
Escrever avenida Visconde de Souza Franco, a Doca, tudo bem. Mas avenida Doca de Souza Franco? Onde já?
Pior são os nomes, sobretudo os de autoridades.
Coleguinhas há que, deparando-se com nomes ou sobrenomes meio complicados, são incapazes de dizer para o entrevistado: "Como é mesmo que se escreve o seu nome? O senhor pode soletrar pra mim?"
Como, parece, acham isso a humilhação das humilhações, acabam escrevendo o que ouviram de ouvido. E haja confusão.
Bem que poderiam seguir o exemplo do saudoso Ariano Suassuna.
Vejam esse vídeo que rola aí pela internet.
É engraçadíssimo.
Suassuna conta um caso real em que precisou deparar-se, em sessão de autógrafos, com dois nomes complicadíssimos: um deles, de uma moça chamada Wheydja; o outro, de uma irmã dela, identificada como Whemytta.
O que fez Suassuna? Perguntou-lhes como se soletravam, exatamente, os nomes das duas. Mas o final é hilário. Confiram lá.
E por falar em nomes, também há aquela historinha real, mas cômica, contada pelo não menos cômico, simpático e saudoso Dicró, o cantor e compositor de sambas satíricos que morreu em 2012.
Dicró, conforme ele mesmo contou, estava autografando uns CDs e se deparou com um fã.
- Como é seu nome? - perguntou o cantor.
- Washington.
Como achou que seria incapaz de escrever corretamente aquele nome que achou tão complicado, Dicró resolver arriscar uma saída: referir-se ao fã pelo apelido, provavelmente com grafia muito mais simples do que Washington.
- Posso escrever o seu apelido?
- Pode - respondeu o fã.
- E então, como é seu apelido?
- Schwarzenegger - foi a resposta.
Dicró desistiu.
Hehehe,

MPF pede suspensão de cursos da Faculdade do Tapajós

O Ministério Público Federal (MPF) entrou na Justiça com ação em que pede a suspensão urgente dos cursos de nível superior em Administração promovidos pela Faculdade do Tapajós (FAT) fora de Itaituba. Segundo o MPF, apesar de só ter autorização do Ministério da Educação (MEC) para promover o curso nesse município, a faculdade vem realizando o curso em várias outras cidades do Estado.
Encaminhada à Justiça Federal em Belém no último dia 25, a ação pede que seja determinada a interrupção imediata das matrículas nos cursos não credenciados no MEC, como é o caso dos cursos em Administração promovidos em Óbidos, Mãe do Rio e Paragominas.
O MPF pede que as aulas só possam ocorrer quando houver o credenciamento, a autorização e o reconhecimento legais dos cursos pelo MEC. A Procuradora Regional dos Direitos do Cidadão, Melina Alves Tostes, também pediu que a FAT seja obrigada a ressarcir, com correção monetária, as despesas dos alunos com matrículas e mensalidades. 
Questionada pelo MPF sobre a regularidade dos cursos, a faculdade respondeu que os alunos podem pedir o aproveitamento dos estudos e, assim, conseguir diplomas. Para o MPF, nesse caso o aproveitamento dos estudos é irregular. 
“O entendimento veiculado pela FAT representa uma manobra para contornar a proibição do MEC de ofertar cursos de graduação em localidades para as quais não foi autorizada, além de deturpar o instituto do 'aproveitamento do estudo'”, critica a procuradora da República.
Desde 2011, quando houve um aumento no número de denúncias sobre faculdades irregulares, a atuação do MPF já resultou na suspensão de cursos irregulares de 17 instituições no Pará. 
Estefib – No último dia 26 a Justiça Federal publicou sentença em que condenou a Escola Superior de Teologia e Filosofia do Brasil (Estefib) a indenizar, por danos morais e materiais, os alunos prejudicados pelo funcionamento de cursos de nível superior da Estefib sem autorização legal. 
Os valores das indenizações ainda não foram divulgados porque ainda não foram calculados pela Justiça. Segundo o MPF, os cursos da Estefib não eram credenciados pelo MEC, a quem a empresa sequer havia feito o pedido de credenciamento.

Serviço:
Para saber se uma instituição de ensino é credenciada ou não junto ao MEC:
Internet: http://emec.mec.gov.br/
Telefone: 0800-616161 (ramal 4 e depois ramal 2)
Para denunciar instituições que estejam atuam de maneira irregular: http://cidadao.mpf.mp.br/ 

Processo nº 0004806-28.2015.4.01.3900 – 2ª Vara Federal em Belém
Acompanhamento processual: clique aqui

Fonte: Assessoria de Imprensa do MPF do Pará

O que ele disse


"Todas as doações que recebi para a campanha ao governo do Rio foram legais e não podem ser criminalizadas"
Lindbergh Farias, senador (PT-RJ) e um dos supostos integrantes da lista enviada ao Supremo pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, respondendo às especulações de que teria cometido crimes eleitorais.

quinta-feira, 5 de março de 2015

Camila Honda - Outra vez

Parceiro homossexual tem direito à pensão alimentícia

Do STJ

A Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) reafirmou a viabilidade jurídica da união estável homoafetiva e entendeu que o parceiro em dificuldade de subsistência pode pedir pensão alimentícia após o rompimento da união estável.
A posição da Turma reafirmou a jurisprudência adotada pelo STJ e pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em casos semelhantes. O entendimento unânime afastou a tese de impossibilidade jurídica do pedido adotada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) e determinou o julgamento de uma ação cautelar de alimentos.
O recurso foi proposto pelo parceiro que alega dificuldade de subsistência, pois se recupera de hepatite crônica, doença agravada pela síndrome da imunodeficiência adquirida (Aids), da qual é portador. Ele afirma que desde o fim da relação, que durou 15 anos, não consegue se sustentar de forma digna.
Após iniciar ação de reconhecimento e dissolução de união estável, ainda pendente de julgamento, o parceiro propôs ação cautelar de alimentos, que foi julgada extinta pelo TJSP em razão da “impossibilidade jurídica do pedido”.
Confronto
O tribunal paulista entendeu que a união homoafetiva deveria ser tida como sociedade de fato, ou seja, apenas uma relação negocial entre pessoas, e não como uma entidade familiar. Tal entendimento, afirmou o relator Luis Felipe Salomão, “está em confronto com a recente jurisprudência do STF e do STJ”.
O ministro destacou que o Código Civil de 2002, em seu artigo 1.694, prevê que os parentes, os cônjuges ou companheiros podem pedir uns aos outros alimentos, na qualidade de sujeitos ativos e passivos dessa obrigação recíproca, e assim “não há porque excluir o casal homossexual dessa normatização”.
De acordo com o relator, a legislação que regula a união estável deve ser interpretada “de forma expansiva e igualitária, permitindo que as uniões homoafetivas tenham o mesmo regime jurídico protetivo conferido aos casais heterossexuais”.
Evolução jurisprudencial
Salomão destacou julgamentos que marcaram a evolução da jurisprudência do STJ no reconhecimento de diversos direitos em prol da união homoafetiva, em cumprimento dos princípios de dignidade da pessoa humana, de igualdade e de repúdio à discriminação de qualquer natureza, previstos na Constituição.
Tais casos envolveram pensão por morte ao parceiro sobrevivente, inscrição em plano de assistência de saúde, partilha de bens e presunção do esforço comum, juridicidade do casamento entre pessoas do mesmo sexo, adoção de menores por casal homoafetivo, direito real de habitação sobre imóvel residencial e outros direitos.
Segundo Salomão, no julgamento da ADPF 132, o STF afirmou que ninguém, “absolutamente ninguém, pode ser privado de direitos, nem sofrer quaisquer restrições de ordem jurídica por motivo de sua orientação sexual”.
Com a decisão da Quarta Turma, afastada a tese da “impossibilidade jurídica do pedido”, o julgamento do processo continuará no tribunal de origem, que vai avaliar os requisitos para configuração da união estável e a necessidade do pagamento da pensão.

Chargte - Miguel


Charge para o Jornal do Commercio (PE).

Dilma nas cordas. Viva Renan, o nosso presidente!


Renan Calheiros e Aécio Neves: dia 4 de fevereiro de 2015
Renan Calheiros e Aécio Neves: dia 3 de março de 2015


Dilma está nas cordas – ela e seu governo.
Socada, muquiada, alvo de escorregadas, tombos, tropeções e safanões que petrolões, fisiologismos e articulações disparatadas produziram à farta desde janeiro, quando assumiu para o segundo mandato, a presidente, usando a linguagem – e a imagem – tão afeita aos aficcionados do MMA – está a ponto de ser finalizada. Mas tomara que não o seja.
Para não pedir lona, para não bater no chão indicando ao juiz que não aguenta mais a sova dos adversários, dos disparates e contradições de seu próprio governo, a presidente tenta reagir, mas não consegue.
No próximo domingo, Dia Internacional da Mulher, Dilma fará mais uma tentativa: vai à televisão para prestar uma homenagem às brasileiras, mas o que todos vão ver é uma presidente que tenta sair das cordas e retomar a iniciativa. Mas como?
Dilma não é mais ela e suas circunstâncias – parodiando a máxima de Ortega y Gasset. Dilma, em verdade, é ela e as circunstâncias dos outros. Como desse gigante, desse heróico Renan Calheiros, Sua Excelência o presidente do Senado, e de seu similar – ou semelhante -, o também gigante e heróico Eduardo Cunha, ambos do PMDB.
Renan, até duas ou três semanas atrás, era um sabujo governista, mesmo expondo-se a ter seu conceito mais rebaixado do que sempre esteve e ainda que disfarçasse a sabujice, adornando-a de um certo verniz de independência na condição de presidente do augusto do Congresso Nacional.
Foi nesse papel, a de sabujo dos governo Dilma, que Renan protagonizou um bate-boca com o líder das oposições, o tucano Aécio Neves (PSDB-MG), que lá pelas tantas disse assim: “Vossa Excelência apequena esta Casa”.
Viva Aécio, o presidente – derrotado – de todos brasileiros!
Isso foi no dia 4 de fevereiro. Na última terça-feira à noite, 3 de março, portanto um mês depois do barraco a que todos assistimos no plenário do Congresso, o mesmo Aécio, ele mesmo, subiu até a Mesa, onde estava Renan, para cumprimentá-lo por ter devolvido ao Executivo a MP que revisa as regras da desoneração da folha de pagamento de setores produtivos.
Na ocasião, Aécio, aquele mesmo de 4 de fevereiro, disse assim no dia 3 de março: “Tivemos embates diversos, mas Vossa Excelência se comporta, neste instante, como presidente do Congresso Nacional e de todos os brasileiros”.
Hehehe.
Dilma nas cordas.
Viva Renan, o nosso herói, o presidente de todos os brasileiros!
Viva Aécio, o presidente – derrotado – de todos os brasileiros!
Os dois, Renan e Aécio, são eles e suas circunstâncias.
Dilma é ela e as circunstâncias... dos outros.

A FPF é um escândalo. É o nosso petrolão.



Espiem só!
Vocês pensam que o Brasil só vive de escândalos como o do petrolão?
Pensam que o Brasil só vive de escândalos como esse do HSBC?
Nós, por cá, também temos os nossos escândalos.
Temos as nossas excrecências.
Espiem só o documento acima.
Foi divulgado, na tarde desta quarta-feira, pelo Portal ORM.
É uma resolução assinada - individualmente, solitariamente, monocraticamente e arbitrariamente - por ninguém menos que o presidente da Federação Paraense de Futebol, o coronel Antônio Carlos Nunes.
Leiam o documento, que tem a data de 27 de fevereiro, portanto de sexta-feira da semana passada.
Prestem atenção no seu teor.
E não tenhamos dúvidas: essa resolução é um escândalo, uma excrescência, um estupor legal, um estupro normativo, um despropósito, um vitupério, um deboche. Se você quiser, acrescente os seus qualificativos e mande para o blog, que os publicará.
Como também essa FPF é tudo isso - e muito mais.
Por que o escândalo, o vitupério, o escândalo, a excrescência, o estupor legal,o estupro normativo, o despropósito, o vitupério e o deboche contidos nessa resolução?
A resposta está em duas declarações que O LIBERAL publica em sua edição de hoje.
A primeira é a do vice-presidente da FPF, Maurício "Bororó" Figueiredo, para quem o adendo ao regulamento do Parazão, contido nessa coisa a que deram o nome de resolução, tem como única finalidade eliminar quaisquer dúvidas sobre a divisão de renda.
A segunda é a de ninguém menos que o assessor jurídico da Federação Paraense de Futebol (FPF), Cristino Mendes: "O  coronel Nunes não está alterando o regulamento da competição em andamento. O que ele fez foi, na qualidade de responsável pela organização do Campeonato Paraense, esclarecer pontos que estavam gerando dúvidas a respeito de um assunto que já havia sido discutido na reunião do Conselho Técnico dos clubes, antes mesmo do início do torneio", afirmou Mendes.
Bororó e Mendes, com todo o respeito, pensam que a gente tem o nariz furado ao contrário. Assim pensando, inauguraram uma espécie de exercício hermenêutico no próprio corpo do regulamento do Parazão, que, a rigor, funciona como se fosse a constituição do Campeonato Paraense.
O coronel Nunes, talvez sob as inspirações aspergidas por Bororó e Mendes, virou uma espécie de hermeneuta dos dispositivos do regulamento, expendendo seus juízos como se fossem terminativos e irrecorríveis. E a isso atribuiu o nome de adendo.
É mais ou menos como se um dispositivo qualquer da Constituição Federal, passível de polêmicas e confusões sobre o alcance de seus significados, amanhecesse qualquer dia desses com um adendo embutido ali, na calada da noite, pela presidente da República, pelo presidente do Supremo ou quaisquer dos presidentes do Senado ou da Câmara. E tal adendo teria força de suplantar outros entendimentos em contrário, aflorados da redação original da própria Constituição.
Hehehe.
Nunes, Bororó e o doutor Cristino Mendes estão de brincadeira - com os clubes, com os torcedores, com qualquer um.
De onde provêm os poderes de que lançou mão o coronel Antônio Carlos Nunes para esclarecer, desanuviar, clarear, ou seja lá o que for, este ou aquele dispositivo do regulamento do Parazão?
Que poderes tem o coronel Nunes para, à revelia e ad referendum do Conselho Técnico dos clubes, lavrar a sua interpretação pessoal sobre dispositivos passíveis de intepretações várias?
Quem é o coronel Nunes para ser o único, insubstituível, incomparável e incontrastável clarividente para esclarecer, terminativamente, os dispositivos do regulamento do Parazão?
Foram os clubes que investiram o presidente da FPF em tais poderes? Se foram eles, pior para os clubes e pior para o futebol paraense.

É preciso exterminar o tráfico de drogas, cobra deputado



O deputado federal Delegado Éder Mauro (PSD-PA), mais votado para a Câmara dos Deputados, nas eleições de outubro do ano passado, falou pela primeira vez num programa da Rádio Câmara, o Palavra Aberta.
"Temos aquela meia dúzia de pessoas que, em nome dos direitos humanos, defendem também bandidos neste país", diz a certa altura o parlamentar.
Ele se manifestou contrário ao projeto sobre o auto de resistência, defendeu a redução da maioridade penal e alertou que é preciso "exterminar o tráfico de drogas".
Ouça a entrevista.

O que ela disse


“Muitas vezes, especialmente na parte administrativa, eu acho que estou maquiando cadáver. Esse Estado brasileiro, como está estruturado e como a Constituição previu há 25 anos, não atende mais a sociedade. O que era esperança, na década de 1980, pode se transformar em frustração. A tendência de uma frustração, o risco social é se transformar em fúria. E, quando a fúria ganha as ruas, nenhuma ideia de Justiça prevalece.”
Cármen Lúcia, vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), alertou para a ameaça da insatisfação popular ante a descrença no Estado, ao abordar a “avalanche de processos” nos tribunais.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Laura Pausini - Strani Amori

Charge - Clayton


Charge para O Povo (CE).

Câmara afasta o prefeito de Parauapebas

O prefeito de Parauapebas, Valmir da Integral, foi afastado nesta terça-feira (03), por 180 dias, pela Câmara Municipal.
O gestor é acusado de várias irregularidades, entre elas a aquisição de um terreno estrategicamente comprado por um doador de campanha, em janeiro de 2013, por R$ 100 mil, e vendido em dezembro do mesmo ano para o município por R$ 15,45 milhões. Valmir da Integral também está sendo investigado pela compra milionária de livros de ensino médio.
Para maiores informações, acompanhe no blog Sol do Carajás.

Divulgar os nomes dos investigados é o melhor caminho?

Cunha e Renan Calheiros (ao centro): em marcha batida rumo à verdade sobre seus envolvimentos no petrolão
Sabem de uma coisa?
Tão fundamental quanto conhecermos os nomes de excelências que figuram nos 28 inquéritos remetidos ao Supremo Tribunal Federal pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, é sabermos como se posicionará o ministro-relator, Teori Zavascki em relação aos pedidos de quebra de sigilo para que todos sejam identificados ainda no curso dos procedimentos investigatórios.
Porque estaremos, vale destacar, diante de uma investigação, não é? Estaremos diante de apurações preliminares sobre indícios que o Ministério Público concluiu serem suficientes para que se aprofundem as investigações acerca de condutas delatadas formalmente em primeira instância, na Justiça Federal do Paraná, por envolvidos no escândalo do petrolão.
E aí?
E aí que investigação é investigação, denúncia (ação penal) é denúncia. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.
Está bem que, em sã consciência, ninguém é capaz de colocar a mão no fogo - ou nem sequer o dedo mindinho - pelos personagens até aqui apontados como figurantes cativos da lista de Janot, como é o caso de Suas Excelências os peemedebistas Renan Calheiros e Eduardo Cunha, o primeiro presidente do Senado, o outro presidente da Câmara e terceiro na linha sucessória da presidente da República.
Mas o fato de ninguém colocar a mão no fogo por eles não significa que seja o melhor caminho expor esse povo todo à execração porque estão sendo investigados. E se, ao final das apurações, restar provado que não havia nem sequer elementos mínimos e suficientes para oferecer uma denúncia, uma ação de improbidade ou outra de qualquer natureza?
Mas essa parada, claro, é com o ministro Zavascki. A ele caberá indicar, caso e caso, quem deve ter o sigilo investigatório quebrado e, portanto, os nomes divulgados.
Enquanto isso, Renan e Cunha, os únicos, até agora, apontados como nomes certos na lista de Janot, vão operando no varejo e exibindo, indisfarçavelmente, as suas indignações e irritações contra o Palácio do Planalto por não tê-los livrado desse constrangimento.
É grave, gravíssimo, que os dirigentes das duas principais casas legislativas da República estejam sob suspeita de participação em esquemas como esse bilionário do petrolão.
Torçamos para que as instituições sejam sólidas o suficiente para suportar investigações isentas, capazes de absolver os inocentes e punir os culpados, seja compelindo-os a devolver o que surrupiaram, seja segregando-os, se necessário, no interior de uma cadeia pública para que desçam de seus pedestais e comprovem que a lei vale para todos, e não apenas para alguns.

O jornalista e suas arrogâncias – traiçoeiras e repulsivas


Falemos claro, claríssimo, como de outras vezes.
Nós, jornalistas, ficamos fulos - fulíssimos - da vida quando alguém diz que nossos pitacos e nada são a mesmíssima coisa.
Nós somo uns poços – sem fundo – de arrogância, achamos isso uma banalidade e nem nos damos conta quando, por conta de nossas arrogâncias, acabamos fazendo o que não deveríamos fazer.
Quem aí não se lembra do episódio – ao vivo e em cores – envolvendo a jornalista Milly Lacombe e o goleiro Rogério Ceni, do São Paulo?
Relembre assistindo ao vídeo aí em cima.
Esse foi um daqueles momentos imperdíveis, em que prevaleceu o jornalismo arrogante - aquele de cartilha, de almanaque.
O confronto ocorreu há quase nove anos, mas nunca é tarde para revivê-lo à luz de arrogâncias renovadas, como as que inundam coleguinhas que se julgam donos do mundo quando estão, sobretudo, com microfone nas mãos.
Eis que agora Milly Lacombe está de volta.
Em entrevista disponível no UOL, ela admite claramente que se deixou trair pela arrogância. E dá uma resposta honesta, sincera e até certo ponto comovente, que precisa ser compartilhada sobretudo conosco, jornalistas, que não sabemos o que fazer com nossas arrogâncias, tantas e tamanhas elas são.
Confiram a pergunta feita a Milly Lacombe e a sua resposta:

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Você era um dos principais comentaristas do Sportv. Estar assim no auge fez com que você se descuidasse e falasse que o Rogério falsificou a assinatura na proposta do Arsenal que apresentou ao São Paulo. Como um goleiro que pensa já ter a bola dominada, imagina o que vai fazer com ela e acaba levando um gol?

Acho que teve um pouco disso sim, mas se fosse apenas como o goleiro que tem a bola dominada e perde teria sido um erro cometido por displicência, e no meu caso acho que arrogância foi um componente forte.
Televisão é um meio traiçoeiro, porque mexe com a vaidade como nenhum outro. Que emprego tem como punição mandar o cara para casa com salário pago? Na TV a punição por um deslize é tirar a pessoa do ar por um tempo, a famosa geladeira. Ou seja, você fica em casa, recebendo salário e sem ter que trabalhar. Quase um prêmio em outras profissões, mas para quem trabalha em TV a geladeira é a antessala da morte.
Lembro da sensação de quando comecei a ser reconhecida na rua. É uma injeção de adrenalina, uma massagem no ego. Uma vez estava num restaurante e uma menina se aproximou e disse: “posso te fazer uma pergunta?”. Na mesma hora eu já cresci e fiquei muito orgulhosa de mim mesma. Eu sabia que ela queria um autógrafo, ou uma foto. E ela disse: “Onde você comprou essa bolsa?”. Eu preferia que ela tivesse me dado uma bofetada. Se é o olhar do outro que faz a gente existir, o olhar de centenas de outros faz com que tenhamos a ilusão de que existimos à milionésima potência.
Se a pessoa não está preparada – e eu claramente não estava – isso pode elevá-la a um lugar perigoso, ególatra e arrogante. Foi o que aconteceu comigo. Nos corredores me chamavam de lado para dizer: “você vai para o Esporte Espetacular''. “Você vai para o Jornal de tal hora com certeza''. “Você é muito boa!'' Você vai se dar muito bem!” E isso foi me deixando segura e, como era imatura, essa segurança se transformou em arrogância. E a arrogância faz você achar que jamais errará.

O caos no trânsito e a Unama

De leitor do Espaço Aberto sobre a postagem O caos. E só por causa do tempo errado num semáforo.:

Caríssimo poster, eu peço vênia para discordar de você.
O problema do congestionamento nestas cercanias é originado na Unama Alcindo cacela, a qual, em razão de manter apenas um de seus portões do estacionamento aberto, gera um enorme congestionamento naquele perímetro, o qual atinge a Bernal do Couto, a Pedro Miranda, a Alcindo Cacela e a Oliveira Belo.
Se a Unama mantivesse aberto o outro portão para entrada e saída dos veículos, daria mais fluidez ao trânsito naquela local. com certeza.
Acho que a própria Semob deveria notificar a Unama para que tais medidas fossem tomadas, pois virou um inferno passar por aquele perímetro nesse horário.

De outro leitor, discordando da opinião acima:

Discordo.
O problema está no semáforo instalado ao lado da Unama e o desafio provar o contrário, mesmo o portão sendo daquele lado.
Inclusive, se o problema for fila dupla que os agentes estejam lá para disciplinar e, se for o caso, aplicar a lei. O que não pode é haver omissão. Uma estultice generalizada, em que não se viu um agente de trânsito!
Por outro modo, a 14 de Março é engarrafada mesmo antes das voltas as aulas da Unama.
Basta um pouco de bom senso pra ver que a 14 engarrafa todos os dias no horário de volta ao trabalho, porque o sinal da Bernal do Couto fica muito tempo fechado apenas para a 14 de Março. Aumentar em 40 segundos o sinal aberto para a 14 na Ferreira Pena resolveria em grande parte.
Seria mais humilde a autarquia reconhecer o equívoco e providenciar logo a melhora naquele local. Mas parece que dói fazer isso!
E ainda tem o sinal da Oliveira Belo com a Generalíssimo, que faz engarrafar a Oliveira Belo sem qualquer necessidade, piorando o trânsito na 14 de Março, via na qual causa reflexos. E olha que esse quarteirão da Oliveira Belo tem 250 metros!
Mas não duvido que tudo fique como está.

Fotógrafo Luiz Braga lança livro e participa de debate em BH



No site Divirta-se

“Eu pinto com luz”, afirma o fotógrafo paraense Luiz Braga. Com registros de populações ribeirinhas ou das periferias da Região Norte, Braga vem construindo uma obra celebrada no Brasil e no exterior. Em 2009, participou da Bienal de Veneza. Chama a atenção, no trabalho do artista, como ele compõe imagens que, de forma sintética, integram valores estéticos e sociais, possibilitando uma observação do real que não se reduz ao factual. Com essas características, suas fotos proporcionam uma extensa gama de considerações.

Os trabalhos do fotógrafo foram reunidos no livro Luiz Braga (ed. Cobogó), organizado pelo também fotógrafo Eder Chiodetto, que foi lançado às 19h30 desta terça-feira, no Teatro Klauss Vianna, com a presença do autor, que participou de bate-papo com o público.

Luiz Braga até começou a fotografar em preto e branco. Mas, nos anos 1980, enveredou por um caminho que, segundo diz, dá à cor o sentido de elemento fundamental. Não se trata de apenas capturar a luz natural. “O que me interessa são provocações, sentimentos, emoções. Subverto a cor dos ambientes com várias experimentações e técnicas”, conta, sem esconder a busca por imagens “mais subjetivas”. Com três décadas de atividade dedicadas à fotografia, Braga já ouviu observações lisonjeiras, como a de alguém que, ao falar de um tom de cor, disse que parecia um azul ou um verde das fotos de Luiz Braga. “Foi um honra, o que faço é mais do que fotografar”, conta preocupado com a possibilidade de a frase soar pretensiosa.

Há temas privilegiados nas imagens: “A periferia de Belém, onde se aloja quem vem do interior”, cita. “Vejo na região dos ribeirinhos algo por que tenho consideração: simplicidade, singeleza”, afirma. Braga fotografa tais regiões desde 1980, “quando a periferia não estava na Globo, e as pessoas torciam o nariz para ela, por considerarem brega e marginal”. Como Luiz não morava por lá, andou ouvindo críticas e questionamentos à sua escolha. “Meu pertencimento é afetivo. Vejo na periferia de Belém histórias muito interessantes, heróis anônimos que, para mim, são os verdadeiros grandes heróis.”

Luiz Braga não separa seu trabalho em fases. Ele considera que sua obra segue um fluxo de contínua expansão. Ele se define como alguém intuitivo e avesso a coisas muito preconcebidas. “Gosto de deixar a vida me levar”, brinca. O fotógrafo já ganhou vários prêmios e tem trabalhos nos acervos de vários museus, entre eles o de Arte Moderna de São Paulo, o Centro Português de Fotografia e o de Arte Moderna do Rio de Janeiro.

Perfil  Luiz Braga tem 58 anos e iniciou-se na fotografia aos 11. Sua primeira exposição foi em 1979. “Quando decidi me dedicar à fotografia, ela não tinha o glamour que tem hoje”, recorda. Colaboraram para que a atividade ganhasse relevância, na opinião dele, ações como as semanas nacionais de fotografia, realizadas em várias partes do Brasil, disseminando o conhecimento da fotografia brasileira. Outra contribuição importante, em Belém, segundo aponta, foi a formação de grupos de fotógrafos que promoviam discussões, organizavam palestras, jornadas, exposições. “Isso ajudou a criar um grupo que se dedicava à fotografia com seriedade e com intenção autoral.”

A movimentação dos fotógrafos em Belém, como lembra Luiz Braga, foi bem recebida no Salão Paraense de Fotografia, criado em 1982. “Temos, no Pará, uma das fotografias mais pujantes do Brasil. Produção que se integra ao contexto que tem também grandes músicos, boas orquestras, escritores importantes. Apesar do pouco incentivo, temos grande arte”, avisa. Com relação ao contexto brasileiro, Luiz Braga destaca como surpreendente o fato de o Brasil não perceber as artes visuais (“Que estão por toda parte de forma forte”) como representação da nacionalidade tão eloquente quanto o futebol, a música e o carnaval. “Existe uma cegueira que faz com que não incorporemos a produção esplêndida de artes visuais como um valor.” 

O que ele disse


"Quem tiver de pagar vai pagar"
Rodrigo Janot, procurador-geral da República, avisando que o Ministério Público Federal não vai desistir de obter perante a Justiça a punição de todos os envolvidos no petrolão, doa a quem doer.

terça-feira, 3 de março de 2015

James Blunt - You're Beautiful

CPI recebe mais de 200 pedidos para ouvir envolvidos

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras já recebeu mais de 240 requerimentos, contabilizados até o final da tarde desta segunda-feira (2). A CPI foi instalada na semana passada (26) com a finalidade de investigar irregularidades cometidas na estatal, envolvendo esquemas de corrupção e desvio de dinheiro público.
Somente nesta segunda pela manhã, mais de 100 requerimentos já haviam sido protocolados na secretaria da CPI. Tudo porque, caso não haja acordo entre os congressistas para inversão de pauta, o plenário da CPI votará cada requerimento por ordem de apresentação.
A oposição dominou a apresentação dos requerimentos. São 57 deles de autoria de integrantes do PSDB, especialmente do deputado Carlos Sampaio (SP). Além do PSDB, o DEM apresentou, na sequência, 46 requerimentos e o PPS, 23 requerimentos.
O deputado Carlos Sampaio disse que cada um dos requerimentos protocolados ajudará na condução dos trabalhos da CPI. "Fizemos questão de sermos os primeiros a apresentar os requerimentos, porque nós estamos dando uma diretriz adequada. Nós temos certeza que se seguirmos esse roteiro de investigação proposto pelo PSDB, a CPI terá um final feliz, no sentido de trazer à luz o nome dos envolvidos e conseguir desbaratar esse esquema de corrupção, que foi instalado nesse governo do PT".
Pedidos de convocação
Os requerimentos versam sobre audiências, acareações e investigações. Entre os vários pedidos de convocação estão: do ex-ministro José Dirceu, da Casa Civil; do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo; do senador Fernando Collor (PTB-AL); e da socialite Val Marchiori, acusada de receber, irregularmente, empréstimo do Banco do Brasil, presidido à época por Aldemir Bendine, atual presidente da Petrobrás.
Outra parte dos requerimentos é sobre a criação de sub-relatorias, como a de sistematização, com o objetivo de organizar todo o acervo probatório da comissão; a operacional, para conduzir a investigação; e a do núcleo político, para investigar a atuação de agentes políticos na organização criminosa que se instalou na Petrobras.
O objetivo é dar foco aos trabalhos, disse Carlos Sampaio. "Nós estamos propondo esse requerimento para dar uma diretriz, um norte ao presidente, de quais são as três sub-relatorias fundamentais para conseguirmos um resultado efetivo para essa CPI".
O nome do ex-gerente executivo de Engenharia da Petrobras, Pedro Barusco, também aparece nos requerimentos de convocação. Na semana passada, o relator Luiz Sérgio defendeu a convocação de Barusco, que é um dos delatores da Operação Lava Jato. Ele disse à Polícia Federal que o esquema de corrupção na estatal teria começado em 1997.
A convocação de Barusco contou também com apoio do deputado Afonso Florence (PT-BA), que protocolou pelo PT, ao todo, nesta segunda-feira, 42 requerimentos. Entre eles, o de convocar Aldemir Bendine (presidente da Petrobras), para prestar esclarecimentos sobre os fatos indicados no requerimento de criação da presente CPI.
Plano de trabalho
A primeira reunião da CPI da Petrobras para votar esses pedidos vai ocorrer na quinta-feira (5). Nesse dia, o relator Luiz Sérgio vai apresentar seu plano de trabalho e informar como pretende conduzir as investigações.
Luiz Sérgio também decidirá se pretende criar subrelatorias para a CPI. Até lá, parlamentares poderão protocolar novos requerimentos. Quem presidirá os trabalhos da comissão será o deputado Hugo Motta (PMDB-PB).

Charge - Amarildo


Charge para Gazeta Online.

Está chegando por aqui

Espiem só.
Leiam com atenção as três notas abaixo.
Estão na coluna de Mônica Bergamo, hoje, na Folha.
E mostram que o petrolão está chegando aqui por perto.
Demorou um pouco, mas está chegando.


A Susipe entre a honestidade e a tibieza


A Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado do Pará (Susipe) oferece uma notável contribuição a honestidade política quando admite publicamente, conforme exposto em matéria publicada na edição de O LIBERAL desta terça-feira, que o sistema penitenciário do Pará enfrenta a sua maior crise.
Qual crise? A que foi deflagrada, de quinta-feira a sábado da semana passada, nos Centros de Recuperação Penitenciário do Pará I e II (CRPP I e II), que integram o Complexo de Santa Isabel do Pará, e os Presídios Estaduais Metropolitano I e III (PEM I e III), no complexo de Marituba.
A honestidade política da Susipe precisa ser registrada nas mesmas dimensões e nas mesmas proporções da tibieza ou do engodo que a própria Superintendência demonstrou na quinta-feira à noite, quando informava que aquilo a que repórteres estavam chamando de "onda de motins" ou "onda de rebeliões" não passava, no linguajar alegadamente técnico do Sistema Penal, de meros "tumultos".
Mas, como na velha e sábia máxima, antes tarde do que nunca que vozes do comando da Susipe tenham admitido que a crise no Sistema Pena do Pará é a mais grave dos últimos anos, o que indica que tumultos não foram tumultos, mas motins - ou rebeliões - configurados não apenas dentro de casas penais, mas fora delas, uma vez confirmado que a ordem para a depredação e destruição de ônibus partiu de dentro presídios situados na Grande Belém.
Ao mesmo tempo, todavia, em que revela notável contribuição à honestidade política, a Susipe também deixa os cidadãos meio que entre curiosos e preocupados quando informa que, a partir de hoje, a rotina das unidades prisionais será retomada, com atividades como audiências, visitas e banhos de sol, que estavam suspensos desde a quinta-feira.
Meno male!
Se isso concorre para o restabelecimento da ordem nas casas penais, ponto para a Susipe. E palmas pra ela.
Mas convém indagar: e outras rotinas nas cadeias e nos presídios, como é que vão ficar?
Como é que ficará, por exemplo, a rotina do uso de telefones celulares?
Na primeira noite em que estouraram os motins - reduzidos, repita-se, a meros "tumultos" no linguajar da Susipe -, coleguinhas jornalistas que estiveram pessoalmente no front dos acontecimentos relataram ao poster que obtiveram informações sobre o que acontecia no interior dos presídios diretamente dos próprios internos.
Dos próprios internos? Sim, deles mesmos.
Como? Através de telefones celulares, ora bolas.
No sábado de manhã, repórter da TV Liberal que estava na Central de Triagem de São Brás - onde acabara de ser contido um motim em que três agentes chegaram a ser mantidos reféns - exibiu ao vivo, e diretamente de um telefone celular, o áudio em que um detido relatava como estava o clima no interior da cadeia.
Além de jornalistas, os presos se comunicavam à vontade com seus familiares durante o desenrolar dos motins.
Uso de celular por um facínora custodiado pelo Poder Público tem a mesma letalidade que uma arma das mais letais. Sem tirar nem pôr, é isso mesmo.
Se as leis brasileiras são lenientes a esse respeito - daí não poder a Susipe exceder-se em medidas que poderão afrontá-las -, é possível estabelecerem-se controles mais severos que, se não coibissem, pelo menos contribuiriam para reduzir a folga, a liberdade escandalosa, o à vontade espantoso com que presidiários usam telefones celulares.
A Susipe, quando confrontada com essa realidade, haverá dizer que faz pente-finos periódicos e apreende dezenas de celulares nos presídios.
Se é assim mesmo, convém melhorar o pente-fino. Porque tão banal e rotineiro quanto o banho de sol, que deverá ser retomado a partir de hoje, é o uso - criminoso, disseminado, constante e escandaloso - de telefones celulares, que, vale reforçar, nas mãos de um bandido preso se transformam em armas das mais mortíferas.
Ou não?

A CBF e os clubes: "vergonha, vergonha, vergonha"



"Vergonha, vergonha, vergonha".
Vocês se lembram de Emerson Sheik dizendo isso, ao referir-se à CBF?
Pois é.
A CBF é mesmo uma vergonha - mil vezes vergonha.
E se torna mais vergonhosa quando conta com a conivência dos clubes brasileiros.
A CBF é uma vergonha até mesmo quando - ah, coitada! - pretende banir atos vergonhosos do futebol brasileiro.
Ontem, anunciou-se que os clubes da Série A que atrasarem os salários de seus jogadores perderão pontos na tabela. Os representantes dos clubes aprovaram a medida por unanimidade, já para a edição deste ano. Falta apenas definir qual será a maneira de aplicar a punição.
Muito bacana.
Mas sabem o que é melhor? Sabem o que é, isso sim, mais bacana?
É que a denúncia contra o próprio clube deverá ser apresentada formal e expressamente por um jogador, quando o salário atrasar por mais de 15 dias.
A CBF e os representantes de clubes que aprovaram essa asneira só podem estar de saca, né? Só podem!
Porque, vamos e convenhamos, quem é o jogador que terá a coragem para se expor contra o próprio clube que o emprega, denunciando uma irregularidade?
Qual é o jogador que se disporá a apresentar uma denúncia formal, mesmo sabendo que poderá ficar queimado perante a própria agremiação a que pertence e por outras que eventualmente venham a contratá-lo.
O futebol brasileiro está como está por coisas assim.
Está como está porque cartolas são protagonistas de medidas vergonhosas até mesmo quando pretendem expurgar as vergonhas do futebol brasileiro.
Que o digam a CBF, "uma vergonha", e os representantes de clubes que respaldaram essa vergonhosa proposta.

Sete novos magistrados federais começam treinamento em Belém

Os juízes federais Antônio Carlos Campelo, Ruy Dias de Souza Filho,
Lucyana Said Daibes Pereira, Arthur Pinheiro Chaves,
Mauro Henrique Vieira e Hind Ghassan Kayath
Sete novos magistrados que tomaram posse no final de janeiro passado começaram nesta segunda-feira, na Justiça Federal no Pará, a receber treinamento como parte do primeiro módulo prático do II Curso de Formação Inicial de Juízes Federais Substitutos, coordenado pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região.
Aprovados, juntamente com 49 outros, no 15ª Concurso para Provimento de Cargos de Juiz Federal Substituto da 1ª Região, promovido pelo TRF1, os novos magistrados - Domingos Daniel Moutinho da Conceição Filho, Marcelo Elias Vieira, Paulo César Moy Anaisse, Alessandra Gomes Faria Baldini, Manoel Pedro Martins de Castro Filho, Pedro Maradei Neto e Victor Curado Silva Pereira – permanecerão em Belém até o dia 27 deste mês e retornarão em maio, para a segunda etapa do módulo prático do treinamento, programada para o período de 04 a 29.
Os juízes Manoel Pedro de Castro Filho, Victor Curado Pereira,
Pedro Maradei Neto, Alessandra Gomes Baldini,
Marcelo Elias Vieira, Paulo César Anaisse, Ruy Dias,
Arthur Chaves e Domingos Daniel Moutinho Filho
Durante o treinamento, os novos juízes federais substitutos terão gabinetes individuais e conhecerão pessoalmente o funcionamento das nove das 12 varas que funcionam na Seção Judiciária, sendo três cíveis (1ª, 2ª e 5ª), duas de competência criminal (3ª e 4ª), duas de execuções fiscais, (6ª e 7ª) e três de Juizado Especial Federal (8ª e 10ª), que julgam pequenas causas, no valor de até 60 salários-mínimos.
O juiz federal diretor do Foro, Arthur Pinheiro Chaves, titular da 9ª Vara, e os coordenadores do treinamento na Seção Judiciária, juízes federais Hind Ghassan Kayath (2ª Vara) e Ruy Dias de Souza Filho (6ª Vara), deram as boas-vindas aos novos magistrados e ressaltaram que a nova dinâmica implementada pelo TRF da 1ª Região, nos cursos de formação, oferece instrumentos e metodologias indispensáveis para que juízes substitutos possam conhecer melhor a estrutura da Justiça Federal, bem como o funcionamento e a gestão das próprias varas.
Controles - Neste primeiro dia de treinamento, os novos magistrados receberam explicações detalhadas sobre os boletins estatísticos, planilhas que devem ser atualizadas com regularidade – algumas até mesmo diariamente - e permitem tanto ao juiz da vara como à Corregedoria do TRF da 1ª Região o controle permanente da tramitação dos processos em todas as suas fases de tramitação.
Os magistrados também ouviram relatos das experiências de colegas que já atuaram em subseções, como os juízes federais Antônio Carlos Campelo, Lucyana Said Daibes Pereira (6ª Vara) e Mauro Henrique Vieira (8ª Vara), que também participaram da programação desenvolvida nesta segunda-feira, juntamente com a diretora de Secretaria da 2ª Vara, Daniela Esteves da Silva, que auxiliou nos trabalhos e prestou várias informações, sobretudo em relação aos controles estatísticos.

Fonte: Justiça Federal - Seção Judiciária do Pará

Deputado critica "cota aérea” para cônjuges

A autorização da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados para que as passagens aéreas aos cônjuges de parlamentares passe a ser paga com recurso público, repercutiu negativamente na sociedade, nesta quinta-feira, 26. Os deputados do PSOL atacaram a medida, afirmando que cada um dos 513 parlamentares tem condição financeira de pagar pelo transporte de seus familiares. Entre os críticos à regalia, está o deputado federal Edmilson Rodrigues (PSOL/PA). Ele anunciou que vai poupar o recurso público, abrindo mão das passagens à cônjuge dele.
"Essa autorização demonstra que algumas autoridades estão totalmente surdas, incapazes de perceber que a população brasileira, com exceção das empresas corruptoras e dos políticos corruptos, já não suporta mais esse tipo de política que diz representar povo para legitimar ataques aos direitos dos trabalhadores e benesses para os ricos, inclusive legislando em função de seus próprios interesses", criticou Edmilson Rodrigues (PSOL/PA). "Chega a ser trágico que, em plena crise econômica e social, o mesmo congresso que quer retirar direitos previdenciários e aumentar impostos para os mais pobres, queira meter a mão no dinheiro público legalizando o turismo familiar", completou Edmilson.

Bancada
O líder da bancada do PSOL, deputado federal Chico Alencar (RJ), anunciou logo cedo que vai abrir mão do novo “benefício” a que tem direito os parlamentares, exemplo que foi seguido por outros partidos. Alencar cobrou do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, “que decisões que tratem do dinheiro público e que repercutam sobre todos os parlamentares devem ser submetidas ao colégio de líderes, antes de serem aprovadas pela Mesa Diretora”.
“A permissão de compra de passagens para os cônjuges dos deputados está repercutindo muito mal. Essa 'generosidade' é um retrocesso, já que foi extinta em 2009. Do outro lado, a Câmara tende a ratificar o ajuste fiscal do governo federal, que só arrocha o trabalhador e as famílias brasileiras. Este tipo de decisão vai na contramão da austeridade”, afirma o líder do PSOL. O custeio de passagens aéreas pela Câmara Federal tornou-se exclusiva aos deputados depois que foram descobertos diversos casos de uso indevido da verba. O episódio ficou conhecido como "farra das passagens”.

Fonte: Assessoria de Imprensa

Personagens de nossa América



Eis aqui uma história que era acalentada por muitos, mas desvalorizada por outros tantos, inclusive, em nível internacional. Demorou para que a História deixasse  sua visão retrospectiva e adotasse uma análise mais próxima do presente. Durante muito tempo sua concepção lhe impunha certo distanciamento de seu objeto e uma restrição rígida de natureza política. Lentamente, começou um processo de valorização de pessoas influentes como fonte e da política e acontecimentos contemporâneos como foco, que nos oferecem a história não mais como letra morta, história fechada, mas como um processo vivo de interpretação de ontem e do agora. A ausência de relações entre Estados Unidos e Cuba era uma herança de tempos em que o comunismo era um "perigo" para toda a América Latina. Mas os dois países têm laços históricos que remontam ao século XIX.
Desde aquela época havia um movimento em Cuba para libertar a ilha do domínio colonial, mas esse objetivo só foi alcançado quando os EUA venceram a Espanha na guerra de 1898. Embora os cubanos não tenham sido anexados, ficaram com restrições à soberania, como a Emenda Platt à sua Constituição, que autorizava ações militares americanas em seu território e o estabelecimento de uma base naval na baía de Guantánamo. O poderoso vizinho apoderou-se de setores-chaves da economia da ilha, como açúcar, tabaco e turismo. O crime organizado era muito forte no país, envolvido com drogas, prostituição e jogo.
Os nacionalistas cubanos se ressentiam dessa influência e afirmavam que era necessária uma revolução para completar o projeto de independência, que havia sido interrompido pela interferência dos EUA. A revolução começou em 1956 com uma revolta contra o ditador Fulgêncio Batista, cujo governo era apoiado pela Casa Branca. Contudo, os EUA não o viam como um aliado fundamental e não foram hostis aos guerrilheiros comandados por Fidel Castro. Havana foi conquistada em 1959. Fidel reuniu-se com diplomatas e políticos, recebido pelo então vice-presidente Richard Nixon, que advertiram o jovem líder cubano a se manter afastado de comunistas como seu irmão Raúl e seu colega de armas argentino, Ernesto Guevara.
A revolução não era, em essência, marxista - seu pilar eram mudanças sociais de grande escala, como a reforma agrária. O novo governo começou com medidas como a nacionalização de propriedades de empresas americanas, colocando Havana e Washington em conflito. Os líderes cubanos se irritaram com as pressões americanas. Começaram sanções econômicas americanas. Cuba aproximou-se da União Soviética, que ofereceu ao país ajuda econômica e militar, e a ilha abraçou o comunismo. Os EUA romperam as relações diplomáticas em janeiro de 1961.
A revolução cubana teve impacto extraordinário em toda a América Latina e que culminou com a suspensão do país da OEA, em 1962 e com o embargo econômico contra a ilha. De lá pra cá todos conhecem a história. A Guerra Fria acabou entre 1989 e 1991, com o colapso dos regimes comunistas na Europa oriental o fim da URSS. As mudanças na América Latina foram benéficas para Cuba. A ausência de relações com os EUA tornou-se um anacronismo. Centenas de milhares de cubanos haviam migrado para os EUA. Viraram uma comunidade próspera e influente, sobretudo na Flórida, e fortemente anticomunista.
Outro fator crucial foi a mudança demográfica na comunidade cubano-americana. Os líderes mais idosos começaram a morrer e foram substituídos por uma geração mais jovem e pragmática, dispostas a aproveitar as oportunidades comerciais. Essas foram as bases econômicas e sociais que levaram ao acordo entre EUA e Cuba e que criaram as condições para o que pode ser um período promissor nas relações entre ambos os países. O mundo não é uma festa, mas é formado por uma fauna humana que resume todas as nossas emoções e desejos, dúvidas e anseios, angústias e contradições. A maior conquista da democracia é o estado de direito.

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SERGIO BARRA é médico e professor
sergiobarra9@gmail.com

O que ela disse


"Brincava e jogava bola na rua, era estimado pelos coleguinhas. Procuravam ele em casa, tudo estava bem para ele. Mas era digno, não era de falar besteira."
Olinda Bonturi Bolsonaro, uma doce mulher de 89 anos, sobre o filho, o deputado federal Jair Bolsonaro (PP/RJ), um homofóbico declarado e defensor da tese de que as mulheres deveriam ganhar salário menor porque engravidavam e prejudicavam o empresariado.