terça-feira, 31 de março de 2009

Servidores fazem passeata

No AMAZÔNIA:

Trabalhadores da rede pública estadual de ensino e da saúde de Belém suspenderam as atividades em escolas e unidades no Dia Nacional de Paralisação do Funcionalismo Público. Coordenados pela Intersindical, Conlutas, Central Única dos Trabalhadores e outros movimentos sociais, os manifestantes fizeram uma passeata da praça Santuário, em Nazaré, até o Palácio Antonio Lemos, sede do governo municipal, no Comércio, em protesto contra a crise mundial, além de reivindicar melhores salários e garantias de gratificações. Houve princípio de tumulto até que uma comissão representativa dos servidores municipais fosse atendida pelo próprio prefeito Duciomar Costa.
O resultado do encontro foi a definição de uma nova reunião para o dia 22 de abril, na qual os sindicatos apresentarão a relação de integrantes de uma comissão que vai acompanhar, junto à Secretaria Municipal de Administração (Semad), o cálculo das perdas salariais dos servidores ao longo dos últimos 17 anos.
Os sindicalistas também tomaram conhecimento, pelo prefeito, da suspensão dos efeitos do decreto de cortes de gratificações publicado no Diário Oficial do Município em 31 de dezembro de 2008, efetivada em 24 de fevereiro deste ano e também publicado no Diário Oficial. De acordo com a servidora Rosa Soares, lotada no Pronto-Socorro do Guamá, há quatro anos os salários dos servidores são reajustados somente de acordo com a inflação, gerando a defasagem salarial. Sem as gratificações, pagas de acordo com o local do trabalho, a remuneração dos servidores cai ainda mais.
O grupamento especial da Guarda Municipal (Rondac) reforçou a segurança em frente ao Antonio Lemos durante a manifestação. Um dos participantes escreveu na parede do prédio histórico a sigla do Movimento dos Sem-Terra (MST) e quase foi preso durante o princípio de tumulto. A reunião entre o prefeito Duciomar Costa e os sindicalistas só terminou depois das 14 horas com o agendamento de uma nova reunião onde todas as exigências sindicais serão expostas em forma de documento oficial.
Os professores da rede estadual iniciam em abril as negociações da data-base da categoria. Segundo Antonio Neto, do Sindicato dos Trabalhadores na Educação Pública do Estado do Pará (Sintepp), por conta da crise mundial, o governo do Estado estaria ameaçando atrasar o pagamento dos servidores estaduais, além de comprometer-se em reajustar os salários somente de acordo com a inflação, não obedecendo também o aumento de anual do salário mínimo na remuneração base dos profissionais da educação, conforme explicou Antonio Neto. 'Nenhum servidor deve receber abaixo de um salário mínimo e o governo do Estado quer aplicar reajuste de apenas 6% na remuneração final, conforme a inflação', explicou Antonio Neto. No próximo dia 8 de abril haverá assembléia entre os integrantes do Sintepp para definir as próximas ações do sindicato nas negociações salariais com o governo.

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